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PANDEMIA

Vacina contra Covid-19 chega hoje a Mato Grosso do Sul e será distribuída aos municípios

Com a chegada das doses, vacinação já deve começar na tarde desta segunda-feira no Estado
18/01/2021 08:30 - Daiany Albuquerque


As vacinas contra a Covid-19 distribuídas pelo Ministério da Saúde devem chegar hoje em Mato Grosso do Sul. Segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a distribuição para os estados começou a partir das 7h (horário de Brasília) e as doses chegam ao Estado no início da tarde.

Nesta primeira leva devem ser destinadas 158 mil doses ao Estado.

A chegada do imunizante, que será o fabricado pela farmacêutica Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, será pelo Aeroporto Internacional de Campo Grande. Ao chegar, a vacina Coronavac será levada até a Rede Frio de Mato Grosso do Sul.

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De acordo com o Ministério da Saúde, oficialmente, a campanha terá início às 10h (horário de Brasília) de quarta-feira (20) em todos os estados brasileiros. 

No entanto, os estados estão autorizados a começarem a aplicação já nesta segunda-feira, quando as doses chegarem. Ou seja, em Mato Grosso do Sul a imunização contra a doença deverá começar por volta das 16h.

Para que a campanha ocorra nos 79 municípios do Estado simultaneamente, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) terá quase 48 horas para que o imunizante chegue em todas as cidades. 

Pensando nisso, um plano envolvendo três forças policiais foi montado, para garantir a agilidade e a segurança do transporte.

No primeiro grupo a ser vacinado, conforme o Plano Nacional de Imunização (PNI), estão trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas (asilos e instituições psiquiátricas), população indígena e povos e comunidades tradicionais ribeirinhas.

Ao todo, essa parcela da população representa 211.633 pessoas, mas o governo do Estado não receberá essa totalidade nesta primeira leva. Segundo a SES, devem ser entregues hoje 158 mil doses, o que não dá para contemplar todos os indivíduos nesse primeiro grupo. 

Porém, segundo o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, o Estado fará a divisão equitativa desses imunizantes entre todos os municípios.

“Os grupos prioritários estabelecidos inicialmente no Plano Nacional de Vacinação da Covid-19 estão sujeitos a alterações, conforme quantitativo de doses, produção e laboratório”, diz trecho do plano de vacinação elaborado pelo Estado.

VINDA

O imunizante do Butantan chegará amanhã na Capital em um voo do governo federal. Para acompanhar a separação e a destinação a Mato Grosso do Sul, Resende embarcou ontem para São Paulo, onde checará de perto os critérios do Ministério da Saúde para a separação do imunizante.

A vacina sairá do Centro de Distribuição Logístico do Ministério da Saúde, que fica atrás do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), para o Estado. Ainda não há horário definido para a chegada do imunizante em Campo Grande.

“Vamos buscar o quantitativo que deve ser entregue para Mato Grosso do Sul. Estamos em um momento de muita emoção. Tão logo recebamos essas vacinas, vamos seguir para o Estado”, afirmou o emocionado secretário de Saúde, momentos antes de seu embarque e logo após a vacinação da primeira pessoa no Brasil, que ocorreu em São Paulo.

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), comemorou a aprovação do uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) das vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca.

“É uma importante conquista para a ciência e para o povo brasileiro. Entendo que não há nenhuma outra tarefa mais urgente do que esta: imunizar o mais rápido possível toda a população, para a retomada da economia e, principalmente, para salvar vidas. Por isso, para dar mais agilidade no processo, vamos encaminhar o avião do governo do Estado para buscar as doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, em São Paulo. Já temos a logística construída para que a vacinação em nosso Estado se inicie imediatamente após o recebimento das doses da vacina e para a distribuição aos 79 municípios, pois temos pressa em parar de perder vidas, reduzir os riscos de comprometimento grave do sistema de saúde e recuperar os empregos”, afirmou Azambuja.