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OUTUBRO ROSA

Diagnosticada com câncer na pandemia, turismóloga mantém a fé para passar por tratamento e cirurgia

Maria Lúcia Pires, de 51 anos, mora no interior e vem para Campo Grande em uma van para receber atendimento.
24/10/2020 11:00 - Daiany Albuquerque


Câncer no intestino. Este foi o diagnóstico recebido pela turismóloga Maria Lúcia Pires, de 51 anos, depois de vários mal-estares e de tomar uma série de medicamentos para as dores que sentia. 

Em pouco tempo, ela passou por uma cirurgia e sessões de quimioterapia. Tudo isso durante a pandemia da Covid-19.

Isso porque a paciente foi diagnosticada com a doença há três meses, no auge da pandemia em Mato Grosso do Sul. Paulistana, mas moradora de Bonito, ela trabalhava em uma pousada na cidade turística do Estado.

Agora, vive reclusa em uma chácara na cidade e procura não receber visitas para evitar o contágio pelo vírus, já que ela seria uma paciente de risco para a Covid-19.

Durante esse tempo, Maria Lúcia, que faz as sessões de quimioterapia no Hospital do Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, já teve uma segunda notícia triste: depois da cirurgia e durante as sessões de quimioterapia, foi descoberta metástase no fígado. 

A fé tem dado força neste período.

“Eu tive um período ruim, tive depressão, terminei um casamento de 19 anos e tudo isso me deixou muito mal. Procurei ajuda médica, fiz terapia e melhorei. Logo depois descobri o câncer, mas Deus me deu a oportunidade de estar aqui e vou aproveitar para evoluir”, declarou a paciente.