Cidades

História

Testemunho da mãe de filhas com microcefalia é lição
de amor

Simone narra as dificuldades e a superação celebrada com atletas Adriana e Patrícia

TAINÁ JARA

14/12/2015 - 00h00
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Apesar das novas descobertas, a microcefalia é velha conhecida e veio em dose dupla na vida da dona de casa Simone Tavares Rosa, 40 anos. A escuridão registrada nos primeiros anos de idade da filha Patrícia Tavares da Rosa Peres, 20 anos, se tornaram beabá para a chegada da segunda filha especial, Adriana Ravares da Rosa, 14 anos. Com o passar dos anos o afeto, tornou a que poderia ser dificuldade em orgulho por meio do esporte. Confira o depoimento de Simone, a mãe de duas filhas com microcefalia.

A gravidez da Patrícia, há 20 anos, foi normal. Fiz o pré-natal normal. Estava lá esperando a minha primeira filha, com o enxovalzinho todo cor de rosa e daí ela nasceu prematura. Nasceu de sete meses, mas o Apgar dela foi nove. O Apgar é uma nota que o bebê recebe quando nasce. Então ela nasceu saudável. Apesar de ter nascido prematura, não ficou em incubadora. Ela foi embora para a casa comigo depois de dois dias. Ninguém me falou nada que ela tinha alguma coisa. Até porque, era um bebê prematuro, então era uma bebê pequenininha, toda miudinha.

Quando ela fez um mês a gente foi fazer uma consulta de rotina. Aí que foi medido o perímetro encefálico dela e foi diagnósticado a microcefalia. Na época, eu nem sabia o que era e ainda brinquei com a médica perguntado se tinha remédio no posto para isso, porque eu não sabia o que era. Podia ser uma virose. Então, ela explicou: “É um pouquinho mais complicado. A microcefalia é um problema neurológico. A sua filha vai ter que fazer tomografia e tal”. 

Até me assustou, porque ela foi bem dura comigo. Falou: “sua filha dificilmente vai andar, dificilmente vai falar. Sua filha vai ser uma criança retardada”. Foi exatamente isto que ela me disse. Mas acho que foi até bom. Porque me deu aquele choque e eu já corri atrás. Fui atrás de neuropediatra. Fui atrás de instituição e já comecei a estimulá-la. A microcefalia não é uma doença, ela é uma condição. Ela não tem cura. Não tem um remédio que você dá para a criança e o cérebro vai crescer de repente. Não existe isso. Então o que você vai precisar fazer? Vai estimular esse cérebro para ele suprir a capacidade dele do tamanho que ele está. Então, foi o que eu fiz. Vai fazer ecoterapia, vai fazer natação, vai fazer fisioterapia, vai fazer terapia ocupacional.  Eu abri mão da minha vida para viver a vida delas. Parei de trabalhar, de estudar, parei de fazer tudo para poder cuidar delas.

ADRIANA

A Patrícia foi direto para a Pestalozzi, na época. Não coloquei ela em ensino regular. Eu era completamente contra a inclusão até. Achava que minha filha não podia ser cobaia do sistema. Essa era a minha frase. Mas o tempo foi passando e a Adriana nasceu. Eu vi que a Patrícia não era aquele bicho de sete cabeças que a gente imaginava. 

Quando eu recebi o diagnóstico da Adriana, foi na gestação. Já pedi que queria saber como estava esse bebê. Daí, com cinco para seis meses eu já sabia que o perímetro encefálico dela estava baixo. É lógico que a gente chora, a gente se decepciona, se pergunta: “Por que comigo de novo?”. Mas quando ela nasceu, já tinha passado aquele luto. Eu já estava preparada para receber ela e eu já sabia que não era uma sentença de morte, que, assim como a irmã, ela teria todos os direitos dela reservados. Só que a Adriana eu já coloquei na creche. Eu estava mais calejada. Então, com oito meses ela foi para a creche. Duas vezes na semana ia para fisioterapia e o resto ficava na creche. Hoje, ela é muito mais independente. 

LUZ

No começo a gente não tinha tanto acesso a internet. Nem telefone celular eu tinha na época. Então era uma escuridão. Todo dia eu olhava para a Patrícia e me perguntava: “como vai ser amanhã? Como é uma pessoa adulta com microcefalia? Ela vai andar? Ela vai falar? Com vai ser? Eu não conheço ninguém assim”. Porque deficiente para mim era quem estava em uma cadeira de rodas ou tinha Síndrome de Down. Nos primeiro anos da Patrícia a minha informação sobre microcefalia era um escuridão total.

*O relato completo está na edição de hoje do Correio do Estado.

 

SEGUNDO DO DIA

Incêndio de grandes proporções atinge borracharia na Capital

Devido ao material queimado, fumaça espessa se formou e pôde ser vista de longe; É o segundo grande incêndio registrado na Capital nesta quinta

20/06/2024 19h13

Incêndio atingiu borracharia no início desta noite

Incêndio atingiu borracharia no início desta noite Foto: Reprodução

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Uma borracharia localizada na Avenida Mascarenhas de Moraes foi atingida por incêndio de grandes proporções na noite desta quinta-feira (20), em Campo Grande. 

O local, que fica no bairro Coronel Antonino, estava fechado quando o fogo começou e logo as chamas se alastraram e, devido também ao fato de pneus queimarem, uma espessa fumaça preta pode ser vista de longe.

