Cidades

Bingo

Tradição de meio século é passatempo e união de família no primeiro dia do ano

Eles jogam o bingo tradicional e reúnem os parentes todo ano

ALINY MARY DIAS E GABRIEL MAYMONE

01/01/2016 - 00h00
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Campo Grande será palco da celebração de uma tradição que reúne família de descendentes de portugueses, com influências de italianos, há 50 anos. Um jogo de bingo feito em casa nas tardes de todo dia 1º de cada ano representa a união dessa grande família que tem parentes espalhados por várias cidades.

A responsável por contar a história é uma das três irmãs, Elexina Medeiros D'ângelo, que gosta de ser chamada de Sina. Ela conta que a família passa a virada sempre reunida, a cada ano a festa é na casa de um parente, hoje, será em Campo Grande.

A tradição de jogar tombola, conhecido no Brasil como bingo, veio da Itália, de onde vem parte das raízes da família, e começou com o pai também das irmãs Cristina e Dylma. A diferença entre o jogo brasileiro é que por aqui as cartelas são descartáveis.

A rotina dos parentes é a mesma iniciada há 50 anos pelo pai das meninas quando ele ainda vivia no Brás, bairro de São Paulo. Mesmo com a morte do patriarca, a tradição foi levada adiante e hoje o dia 1º é marcado pelo bingo.

O Réveillon da família Medeiros é como o de qualquer outra, mas a curiosidade começa mesmo depois do almoço do primeiro dia do ano, quando geralmente “as sobras” da virada são reaproveitadas em belos pratos.

Depois que todos tiram o tradicional cochilo da tarde, a movimentação para o bingo começa. Eles geralmente jogam até 21h ou 22h e só param para a janta, que como uma boa família com raízes italianas, é repleta de pizzas.

“Durante o ano, nós vamos juntando prendas para usar como prêmio do bingo. No fim do bingo, tudo acaba em pizza. A gente também arrecada dinheiro e quem leva o prêmio máximo paga a pizza para todo mundo”, conta Sina.

Nesses últimos 50 anos, a família só deixou de jogar o bingo duas vezes, mas o motivo superou qualquer ânimo de festejar. “Só não jogamos quando meu pai e minha mãe faleceram, não tinha clima, mas depois disso seguimos e sempre passamos a tradição para a frente”.

Com tantos anos de jogos, várias curiosidades são lembradas pela família. Uma delas foi quando Sina levou como prenda para o bingo uma dúzia de gnomos decorativos, ela mesma reconhece que eles eram feios e ninguém queria ganhar o prêmio.

Quem levou os gnomos de louça foi uma das irmãs, a Cristina. Nos anos seguintes, toda vez um ou outro gnomo aparecia entre as prendas, sinal de que o prêmio não agradou mesmo.

“A gente junta várias coisas para a brincadeira, brinquedo para crianças, camiseta unissex, corte de tecido, coisas de utilidade para casa, lar, coisas assim, a gente procura variar, tem até lego aqui”, conta a irmã.

Independente dos prêmios que cada um leva para casa, o que a família ganha mesmo é a união que é repassada a cada geração.

Várias prendas são levadas pelos presentes  (Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado)

reajuste

Pedágio ficará 3,69% mais caro na BR-163 a partir desta sexta-feira

Há nove praças de pedágio na rodovia em Mato Grosso do Sul; reajuste foi autorizado pela ANTT e corresponde à variação da inflação entre abril de 2023 e abril de 2024

13/06/2024 17h30

Tarifas terão reajuste nas praças de pedágio da BR-163 em MS

Tarifas terão reajuste nas praças de pedágio da BR-163 em MS Foto: Marcelo Victor

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As tarifas nas praças de pedágio da BR-163 em Mato Grosso do Sul ficarão 3,69% mais caras a partir desta sexta-feira (14). No Estado, há nove praças de pedágio na rodovia, administrada pela concessionária CCR MSVia.

O reajuste foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (13).

Desta forma, a partir de meia-noite, as tarifas básicas para veículos de passeio passarão a variar de R$ 6,20 a R$ 9,40. Atualmente, o preço varia entre R$ 6 a R$ 9,10. Motocicletas pagam a metade.

O valor aumenta conforme o tipo de veículo, sendo o mais caro para caminhão com reboque e caminhão-trator com semirreboque, onde o preço vai de R$ 37,20 a R$ 56,40.

Segundo a resolução, o acréscimo na Tarifa Básica de Pedágio (TBP) do trecho explorado pela CCR MSVia corresponde à variação do Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA) entre o período de abril de 2023 e a abril 2024.

A BR-163 cruza todo o Estado do Mato Grosso do Sul, desde a divisa com o Paraná, ao sul, na cidade Mundo Novo, até a divisa com o Mato Grosso, ao Norte, na cidade de Sonora.

