Cidades

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Temporal de 7 minutos castiga Dourados

Temporal de 7 minutos castiga Dourados

Redação

27/04/2010 - 23h49
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Fábio Dorta e Antonio Viegas, Dourados

Forte vendaval que começou por volta das 11h43min e durou cerca de sete minutos foi suficiente para provocar estragos em vários pontos da região urbana de Dourados. Dez famílias ficaram desabrigadas. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil atenderam a mais de 50 chamadas por socorro. Faltou energia por mais de três horas em diversos pontos no centro da cidade e nos bairros. O temporal tirou do ar emissoras de rádio e televisão e prejudicou a sinalização eletrônica no trânsito.  
Dois acidentes automobilísticos envolvendo motoclistas foram provocados na área central por causa dos ventos. Duas mulheres ficaram feridas e precisaram ser internadas no Hospital da Vida. Duas crianças também se machucaram na periferia da cidade porque a cobertura da casa onde moravam desabou com a força do vento. Várias casas foram destelhadas, além de muros, grades e portões destruídos.
O vendaval destruiu completamente um silo no prolongamento da Avenida Marcelino Pires, saída para Campo Grande, e a cobertura de um posto de combustível localizado na Avenida Presidente Vargas.
Dezenas de ruas ficaram bloqueadas por causa da queda de árvores (algumas foram arrancadas), como no prolongamento da Avenida Marcelino Pires.
No Auto Posto Pantanal toda a cobertura veio abaixo. As paredes do escritório estão rachadas. Ônibus que estava estacionado no pátio foi arrastado por mais de dez metros. Um Ford Escort e uma carreta, foram atingidos pela queda dos galhos de árvore e tiveram danos materiais.
O gerente do posto, Mauro Lanzani, ainda não sabia avaliar os prejuízos. Em contrapartida, o susto foi grande. “Todos nós ficamos apavorados. A gente estava atendendo normalmente, quando veio o vendaval, parecia um redemoinho gigante, em pouco tempo a cobertura já estava no chão”, afirmou o gerente.

Família assustada    
No rastro do vendaval, casa de alvenaria próxima do posto de combustível ficou praticamente destruída. A dona da casa, Mariana Espíndola, 46 anos, disse que precisou esconder rapidamente os familiares debaixo da mesa na sala e por sorte conseguiram evitar tragédia.  
A filha dela, Priscila Espíndola, 25 anos, que está grávida de sete meses, conta que estava no quintal e foi arremessada pelo forte vento contra uma árvore. “Eu pensei que ia morrer, nunca vi uma situação dessas, foi muito, muito feio mesmo”, afirmou. Além do susto, a sua família pode ficar desabrigada porque não tem dinheiro para reconstruir a casa.
A estudante Patrícia Vieira, 21 anos, que mora no Jardim Europa, um dos bairros mais afetados, afirmou que estava na frente de casa quando começou o vendaval. Por sorte a casa dela não foi atingida, mas na vizinhança várias outras residências ficaram parcialmente destelhadas. Em duas delas, os portões foram arrancados pelo vento.
No outro lado da cidade, na Vila Guarani, a residência de Wellen Marques, 31 anos, ficou parcialmente destruída. Ela contou que as filhas, Gabriela, de quatro anos, e Júlia, apenas de um ano de vida, foram atingidas e tiveram ferimentos leves na cabeça e nas costas. Elas chegaram a ser levadas para o Hospital da Vida, mas foram liberadas depois de receber atendimento médico.
A sede do Sindicato Rural de Dourados, que fica no Parque de Exposições João Humberto de Carvalho, foi atingida. Os alambrados foram arrancados e um restaurante que fica no interior do parque ficou parcialmente destruído. Toda a rede elétrica ficou danificada e dez postes de energia caíram.

Bombeiros e Defesa Civil     O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil tiveram de mobilizar reforço para atender aos chamados de socorro. O coordenador da Defesa Civil de Dourados, Vicente Chencarek, informou que trinta casas ficaram totalmente destelhadas e, em dez delas, os moradores tiveram de ser removidos para as casas de amigos ou parentes.
“Nós mobilizamos trinta pessoas para o trabalho, além das equipes do Corpo de Bombeiros. O objetivo principal é atender as famílias desabrigadas, assim como desobstruir as ruas que foram bloqueadas por causa da queda de árvores. Mais de 15 bairros das regiões sudeste e noroeste da cidade foram atingidos”, afirmou Chencarek.
Pela força do vento e pela forma como testemunhas informaram à Defesa Civil o coordenador acredita ter ocorrido um tornado. “Foi uma ventania alta, em espiral, na forma de um redemoinho. Pelas características eu acredito que foi mais que um vendaval, foi um tornado”, finalizou Vicente Chencarek.
No Corpo de Bombeiros todo o efetivo que estava de serviço foi utilizado no socorro e ainda foi preciso chamar reforço. “Nós utilizamos diversas equipes e o maior problema foi com as residências atingidas e com ruas que ficaram bloqueadas por causa da queda de árvores”, afirmou o cabo Éden Nascimento.

