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PREVENÇÃO

Unidades de saúde serão usadas se casos aumentarem

Prefeitura planeja manter atendimento apenas no Parque Ayrton Senna, mas tem metas de expansão da capacidade de leitos
22/04/2020 10:00 - Daiany Albuquerque


 

A Prefeitura de Campo Grande planeja utilizar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e as Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) para atender pacientes com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, caso a quantidade de pessoas infectadas tenha uma escalada muito grande.

A medida é tratada como o plano C da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) no período da pandemia. Segundo o coordenador de Urgência da pasta, Yama Higa, ainda há outras etapas a serem passadas antes desta alternativa. “Temos pensado até em um plano D, no caso de haver um aumento muito grande. Por enquanto, ainda estamos no A, que é a separação física nas unidades de saúde para casos suspeitos da doença e para outras doenças”, explicou.

Segundo Higa, seriam usadas as unidades básicas que estão localizadas próximas às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e aos Centros Regionais de Saúde (CRSs), tanto para atendimento como para internação. “Se for preciso, usaremos as unidades básicas mais próximas às UPAs, para não cruzar os atendimentos e evitar contaminação”.

O coordenador informou que ainda não foi definido se no local serão atendidos pacientes com a suspeita de Covid-19 ou com outras enfermidades. “Vai depender do que tivermos neste momento, se tiver mais pessoas precisando de atendimentos por Covid ou por outras causas”.

A opção D seria a abertura de um hospital de campanha, que deverá ser montado no Centro de Convenções Albano Franco, localizado na Avenida Mato Grosso, caso haja necessidade. Entretanto, ainda não há informação de quantos leitos caberiam no local.

“Essas medidas são muito bem planejadas, não tem histórico anterior de uma situação como esta, então, tudo é muito novo. É tudo muito planejado e com responsabilidade. Para montar esse hospital, é necessário comprar equipamentos e insumos, como máscaras, e contratar pessoal. E hoje está difícil a aquisição de respiradores no mundo inteiro”, declarou Higa.

PLANO B

As tendas que foram montadas em frente às UPAs e aos CRSs de Campo Grande para atender pacientes com suspeita de Covid-19 – as quais seriam o plano B da Sesau para atendimento de pacientes com o novo coronavírus – serão desmontadas.

Isso porque, de acordo com o coordenador de Urgência, a procura nos postos ainda está abaixo do que era registrado antes da pandemia, e os casos suspeitos da doença ainda não estão lotando as unidades de saúde.

“Nós tivemos uma queda de 55% na demanda das unidades quando começaram os decretos de isolamento social. Nesta última semana, tivemos um aumento nessa demanda, mas não chegou a voltar ao normal, mesmo com a reabertura do comércio, então, ainda não há necessidade dessas estruturas, elas serão usadas no momento oportuno, como um plano B”, explicou Higa.

As tendas foram montadas antes do início da campanha de vacinação contra a influenza A em Campo Grande e, segundo o coordenador, a intenção era evitar a aglomeração de pessoas idosas durante a imunização, já que o primeiro grupo a ser vacinado era de pessoas acima de 60 anos e profissionais da saúde.

“Agora, estamos vacinando pacientes com doenças crônicas, e, pelo número de pessoas, já não é mais necessário que esses locais permaneçam montados. Mas a divisão física dentro das unidades de saúde permanece”.

Conforme a Sesau, durante o período de quarentena, de 19 a 30 de março, as unidades de saúde de urgência e emergência 24 horas da Capital tiveram redução de 55% no atendimento. Enquanto no mesmo período de fevereiro foram atendidas 4.568, no mês seguinte foram apenas 2.015 pacientes.

A maioria dos atendimentos feitos nos últimos dias nas unidades 24 horas é de casos suspeitos de dengue. Até o dia 15 de abril, foram notificados 8.282 casos da doença na Capital.

 

Felpuda


Entre sussurros, nos bastidores políticos mais fechados, os comentários são que história apregoada por aí teria sido construída para encobrir o que realmente foi engendrado em conversa que resultou em negociata. 

O script foi na base do “você finge que é assim, e nós fingimos que acreditamos”. 

Batido o martelo, a encenação prosseguiu e, conforme o combinado, deverão ser apresentados novos episódios.

Ah, o poder!