Equipes do Corpo de Bombeiros estão no local e trabalham no combate ao fogo. Ainda não há informações sobre o que ocasionou o incêndio e, até a publicação desta reportagem, a informação é de que não há vítimas.

 

É o segundo grande incêndio registrado na Capital nesta quinta-feira. Pela manhã, um incêndio de grandes proporções atingiu a antiga fábrica de refrigerantes da Frutilla. O imóvel, às margens do anel viário, entre as saídas para São Paulo e Sidrolândia, é utilizado como depósito de um grande volume de material reciclável. 

O forte vento levava a densa fumaça preta para o lado contrário ao da pista durante toda a manhã. As chamas atingiram parte da vegetação vizinha ao imóvel, mas a atuação dos bombeiros conseguir conter as chamas.

Estiagem

Campo Grande não registra chuva significativa desde 24 de maio e a umidade do ar das últimas duas semanas tem ficado abaixo de 30%, especialmente durante a tarde.

Este cenário de estiagem facilita a propagação do fogo.

Retorno

Professores e técnicos suspendem greve e aceitam proposta do governo federal

Servidores da UFMS e IFMS, anunciaram fim da greve, nesta quinta-feira (20), por meio de live e aguardam autorização do Sindicato Nacional para o retorno de atividades

20/06/2024 18h30

As respectivas instituições aguardam resposta dos sindicatos Nacionais que definirão o aval para data do retorno de calendário

As respectivas instituições aguardam resposta dos sindicatos Nacionais que definirão o aval para data do retorno de calendário Imagem Arquivo

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Professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e servidores do Instituto Federal (IFMS), entraram em acordo pelo encerramento da greve. O retorno será oficializado assim que o Sindicato Nacional de ambas as categorias informarem a data do retorno do calendário acadêmico. 

Com greve deflagrada no dia 1° de maio, professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, estimaram o retorno para julho. Ao todo foram 9 semanas de paralisação. A decisão do prazo para as datas de saída de greve serão definidas pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior.

"Estamos estão aguardando na segunda-feira receber esse comunicado do âmbito do Sindicato Nacional, com as datas indicativas para saída de greve", apontou a  presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFMS, Mariuza Aparecida.

Em live, transmitida nesta quinta-feira (20), a presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFMS, a Adufms, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, explicou que em 2022, durante o processo de transição do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentaram as questões das perdas salariais dos Servidores Públicos Federais.

"Após assumir o governo anunciou um reajuste de 9% que passou a ser efetivado a partir de maio de 2023. A partir de então, várias conversas foram sendo realizadas e propostas apresentadas. Por fim, uma organização unificada de servidores públicos federais foi se afunilando as perdas de cada categoria".

 

Greve

A princípio, segundo informou Mariuza, a educação iniciou uma discussão em cima dos últimos seis anos, apontando para uma defasagem de 27%. 

Com isso, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, em parceria com o Sindicato Nacional que representa os servidores (docentes e técnicos), apresentaram ao governo Federal uma proposta de 22.71%, dividida em três vezes. 

Como contraproposta, o governo apresentou 4,6% em 2025 e 4,6% em 2026. Proposta inicial foi rejeitada em todas as Assembleias. Buscando uma saída, durante o Congresso do Sindicato Nacional, o governo expôs suas dificuldades em atender as categorias.

No dia 27 de maio, a categoria protocolou uma proposta em que cobrava ao menos a reposição do Índice de preços ao consumidor (IPCA), de 3.69, a ser pago ainda em 2024. 

"Infelizmente não conseguimos avançar nesta pauta, mas avançamos em várias outras, como a questão do que chamamos de 'revogaço' que é a revogação de diversas normas, dentre elas aquela que suspendeu a promoção e progressão dos professores durante a pandemia", destacou Mariuza.

"No âmbito dos Institutos Federais, a obrigatoriedade da assinatura de ponto no âmbito da pesquisa e extensão externa, tem uma série de garantias que conseguimos avançar".

Entenda como ficou o reajuste dos auxílios e recomposição:

Para o ano de 2024

  • Auxílio-alimentação
  • Saúde complementar 
  • Creche

Para 2025

  • 1º de maio, 9% de recomposição salarial;

2026

  • Recomposição a partir de 1º de abril de 3,6%

Muito embora, não tenham conseguido alcançar todas as reivindicações, Mariuza acredita que houve um avanço, por isso, no dia 18 de junho, optaram pela saída coletiva da greve.

A partir de então, conforme os ritos, a Seção Sindical dos Docentes da UFMS, irá encaminhar a decisão para, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, que definirá qual será o período de saída coletiva de greve.

Instituto Federal 

Os docentes e técnicos administrativos do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), acataram a proposta apresentada às categorias pelo governo Federal, e informou que apesar do resultado da votação ter sido favorável ao retorno das aulas, nãosignifica o fim da greve iniciada no dia 3 de abril. 

"A decisão será definida na plenária nacional do sindicato, que será realizada nesta sexta-feira e sábado, 21 e 22 de junho", informou o IFMS.

A recomendação aos estudantes dos dez campi, no Estado, é que sigam os comunicados que serão emitidos por meio do site da instituição (www.ifms.edu.br/greve), ou por telefone. 

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