RODOVIA

Motiva já ultrapassou duplicação prevista para o 1º ano de contrato

Até agora, segundo a concessionária, 22 quilômetros de pista dupla foram finalizados ou estão em processo de término na BR-163, em Mato Grosso do Sul

16/01/2026 09h00

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em ritmo acelerado, as obras na BR-163, em Mato Grosso do Sul, já estão acima do que era previsto para o primeiro ano de contrato com a concessionária Motiva Pantanal, a antiga CCR MSVia. Conforme dados da concessionária, apenas em quatro meses, já que o acordo foi assinado em agosto do ano passado, a empresa executou 22 quilômetros de duplicações no Estado.

De acordo com o Programa de Exploração da Rodovia (PER) da concessão da BR-163, para o primeiro ano de contrato, a Motiva Pantanal tinha a obrigação de duplicação de 5,66 km. Ou seja, a empresa já mais que dobrou a meta.

A Motiva Pantanal, por meio de nota enviada ao Correio do Estado, divulgou que há um “conjunto de intervenções previstas”, que ao longo de 2025 já tiveram início.

Nessa lista, a empresa elencou a construção de faixas adicionais e acostamento em Mundo Novo (do km 7 ao km 31) e Itaquiraí (do km 80 ao km 82); duplicações em Campo Grande (do km 452 ao km 460), em Jaraguari (do km 510 ao km 511), em Bandeirantes (do km 535 ao km 546) e em São Gabriel do Oeste (do km 626 ao km 628), o que totaliza 22 km.

Também pontuou que estão em execução a implantação de retornos, vias marginais (como em Coxim, do km 730 ao km 731).

“A concessionária intensificou as intervenções de recuperação funcional do pavimento ao longo de toda a rodovia, com serviços de drenagem, correções localizadas, recobrimento asfáltico e sinalização horizontal ao longo do trecho. As obras seguem em ritmo acelerado, com acompanhamento técnico e validação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reforçando o compromisso da Motiva Pantanal com o cumprimento contratual e o progresso de Mato Grosso do Sul”, divulgou a empresa, em nota.

O PER da concessão da BR-163 descreve que, até o nono ano de contrato, a concessionária precisa ter duplicado na rodovia o total de mais de 177 km, em diferentes trechos da via, que vai de Mundo Novo a Sonora.

Os anos 5 e 7, que correspondem a períodos que compreendem 2030-2031 e 2032-2033, são os que preveem o maior número de obras de duplicação da rodovia. No ano 5, são sete trechos com intervenções estabelecidas em contrato. No ano 7, outros seis trechos da via.

O resumo de obras de ampliação de capacidade e melhorias colocou como metas o total de 203,02 km duplicados; 147,77 km de faixas adicionais; construção de 22 passarelas e outros 144 pontos de ônibus.

Ainda está previsto que sejam montadas 56 passagens de fauna para tentar reduzir o atropelamento de animais silvestres.

No trecho de Campo Grande, as obras ainda estão em andamento, mas em ritmo acelerado - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

OUTROS TRECHOS

Além disso, a Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (Surod), estrutura que integra a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), abriu caminho para que a Concessionária de Rodovias Sul-Matogrossense S.A., chamada também de Motiva Pantanal, concretize mais obras de duplicação.

A decisão nº 1.473, de 18 de dezembro de 2025, foi publicada no Diário Oficial da União na primeira semana deste ano. Com essa determinação, pouco mais de 4 km em trecho que fica no município de São Gabriel do Oeste foram declarados de utilidade pública para desapropriação e efetivação de obras.

A implantação de obras de duplicação na BR-163 compreende o trecho do km 647,28 ao km 650,46 e retorno em X na rodovia no km 649,50.

A decisão federal não detalhou valores indenizatórios, que precisam ser definidos com base em estudo que a concessionária vai elaborar a partir do Relatório de Metodologia Avaliatória (RMA).

O referido trecho liberado para a duplicação está no sentido norte, cerca de 12 km após passar pela entrada principal de São Gabriel do Oeste, próximo de onde está instalada uma empresa com silos.

