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CONFLITO AGRÁRIO

MPF quer uso policiais com câmeras na farda dentro de aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul

Supostas agressões de policiais contra indígenas, em Dourados, no dia 11; motivou recomendação; uso de câmeras reduziu a letalidade da polícia em São Paulo
25/11/2021 16:28 - Eduardo Miranda


O uso das câmeras corporais portáteis poderá começar em Mato Grosso do Sul pelas aldeias indígenas. Pelo menos é isso que deseja o Ministério Público Federal (MPF), que encaminhou recomendação ao secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, para que nos atendimentos relacionados a conflitos fundiários, e que houver a participação da Polícia Militar, que toda ação seja registrada em gravação audiovisual.  

A recomendação dos procuradores da República dão preferência para o uso das câmeras operacionais portáteis, as bodycams, acopladas na farda de todos os policiais que participarem destas operações. O mesmo documento ainda pede que os relatórios das ocorrências sejam remetidos ao MPF.  

 

Motivação

Relatos e registros feitos por indígenas da comunidade Ava Eté II, acampada perto da Aldeia Bororó em Dourados, motivaram a recomendação do Ministério Público Federal. Segundo informou o MPF, a Polícia Militar realizou uma abordagem injustificada com excessivo uso da força no dia 11 de novembro, com disparos de arma de fogo e depredação de habitações. Os indígenas afirmam ter fugido pela aldeia Bororó; ninguém se feriu.