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GREVE

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Trabalhadores do transporte só decidem na segunda-feira se interromperão as atividades

Sindicato da categoria atendeu ao pedido do Ministério Público e pediu aos trabalhos que assumam suas funções normalmente até nova convocação

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O impasse instaurado no transporte público municipal de Campo Grande, após o anúncio de demissões em massa no setor, só deverá ter um novo capítulo na próxima segunda-feira, 10/08. A assembleia dos trabalhadores prevista para sexta-feira, 07/08, de manhã cedo, foi suspensa pelo sindicato da categoria no fim da tarde de hoje, a pedido do Ministério Público do Trabalho.

Depois da reunião dessa quinta-feira, o MP convocou os rodoviários e a direção do Consórcio Guaicurus para uma nova audiência, marcada para amanhã às 16 horas, e pediu ao Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo que retomasse as atividades normalmente nesta sexta-feira, deixando a assembleia para o início da próxima semana.

Se não houver uma “solução para as demissões e rescisões”, durante a audiência, os trabalhadores votarão o indicativo de greve na manhã de segunda-feira. Se os trabalhadores votarem a favor, a categoria terá até 72 horas após a decisão para o anúncio formal.

Seja como for, a informação confirmada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de que 150 funcionários do Consórcio Guaicurus foram demitidos nesta quinta-feira levantou dúvidas com relação à prestação do serviço na Capital. Desde o começo da pandemia, já se somam 320 dispensas. 

João Rezende, diretor do Consórcio Guaicurus, assegurou oferta de 70% da frota, “mesmo com a queda da demanda para 45%”. Ele rebate os números de demitidos dizendo que a informação do sindicato não está correta. 

Como justificativa para os cortes, Rezende cita a crise resultante do novo coronavírus e os números do consórcio. Ele afirma que a concessionária está “trabalhando com excesso de oferta”. A queda da demanda no contexto de pandemia pode ser explicado pelo alto risco de contágio por Covid-19 no transporte público. O diretor declarou que “não tem como evitar [as demissões]. Talvez tenhamos que contratar, depois que a crise passar. Se a demanda é baixa e a oferta alta, é necessário que o mercado se adéqüe”, justifica. 

Para Janine Lima Bruno, presidente da Agência Municipal de Transportes (Agetran), os números de passageiros explicam os reflexos no trabalho do setor. “Ano passado tínhamos entre 180 e 200 mil pagantes, hoje são cerca de 68 mil. A frota trabalha em torno de 70% da capacidade e a demanda é entre 35 e 45%”.

Em resposta ao Correio do Estado, a prefeitura disse que está observando com preocupação a situação e “que o transporte público é um serviço essencial e não pode ser paralisado”. A Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) “está em contato com o jurídico do Consórcio”, que estaria pensando em entrar com recuperação judicial. 

(Colaborou Gabrielle Tavares)

Em Campo Grande

Shoppings, escola e Corpo de Bombeiros são pontos de vacinação nesse fim de semana

Doses disponíveis são voltadas para imunização contra a gripe; confira os grupos que podem se vacinar

20/04/2024 08h21

Idosos, gestantes e crianças a partir de seis meses estão entre o público-alvo. Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em Campo Grande, dois shoppings, três unidades de saúde, uma escola municipal e o Quartel Central do Corpo de Bombeiros são os pontos itinerantes disponíveis para a vacinação contra a gripe nesse sábado (20). Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), até o momento, aproximadamente 43 mil pessoas foram imunizadas, o que representa quase 15% do público-alvo.

O município deu início à vacinação contra a doença no dia 21 de março, antecipando o calendário nacional. A expectativa é vacinar ao menos 90% do público prioritário, estimado em cerca de 300 mil pessoas em Campo Grande. Inicialmente, a campanha deve ocorrer até o dia 31 de maio, conforme o cronograma do Ministério da Saúde.

A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, reforça a importância das pessoas buscarem as unidades para se vacinar. “É fundamental que as pessoas que pertencem aos públicos prioritários busquem as unidades para se vacinar. A vacina é a melhor estratégia de prevenção contra a influenza e possui capacidade de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus, reduzindo o agravamento da doença, as internações e o número de óbitos”, destacou.

