Cidades

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Tradicional impunidade

Tradicional impunidade

Redação

14/04/2010 - 23h33
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A manutenção do ex-governador do Distrito Federal por exatos dois meses na cadeia pode ser visto como motivo de comemoração para os adeptos da tese de que a impunidade é um dos piores males do Brasil, pois o simples fato de ver um político de tamanha magnitude perdendo o cargo e passar este período todo numa prisão é algo inusitado num País com tradição de punir somente aqueles que não têm dinheiro para pagar advogados com fortíssimo poder de convencimento dos magistrados das diferentes cortes. Depois deste estágio na prisão, por maioria de votos, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça entendeu que não havia mais razões para manter o político atrás das grades, pois não ameaçava mais as investigações relativas aos supostos esquemas de corrupção no Distrito Federal. Com ele também foram soltos todos os assessores, ou o restante daquilo que certamente pode ser classificado como quadrilha.

            Embora todos devam ser considerados inocentes até prova em contrário, as evidências de que algo de muito errado estava acontecendo na administração pública são fortíssimas. Vídeos mostrando políticos colocando pacotes de dinheiro nos bolsos ou nas meias e flagrantes de tentativa de corrupção de testemunhas são algumas das provas mais convincentes. A legislação brasileira, contudo, não entende que ações desta natureza sejam crimes hediondos e por isso os envolvidos, nas raríssimas vezes em que são denunciados, podem responder em liberdade.

    Enquanto isso, alguns milhares de traficantes de drogas, por exemplo, que foram flagrados com um, dois ou três quilos de entorpecente superlotam os presídios de Mato Grosso do Sul, pois na maior parte dos casos a Justiça entende que cometeram crimes que merecem ser punidos com prisão imediata e sem direito a progressão de regime.

    Não se trata de defender o abrandamento da pena aplicada aos narcotraficantes, pois o mal que eles causam à sociedade é incalculável. Porém, é impossível negar que o dano social causado pela corrupção dos políticos é tão ou mais impactante que o narcotráfico. E, por ser praticado por pessoas que, em tese, não o fazem por uma questão de sobrevivência, assim como acontece como as chamadas “mulas do tráfico”, a punição deveria ser bem mais severa. Quer dizer, é absoluta falta de bom senso colocar Arruda e seus subalternos em liberdade.

    Apesar de ser algo legal, a alegação de que eles têm direito de aguardar o julgamento em liberdade não passa de mais uma confirmação de que a impunidade continua imperando, apesar do “estágio na cadeia”. Qualquer neófito na área de Direito sabe que agora os bem pagos advogados contratados pelos políticos do Distrito Federal adotarão medidas para protelar infinitamente, sem figura de linguagem, os julgamentos. Ou seja, uma vez posta em liberdade, a partir de agora esta quadrilha poderá usufruir tranquilamente daquilo que acumulou ao longo dos anos de “serviços prestados à sociedade”.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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