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9 graus

Terremoto no Japão separou falha geológica do Pacífico

Terremoto no Japão separou falha geológica do Pacífico

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O terremoto de 9 graus que sacudiu o nordeste do Japão, em 11 de março, causou a separação de uma parte relativamente pequena de uma falha geológica que se estende pelo leito do Pacífico. A informação vem de cientistas, em artigo publicado nesta quarta-feira.

O terremoto ocorreu em um trecho da chamada Trincheira do Japão, onde a placa do Pacífico desliza por baixo da placa Okhotsk, sobre a qual fica o arquipélago japonês.

Dados fornecidos pela GeoNet, uma rede de estações de GPS espalhados pelo Japão, ajudaram a revelar detalhes de onde o terremoto ocorreu e o que aconteceu.

A modelagem das pressões e tensões abaixo da ilha de Honshu, à medida que a falha se partiu, demonstra que o epicentro se encontrava cerca de 200 km ao leste de Sendai, no coração de uma área extraordinariamente compacta, em forma de losango, no leito marinho.

Só há registro de apenas um punhado de terremotos com magnitude 9 ou superior e eles são capazes de rachar o leito marinho em centenas de quilômetros.

MAIOR REGISTRADO

O maior terremoto já registrado, um evento de 9,5 graus de magnitude detectado na costa sul do Chile em 1960, rompeu o limite da placa em mais de mil quilômetros.

O sismo de 11 de março, no entanto, aponta para uma zona de deslizamento de 400 km de extensão por 200 km de largura.

Mas o que faltou em tamanho foi compensado em termos de movimento, já que a energia liberada ocorreu menos de 20 km abaixo do fundo do mar.

O fundo do mar no epicentro deslocou-se por impressionantes 27 metros, provocando o deslocamento de água que explica por que o tsunami que se seguiu foi tão grande.

O sistema GeoNet utiliza sensores de posicionamento para fazer um mapeamento milimétrico dos movimentos telúricos.

Nos 15 anos que antecederam o terremoto de 11 de março, o sistema demonstrou uma lenta escalada da tensão em Honshu, quando a placa do Pacífico comprimiu e puxou o flanco leste da ilha.

A tecnologia pode ser útil para monitorar falhas onde um forte terremoto ocorre em fendas que se separam ao longo de séculos, depois de uma escalada de tensões que chega a um ponto de ruptura.

Evidências geológicas do passado distante sugerem que a Trincheira do Japão era propensa a sofrer com terremotos fortes, mais muito raros, geradores de tsunamis. Não havia evidências documentadas para sustentar esta suspeita e, sendo assim, o risco foi ignorado ou subestimado.

O estudo, publicado na revista científica britânica "Nature", foi liderado por Shinzaburo Ozawa, da Autoridade de Informação Geoespacial do Japão, situada em Tsukuba.

Em um comentário, Jean-Philippe Avouac, do Caletch (Instituto de Tecnologia da Califórnia), disse que novos dados da GeoNet e da pressão submarina provocada pelas ondas de tsunami indicaram que o epicentro do deslizamento de 11 de março pode ter ocorrido a mais de 50 metros.

Se for assim, este terá sido o maior escorregamento já registrado, afirmou.

CAMPO GRANDE

Prefeita veta emenda que retirava delimitação para expansão da zona urbana

Câmara aprovou quatro emendas que "rasgavam" o Plano Diretor, mas todas foram vetadas pela prefeita Adriane Lopes ao sancionar lei que altera o uso do solo na zona de expansão urbana (ZEU)

23/05/2024 12h33

Prefeita disse que objetivo é promover a ocupação dos vazios urbanos, e não criar novos

Prefeita disse que objetivo é promover a ocupação dos vazios urbanos, e não criar novos Foto: Arquivo

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou projeto de lei que altera o uso do solo na zona de expansão urbana (ZEU), mas vetou todas as emendas aprovadas pela Câmara Municipal, que "rasgavam" o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Campo Grande (PDDUA).

