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SAÚDE

Tratamento deve ser definido por médico, diz secretário sobre novo protocolo da cloroquina

Geraldo Resende destacou que cabe a paciente e médico escolher melhor abordagem
20/05/2020 13:53 - Adriel Mattos, Bruna Aquino


O secretário de estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende (PSDB), declarou na manhã desta quarta-feira (20) que cabe apenas a médicos definir o tratamento para pacientes com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. “Eu sigo a ciência. Respeito as autoridades, mas quem tem que definir tratamento é quem tem diploma de Medicina e está na linha de frente”, comentou. Prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), segue a mesma linha de pensamento de Resende sobre o uso do medicamento. 

"Cada um deles tem a sua prerrogativa funcional e vai depender da prescrição de cada profissional. Portanto, se o profissional prescreveu o uso de cloroquina, Campo Grande vai usar sim e vai disponibilizar. Se o profissional entender que outro medicamento químico deve ser usado, a prefeitura também vai disponibilizar", disse Trad em trasmissão ao vivo nesta quarta-feira (20).

Hoje, o Ministério da Saúde alterou um protocolo, e passou a permitir a prescrição da cloroquina mesmo em casos leves. A comunidade médica e científica não tem um consenso sobre seu uso, já que não se sabe ao certo como o medicamento reage em diferentes organismos e eventuais efeitos colaterais.

“Tem que ser prescrito por profissional credenciado pelo CRM [Conselho Regional de Medicina], devidamente autorizado pelo paciente ou sua família”, reforçou Resende. Ele acompanhou o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, na visita ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian (HRMS), em Campo Grande.

"A grande verdade é que nós não sabemos a química que combate a enfermidade de cada cidadão. Quem estudou para isso foram os médicos; os cientistas e se eles prescrevem, evidentemente sob a responsabilidade deles, a prefeitura vai disponibilizar os medicamentos respectivos", finalizou o prefeito da Capital.

 
 

AÇÕES

Ao falar das ações do Estado e da prefeitura de Dourados para minimizar o avanço da pandemia, o secretário se emocionou. Ele destacou casos registrados em frigoríficos em municípios do interior e casos registrados em aldeias.

“Estamos agora fazendo a reforma do Hospital [e Maternidade Indígena] Porta da Esperança [mantido pela Missão Evangélica Caiuá em Dourados], fizemos uma parceria com a Diocese de Dourados oferecendo estrutura para isolamento de idosos e pessoas com comorbidade”, relatou.

Chorando, Resende disse que essas parcerias demonstram generosidade no momento em que toda a população está fragilizada devido à pandemia. “Essa pandemia está demonstrando o melhor de todos nós”, frisou.

*Colaborou Fábio Oruê.

*Matéria alterada às 14h11 para acréscimo de informação.

 

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!