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TRANSPORTE

Prefeito atribui ao Governo Federal a responsabilidade de subsidiar o transporte Coletivo

Consórcio Guaicurus diz que tem feito de tudo para evitar colapso, mas que precisa do auxilio da prefeitura
18/02/2021 12:15 - Beatriz Magalhães


Diante o prejuízo no transporte público em ano de pandemia, Marcos Trad (PSD) pede que o Governo Federal auxilie com subsídio. Segundo dados da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), apontam que o Consórcio gastou muito além do arrecadado no ano passado, isso em razão da pandemia.

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Durante coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (18), o prefeito da Capital atribuiu ao Governo Federal a responsabilidade de auxiliar os municípios no incentivo ao transporte coletivo.

 “O Governo Federal tem sim que ajudar as cidades no transporte coletivo, até porque ele é beneficiado. Por exemplo, ele [o Governo] obriga o Consórcio a dar gratuidade aos idosos, só que ele não dá nenhuma tipo de ajuda”, protesta Trad.

Segundo informações da prefeitura as despesas em 2020 foram de R$ 112 milhões, mas a receita foi de R$ 92 milhões. Desse modo, o deficit apresentando foi cerca de R$ 20 milhões

“Não há como manter a continuidade do transporte público da forma que está, a conta não fecha. Se não houver subsídio, como tem no setor aéreo, o sistema vai parar. É inviável da forma que está hoje”, argumenta o diretor-presidente da Agereg, Vinícios Leite Campos. 

A agência afirma ainda que existe uma preocupação com a continuidade do transporte público na Capital. “Se não houver uma mudança, vai parar. Nós vamos conversar e pedir socorro para o governador”, coloca Campos. 

Ainda nesta manhã, o prefeito Marcos Trad disse confiar em um auxílio vindo do Governo Federal. “Eu acredito que o Governo Federal vai sim ajudar os consórcios de todo o país, ajudando o transporte público, dando o que é justo. E com isso, acredito que vai melhor para todos nós”.

SUBSÍDIO

A perca registrada pelo Consórcio Guaicurus é superior a R$ 20 milhões, e de acordo com o Presidente João Rezende, o auxílio  não é para a concessionária, e sim para a prefeitura. No fim do último ano o presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, já havia feito o pedido para que a prefeitura subsidiasse o transporte, com o auxílio na passagem de ônibus.

“Não somos nós quem precisamos desse subsídio, ele é para quem usa o transporte. Não queremos nada pra nos, só queremos receber pelo serviço que prestamos. O serviço público foi uma concessão da prefeitura, nós apenas prestamos o serviço”, enfatiza o presidente.

De acordo com Rezende, nenhuma atitude foi tomada pelo prefeito Marcos Trad, afirmando ainda que não houve ação foi promovida pela prefeitura da Capital para garantir a manutenção do serviço.

“Estamos [Consórcio] fazendo ações para evitar o colapso no transporte. Estamos tentando de tudo e mais um pouco para que o colapso não chegue ao serviço de transporte público de Campo Grande. Mas isso exige endividamento bancário. Nós já precisamos demitir cerca de 600 pessoas”, coloca João.

“O transporte é um direito social. Mão não é apenas uma obrigação só do empresário, como também do prefeito. O transporte não é só tarifa, é estrutura”, reclama.

NO SENADO

Ainda em 2020 o Senado Federal aprovou a PL 3364/20 do deputado Fabio Schiochet (PL/SC), mas o projeto foi vetado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, isso em dezembro do ano passado. 

O projeto de Lei tinha como objetivo destinar R$ 4 milhões ao setor de transporte coletivo durante a pandemia, como uma medida de auxílio emergencial.

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