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PRAZO SUSPENSO

Tribunal desobriga Bolsonaro de entregar exame de coronavírus

Presidente tinha até este sábado para apresentar laudo, mas prazo foi suspenso por cinco dias
02/05/2020 16:27 - Glaucea Vaccari


 

Desembargadora plantonista do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) suspendeu o prazo que obrigava o presidente Jair Bolsonaro a apresentar laudos dos exames de coronavírus realizados por ele à Justiça. Prazo terminava neste sábado (2) e decisão é em recuso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU).  

Magistrada decidiu esticar o prazo, por cinco dias,  para que o relator do caso na segunda instância analise os argumentos da União.

Em março, o presidente realizou dois testes, nos dias 12 e 17, e afirmou que os resultados foram negativos, mas se recursou a apresentar os exames.  

Na última segunda-feira, 27, o jornal O Estado de São Paulo conseguiu na Justiça o direito de obter os laudos dos testes de Covid-19 feitos por Bolsonaro, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia que os resultados não forem entregues.  

No lugar de enviar os laudos dos exames, AGU encaminhou à Justiça relatório médico atestando que Bolsonaro testou negativo e que está assintomático.

Responsável pelo caso, a juíza federal Ana Lúcia Petri Betto, não aceitou o documento e deu prazo de 48 horas para que os papéis ddos exames fossem entregues. Este prazo foi suspenso pelo TRF-3.

Na quinta-feira (29), Bolsonaro afirmou que tem garantia, por lei, de não apresentar os laudos e que se sentiria “violentado” ao ter que entregar os testes. “Tem uma lei que garante a intimidade. Você sabe se nós dois (ele e a jornalista que o questionou) tivermos uma doença grave, nós não somos obrigados a divulgar o laudo, isso é uma lei”, disse.  

Ainda na quinta, o presidente afirmou, em entrevista  à Rádio Guaíba de Porto Alegre (RS), que “talvez” tenha sido contaminado pelo coronavírus.  

“Eu talvez já tenha pegado esse vírus no passado, talvez, talvez, e nem senti”, disse.

Suspeita de que o presidente estivesse contaminado surgiu em março, após ele voltar de missão oficial aos Estados Unidos, onde pelo menos 23 pessoas que o acompanharam foram diagnosticadas posteriormente com a doença, entre eles, o senador Nelson Trad Filho (PSD). 

 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!