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SAÚDE

Vacinas não causaram microcefalia, diz ministro

Vacinas não causaram microcefalia, diz ministro

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O ministro da Saúde, Marcelo Castro, reforçou hoje (16) que o aumento de casos de microcefalia no Brasil não foi provocado pela vacinas contra rubéola.

“Isso é um quadro que criaram nas redes sociais e tem muita gente acreditando nisso. O pior é que isso pode levar as pessoas a não se vacinarem, algo completamente contrário ao que se tem que fazer”, disse o ministro em debate no Plenário da Câmara dos Deputados sobre o aumento da incidência de microcefalia no país.

A declaração foi uma resposta aos boatos que surgiram nas redes sociais e aplicativos de mensagens, dizendo que um lote vencido de vacina usado apenas no Nordeste foi a origem da malformação em um maior número de crianças.

Em agosto, o Ministério da Saúde começou a registrar o aumento inesperado de casos de microcefalia no Nordeste. No final de novembro, o Ministério da Saúde confirmou que os casos tinham origem na infecção de gestantes pelo vírus Zika, que começou a ter circulação registrada no Brasil este ano.

Durante o debate, Castro disse que é momento de destruir as larvas e os criadouros do Aedes aegypti, para “evitar que o mosquito nasça”. “Em fevereiro, aumenta a proliferação do mosquito, Aí, vai entrar o fumacê. Agora, nosso grande trabalho é combater as larvas para não haver mosquito em fevereiro, como ocorre todos os anos”.

Mais cedo, o ministro participou de auduência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, também sobre o vírus Zika e microcefalia.

DEMORA

Para retomar revitalização da Ernesto Geisel, projeto é reajustado em 13,7%

Aviso de licitação foi publicado nesta quinta-feira (20) e prevê desembolso de até R$ 22,4 milhões, ante os R$ 19,7 milhões do edital que restu deserto em agosto do ano passado

20/06/2024 10h33

Com a obra inacabada e parada há cerca de três anos, margens do córrego Anhanduizinho viraram sinônimo de trânstornos para moradores da região e usuários da avenida

Com a obra inacabada e parada há cerca de três anos, margens do córrego Anhanduizinho viraram sinônimo de trânstornos para moradores da região e usuários da avenida Marcelo Victor

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A revitalização das margens do córrego Anhanduizinho, um projeto que se arrasta há 13 anos em Campo Grande e que está parado faz três anos, pode finalmente ser retomado. Aviso de licitação publicado nesta quinta-feira (20) prevê investimento de R$ 22,4 milhões para conclusão do trecho entre as ruas Bom Sucesso e Abolição, na região do bairro Marcos Roberto, próximo ao shopping Norte Sul Plaza.

Conforme este aviso, as propostas das empreiteiras interessadas, se houver, serão abertas no dia 9 de julho. Licitação para retomar os trabalhos no mesmo trecho chegou a ser anunciada em agosto do ano passado, mas nenhuma empreiteira se interessou por causa do baixo valor que a prefeitura estava disposta a pagar.

O valor máximo daquela tentativa havia sido de R$ 19.716.493,54. Este valor sofreu reajuste de 13,7% e agora o edital prevê desembolso de até R$ 22.450.994,08. Mas, a obra somente será retomada se houver repasses federais. E, o fato de a prefeita Adriane Lopes estar  fazendo questão de colar sua imagem à do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, pode atrasar a liberação.

Esta revitalização já está prevista no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), anunciado em agosto do ano passado. Para repaginar toda a Ernesto Geisel,  serão necessários em torno  R$ 150 milhões dos cofres do Governo Federal , conforme estimou a prefeita Adriane Lopes à época do anúncio do PAC.

A licitação anunciada nesta quinta-feira prevê a conclusão do trecho cujas obras chegaram a começam em 2018, mas não foram concluídas. Ao longo dos últimos três anos boa parte sofreu depredação de vândalos e por conta da ação do tempo e das chuvas. 

Por conta do abandono da obra, o tráfego no sentido bairro-centro está parcialmente interditado faz mais de três anos. Além disso, parte do local virou ponto de descarte de lixo e entulhos.

Para a revitalização do restante da Avenida não existe nenhuma previsão, conforme informou nesta quinta-feira a assessoria da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP).

Com os recursos previstos no PAC seria possível fazer a repaginação da Avenida Bom Sucesso até a Avenida Campestre, na região do bairro Aero Racho, onde acaba a Avenida Ernesto Geisel.

Mas, para conseguir dinheiro federal, a prefeitura da Capital precisa de uma contrapartida. Alegando não ter recursos em caixa, a saída foi buscar socorro com a administração estadual, que já destinou R$ 9,1 milhões para que a relicitação seja feita.

Do projeto inicial, que previa 7,5 quilômetros de revitalização nas duas margens, foram concluídos apenas 2,6 quilômetros. 