A Superintendência de Infraestrutura Rodoviária também liberou uma área de 67 mil m² no município de Jaraguari para a construção de um ponto de parada e descanso (PPD). Esse tipo de estrutura permite que caminhoneiros e outros motoristas tenham acesso a diferentes serviços. O PPD vai ser construído no km 514.

Uma outra estrutura a ser implantada, que envolve desapropriação, está do km 13,53 ao km 22,46, no município de Mundo Novo. Nesse trecho será feito contorno, rotatória, trombeta e acesso à BR-163.

*Saiba

O novo contrato entre o governo federal e a Motiva Pantanal foi divulgado pela ANTT em agosto de 2025 e tem previsão de R$ 9,31 bilhões em investimentos, além de outros R$ 7,15 bilhões em custos operacionais.

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CAMPO GRANDE

Caixa passa compra de R$ 500 por R$ 100 e mulheres são presas

Crime aconteceu em mercado atacadista localizado na Avenida Gunter Hans

16/01/2026 08h35

Durante a fiscalização, foi constatado que diversos itens passaram pela esteira, mas não foram devidamente lançados no sistema

Durante a fiscalização, foi constatado que diversos itens passaram pela esteira, mas não foram devidamente lançados no sistema Divulgação

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Uma operadora de caixa de um supermercado atacadista e uma cliente foram presas em flagrante na noite desta semana, em Campo Grande, suspeitas de envolvimento em um esquema de furto durante o registro de compras em uma unidade localizada na Avenida Doutor Gunter Hans.

Segundo informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo setor de prevenção da loja após funcionários perceberem inconsistências no registro de produtos no caixa. Durante a fiscalização, foi constatado que diversos itens passaram pela esteira, mas não foram devidamente lançados no sistema.

De acordo com o relato feito à polícia, a cliente realizava compras normalmente enquanto a operadora de caixa registrava apenas parte dos produtos. Ao final do atendimento, foram emitidos dois cupons fiscais, nos valores de R$ 83,29 e R$ 24,08. No entanto, após conferência interna, o supermercado apurou que o valor real da compra deveria ser de R$ 507,46, o que indicaria a omissão no registro de mercadorias.

As duas mulheres foram abordadas ainda na saída do estabelecimento por funcionários da loja, que confirmaram a irregularidade e acionaram a Polícia Militar. A guarnição compareceu ao local, ouviu o responsável pelo setor de prevenção e deu voz de prisão às suspeitas.

Ambas foram conduzidas à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol), sem uso de algemas e sem apresentar lesões. Os produtos supostamente furtados não foram levados à delegacia por se tratarem de itens perecíveis, permanecendo no supermercado.

Para registro da ocorrência, foram apreendidas as notas fiscais: uma referente ao valor total da compra não registrada, de R$ 507,46, e outras duas correspondentes aos valores efetivamente pagos. Os pertences pessoais das envolvidas, como celulares, bolsas e documentos, não foram apreendidos, por não terem relação direta com o crime.

Os produtos que haviam sido pagos deverão ser devolvidos às autoras em data posterior. O caso foi registrado e encaminhado para os procedimentos legais cabíveis, ficando a investigação sob responsabilidade da Polícia Civil.

Crime semelhante

Em dezembro de 2024, um casal formado pela caixa de um supermercado e uma vigilante foi preso após a atendente cobrar apenas R$ 13,88 de uma compra de R$ 1.915 realizada pela atendente em um mercado atacadista na Avenida Marechal Deodoro, no bairro Coophavila II, em Campo Grande.

Conforme o boletim de ocorrência, a caixa, de 39 anos, passou todos os produtos com valores alterados, contudo, um segurança do mercado reconheceu o furto e acionou a Polícia Militar (PM) , que foi até o atacadista.

Abordadas ao final da compra, a funcionária do local, segundo o b.o, correu para o banheiro, enquanto a namorada foi para o carro que estava no estacionamento, apesar dos esforços, ambas acabaram presas pelos militares.

Em depoimento, a funcionária do atacadista disse que estava em serviço no momento em que a gerente a avisou de que não poderia passar a mercadoria de sua namorada. Ela alegou, então, que a vigilante pagou os produtos que já haviam sido passados e saiu "estressada" do local, com o restante dos produtos esquecidos no carrinho de compras.

Ela disse não ter alterado nenhum preço dos produtos, já que todos os pacotes têm códigos de barras registrados no sistema. Após isso, ela disse ter "passado mal", fechou o caixa e foi ao banheiro. Ela negou que tenha furtado qualquer produto junto com sua namorada, história confirmada pela vigilante.

       

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