A sanção e os vetos foram publicados em edição extra do Diário Oficial do Município.

Conforme noticiou o Correio do Estado, entre as emendas aprovadas pelos vereadores, estava uma que retirava a “alínea ‘b’, do inciso I do art. 4º. Este trecho dizia que um dos requisitos para transformar um área de uso rural para urbano, colocando-a dentro da ZEU seria “contiguidade ao perímetro urbano delimitado pelo PDDUA”. 

O termo ajudava a delimitar o loteamento na zona de expansão, estabelecendo que ele deveria ser próximo ao perímetro urbano.

Com a retirada, a emenda abria a possibilidade de novos bairros surgirem distantes da zona urbana, ao retirar a necessidade, determinada no Plano Diretor, de novos empreendimentos serem construídos próximos do perímetro urbano e permitindo construções habitacionais em qualquer área onde haja uma via oficial.

No veto, o Executivo Municipal justifica que a "possibilidade de criar loteamentos descontínuos as áreas urbanizadas com malha viária consolidada podem ensejar um retrocesso no processo de planejamento do ordenamento territorial do município, pois as políticas e os instrumentos urbanísticos atuais buscam promover a ocupação dos vazios urbanos e o crescimento da malha urbana ordenada, de forma a não criar novos vazios".

Plano Diretor

O Plano de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Campo Grande foi discutido por mais de um ano, sendo aprovado no dia 2 de agosto de 2019. 

O instrumento faz parte de um processo de planejamento municipal para a implantação da política de desenvolvimento urbano, trazendo desde quando foi criado, mudanças importantes para o setor imobiliário da Capital e para a expansão da cidade. 

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OPERAÇÕES SIMULTÂNEAS

Quadrilha que traficava cocaína em tanques de combustível é alvo da PF

Polícia Federal deflagrou duas operações simultâneas contra o grupo criminoso que atuava em MS e outros dois estados; apreensões somaram mais de 600 kg de cocaína

23/05/2024 12h16

Preso em flagrante tinha frascos com amostras de drogas

Preso em flagrante tinha frascos com amostras de drogas Foto: Divulgação / PF

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A Polícia Federal deflagrou duas operações simultâneas, nesta quinta-feira (23), contra organização criminosa que atuava no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, em Mato Grosso do Sul e outros dois estados, com transporte da droga em tanques de combustível de veículos.

As operações foram denominadas "Tanque Cheio" e "Carga Fracionada" e atingem a mesma organização criminosa.

As investigações começaram em dezembro do ano passado, a partir da apreensão de um veículo de carga, que transportava mais de 200 quilos de cocaína escondidos no tanque de combustível. Também houve a prisão em flagrante do motorista.

Em fevereiro e abril deste ano, ocorrências semelhantes foram flagradas pela Polícia Federal, onde foram apreendidos veículos com cocaína escondida, totalizando 600 quilos da droga.

Na operação de hoje, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois de prisão nas cidades de Caarapó (MS), Brasília (DF), Coronel Freitas (SC), Chapecó (SC), Xanxere (SC) e Maringá (PR), todos emitidos pela Vara Criminal da Justiça Estadual de Deodápolis-MS.

O mandado de prisão cumprido em Brasília não constava do planejamento inicial, segundo a PF, mas um dos alvos foi localizado na cidade horas antes, possibilitando a efetivação da prisão.

Além do cumprimento dos mandatos, um homem foi preso em flagrante por posse de arma de fogo de uso restrito e tráfico de drogas. Com ele, foram encontrados e apreendidos frascos etiquetados com amostras de diversos tipos de drogas.

As Operações Tanque Cheio e Carga Fracionada envolveram cerca de 40 policiais federais.

Na operação, homem foi preso em flagrante por posse de arma de uso restrito e amostra de drogasNa operação, homem foi preso em flagrante por posse de arma de uso restrito e amostra de drogas (Foto: Divulgação / PF)

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