A profissional da saúde explica ainda que a influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório, sendo este um vírus de elevada transmissibilidade com distribuição global. "A tendência é de disseminação fácil, resultando em epidemias sazonais, podendo também causar pandemias”, complementa Rosana.

Neste ano, a vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é eficaz contra três tipos de cepas de vírus em combinação: a. A/Victoria/4897/2022 (H1N1)pdm09; b. A/Thailand/8/2022 (H3N2); c. B/Austria/1359417/2021 (linhagem B/Victoria), conforme a Instrução Normativa (IN) no 261, de 25 de outubro de 2023, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Onde se vacinar?

20 de abril (sábado)

  • Shopping Norte Sul – 10h às 18h
  • Shopping Bosque dos Ipês – 10h às 17h
     
  • Quartel Central Corpo de Bombeiros – 7h30 às 16h30
     
  • USF Moreninha – 7h30 às17h
  • USF Caiçara – 7h30 às 17h
  • USF Serradinho – 8h às 12h
     
  • E. M Fauzi Gattas Filho – 8h às 12h

21 de abril (domingo)

  • Shopping Norte Sul – 11h às 19h
  • Shopping Bosque dos Ipês – 10h às 17h
     
  • Quartel Central Corpo de Bombeiros – 7h30 às 16h30

Grupos prioritários

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
  • Pessoas de 60 e mais
  • Gestantes
  • Puérperas
  • Indígenas vivendo fora de terra indígena
  • Indígenas vivendo em terra indígena
  • Trabalhadores de saúde
  • Pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos)
  • Adolescentes em medidas socioeducativas (menores de 18 anos)
  • População privada de liberdade (18 anos e mais)
  • Funcionário do sistema de privação de liberdade
  • Comorbidades
  • Professores
  • Pessoas em situação de rua
  • Forças de segurança e salvamento
  • Caminhoneiros
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário passageiros urbano e de longo curso
  • Trabalhadores portuários

Saúde

Anvisa tem maioria para manter proibição de cigarros eletrônicos

Medida está em vigor desde 2009

19/04/2024 20h00

Sarahjohnson/ Pixabay

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A maioria dos diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) votou nesta sexta-feira (19) por manter a proibição aos cigarros eletrônicos no Brasil. Com esse placar, continua proibida a comercialização, fabricação e importação, transporte, armazenamento, bem como de publicidade ou divulgação desses produtos por qualquer meio, em vigor desde 2009. 

Dos cinco diretores, três votaram a favor da proibição. Faltam os votos de dois diretores.

Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), conhecidos como cigarros eletrônicos, são chamados de vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Dados do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel 2023) revelam que 4 milhões de pessoas já usaram cigarro eletrônico no Brasil, apesar de a venda não ser autorizada.

O diretor-presidente da Anvisa e relator da matéria, Antonio Barra Torres, votou favorável à manutenção da proibição desses dispositivos.

“O que estamos tratando, tanto é do impacto à saúde como sempre fazemos, e em relação às questões de produção, de comercialização, armazenamento, transporte, referem-se, então, à questão da produção de um produto que, por enquanto, pela votação, que vamos registrando aqui vai mantendo a proibição”.

Antonio Barra Torres leu por cerca de duas horas pareceres de 32 associações científicas brasileiras, os posicionamentos dos Ministérios da Saúde, da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda e saudou a participação popular na consulta pública realizada entre dezembro de 2023 e fevereiro deste ano, mesmo que os argumentos apresentados não tenham alterado as evidências já ratificadas pelos diretoras em 2022.
Em seu relatório, Barra Torres se baseou em documentos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da União Europeia, em decisões do governo da Bélgica de proibir a comercialização de todos os produtos de tabaco aquecido com aditivos que alteram o cheiro e sabor do produto. Ele citou que, nesta semana, o Reino Unido aprovou um projeto de lei que veda aos nascidos após 1º de janeiro de 2009, portanto, menores de 15 anos de idade, comprarem cigarros.

Ele mencionou ainda que a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (U.S Food and Drug Administration) aponta que, mesmo com a fiscalização, há comércio ilícito desses produtos.

O diretor ainda apresentou proposições de ações para fortalecimento do combate ao uso e circulação dos dispositivos eletrônicos de fumo no Brasil. 
 

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