Ao todo, a rodovia passa por 21 municípios, entre eles, a Capital do Estado, Campo Grande.

Ela foi privatizada em 2014, com a promessa de que seria completamente duplicada, mas a CCR MSVia duplicou somente cerca de 150 quilômetros.

As praças de pedágio estão localizadas nas seguintes cidades:

  • Campo Grande,
  • Mundo Novo,
  • Itaquiraí,
  • Caarapó,
  • Rio Brilhante,
  • Jaraguari,
  • São Gabriel do Oeste,
  • Rio Verde de Mato Grosso,
  • Pedro Gomes.
Tarifas de pedágio a partir de 14 de junhoTabela das tarifas de pedágio a partir de 14 de junho

Lei

Mulheres vítimas de violência doméstica terão preferência em cirurgia reparadora pelo SUS

Publicada ontem, a determinação é uma mudança na Lei Maria da Penha

13/06/2024 17h00

Violência doméstica

Violência doméstica Foto/Reprodução

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Foi publicada nesta quinta-feira (13), no Diário Oficial da União, a lei que dá prioridade a mulheres vítimas de violência doméstica na realização de cirurgias plásticas para reparação de lesões através do Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança foi feita mediante uma alteração em um trecho da Lei Maria da Penha de nº 11.340.


Alteração permitirá que a mulher em situação de violência tenha preferência na realização do procedimento cirúrgico. A legislação atual já previa o direito à realização de plástica em caso de sequelas, na rede pública de saúde, contudo, elas passarão a ter atendimento prioritário.


Portanto, a lei prevê que os hospitais e os centros de saúde pública, ao receberem as vítimas de violência, deverão informá-las da possibilidade de acesso gratuito à cirurgia plástica para reparação das lesões ou sequelas.


A vítima de violência grave que tiver necessidade de plástica deverá ir até uma unidade de saúde que realize o procedimento, com o registro policial de ocorrência da agressão.


O profissional de saúde deverá indicar a necessidade da cirurgia por meio de diagnóstico formal, e em seguida encaminhar ao responsável pela unidade para sua autorização.


Em caso onde o médico se negar a informar o direito para a paciente, o mesmo poderá ser punido com multa equivalente a 10 vezes o valor do salário, perda da função e proibição de ser contratado pelo poder público e receber benefícios ou incentivos fiscais por quatro anos.

A Lei Nº 14.887, que determina essa medida, foi publicada pelo presidente da República em exercício, Geraldo Aclkmin, e dos ministros Silvio Almeida (Direitos Humanos), Simone Tebet (Planejamento) e Nísia Trindade (Saúde).

 

LEI MARIA DA PENHA

A lei Maria da Penha de número 11.340, criada em 7 de agosto de 2006, teve como motivação o caso da ativista cearense que dá nome à legislação. Maria ficou paraplégica após ser baleada nas costas pelo marido enquanto dormia. O caso aconteceu em 1983, quando ela tinha 38 anos.

Maria da Penha Maia Fernandes nasceu em 1945, na cidade de Fortaleza, no estado do Ceará, Brasil. Sua vida é marcada por uma história de superação e luta pelos direitos das mulheres vítimas de violência doméstica.

Em 1983, quando seu marido tentou assassiná-la pela primeira vez, ela foi alvejada pelas costas enquanto dormia, deixando-a paraplégica. Em seguida, ele tentou eletrocutá-la durante o banho. Apesar das evidências e do testemunho de suas filhas, o agressor não foi devidamente responsabilizado, e Maria da Penha teve que lutar por mais de duas décadas por justiça.

Sua batalha legal começou em 1984, quando denunciou seu marido à polícia. No entanto, devido à demora do sistema judicial brasileiro, foi apenas em 1991 que ele foi condenado a 15 anos de prisão. No entanto, graças a recursos legais, ele permaneceu em liberdade.

Inconformada com a impunidade do agressor, Maria da Penha buscou apoio em organizações de direitos humanos e em 1998, com o auxílio do Centro pela Justiça e pelo Direito Internacional (CEJIL) e do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), levou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos).

A Comissão Interamericana condenou o Estado brasileiro pela negligência e omissão em relação ao caso de Maria da Penha, considerando-o como um exemplo da violência sistemática enfrentada pelas mulheres no Brasil. Como resultado dessa pressão internacional, o Brasil foi compelido a criar uma legislação mais rigorosa para combater a violência doméstica.

Em 2006, após anos de mobilização e pressão, a Lei Maria da Penha foi finalmente promulgada, tornando-se um marco na luta contra a violência doméstica no Brasil. A lei estabelece medidas de proteção às mulheres em situação de violência, prevê a criação de centros de referência e delegacias especializadas, e endurece as penas para os agressores.

Formada em Farmácia e Bioquímica, Maria, hoje aos 76 anos, continua a ser uma voz ativa na defesa dos direitos das mulheres e na luta contra a violência de gênero.

 

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