Histórico

As primeiras tentativas para revitalizar a Ernesto Geisel ocorreram ainda em 2011, quando o prefeito era Nelsinho Trad, quando foram lançadas as primeiras licitações e firmado o convênio com o Governo Federal. No ano seguinte, evento festivo chegou a ser realizado no shopping  Norte Sul para anunciar prováveis datas para início dos trabalhos. 

Porém, a gestão de Alcides Bernal e Gilmar Olarte (2012 a 2016) acabou e nada saiu do papel. Em 2018, já na administração de Marquinhos Trad, os trabalhos começaram e somente um trecho foi concluído, entre as ruas Santa Adélia e Abolição. 

O segundo trecho, que agora pode ser retomado, tinha orçamento inicial previsto de R$ 25,6 milhões. Cerca de 58% a obra chegou a ser executada, mas mesmo assim será necessário investimento da ordem de R$ 22 milhões agora para concluir o restante. 

Para o trecho entre a Bom Sucesso e Rua do Aquário haviam sido previstos inicialmente R$ 15,8 milhões. Metade desta parte chegou a ser executada e por enquanto não existe previsão para que seja concluído. 

Mas, mesmo que os trabalhos sejam retomados ainda sob a atual administração, a conclusão somente vai ocorrer na próxima gestão. E, se a atual prefeita não se reeleger, a revitazação passará pelas mãos de seis prefeitos (Nelsino Trad, Alcides Bernal, Gilmar Olarte, Marguinhos Trad, Adriane Lopes e o próximo)
 

SAÚDE PÚBLICA

No ritmo atual, fila para cirurgia bariátrica só acaba em 25 anos

Estado tem 837 pacientes à espera da cirurgia e a média de procedimentos é de apenas 33 intervenções anuais no serviço público de saúde MS

20/06/2024 10h30

Mais de 750 pessoas aguardam na fila de espera por consultas e exames

Mais de 750 pessoas aguardam na fila de espera por consultas e exames Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul enfrenta uma longa fila de espera para a realização de cirurgias bariátricas. Atualmente, 837 pacientes aguardam pelo procedimento e, com apenas 101 cirurgias realizadas entre 2019 e 2022, o ritmo atual indica que a fila de espera só acabará em 25 anos. 

Atualmente, a fila de espera para a cirurgia bariátrica conta com 60 pacientes prontos para a realização do procedimento, enquanto outros 777 aguardam uma consulta para poderem realizar exames e serem encaminhados para a intervenção cirúrgica, conforme os dados disponibilizados pela SES. 

O procedimento é vital para pessoas com obesidade severa, pois pode melhorar significativamente a qualidade de vida e reduzir o risco de doenças associadas. No entanto, nem todos os pacientes conseguem aguardar tanto tempo para a realização da cirurgia: com cerca de 2,7 mil casos de morte em decorrência de doenças diretamente ligadas à obesidade por ano, o Estado lidera o ranking nacional das mortes por obesidade no país. 

No último ano, de acordo com dados do Sisvan (Sistema de Vigilância Alimentar Nutricional), foi constatado que cerca de 70% da população sul-mato-grossense está com algum grau de excesso de peso. E, além disso, em todo o estado, cerca de 24% dos adultos apresentam diagnóstico de obesidade.

Saúde Pública

No ano passado, o Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas destinou R$ 600 milhões para reduzir as filas de espera em todo o Brasil. Mato Grosso do Sul foi um dos estados que recebeu recursos significativos, para eliminar 100% da fila de espera para cirurgias bariátricas e outras cirurgias prioritárias. 

Mesmo assim, o Governo Estadual ainda tem tentado controlar os grandes índices de obesidade no Estado. Nesta semana, o governo foi responsável por lançar uma iniciativa para reorganizar e melhorar a rede de atendimento aos pacientes com sobrepeso e obesidade, programa intitulado Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade (LCSO). 

A LSCO, conforme explicou Anderson Holsbach, gerente de Atenção à Saúde das Pessoas com Sobrepeso e Obesidade da Coordenadoria das Doenças Crônicas da SES,  “é um documento que descreve o itinerário da pessoa com obesidade dentro da APS até a Atenção Hospitalar” para tentar melhorar o fluxo de organização dentro da rede saúde. 

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa deve viabilizar a comunicação entre as equipes, serviços e usuários de uma Rede de Atenção à Saúde, criando padronização de ações e organizando um fluxo contínuo assistencial.

Obesidade 

A obesidade é um fator de risco para diversas doenças crônicas, incluindo diabete tipo 2, hipertensão, e problemas cardiovasculares. Quando medidas convencionais como dieta, exercícios físicos e medicamentos não são suficientes para reduzir o peso e melhorar a saúde geral, a cirurgia bariátrica pode ser indicada. Este procedimento é considerado uma das soluções mais eficazes para perda de peso significativa e duradoura em pessoas com obesidade grave.

Segundo diretrizes do Ministério da Saúde, a cirurgia é recomendada para indivíduos com índice de massa corporal (IMC) acima de 40, ou acima de 35 com comorbidades associadas, como diabete ou apneia do sono. A decisão pela cirurgia deve ser tomada após uma avaliação médica completa e deve incluir suporte psicológico e nutricional.    

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