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MUDANÇA

Custo da Placa Mercosul cai 30% após sete meses, concorrência e denúncias influenciaram na diminuição

Considerado um dos mais caros do País, o serviço chegou a ser alvo de investigação do Procon/MS e agora teve o preço reduzido no mercado
23/09/2020 11:00 - Ricardo Campos Jr


O custo do emplacamento em Campo Grande está quase 30% mais barato em comparação com fevereiro, quando o padrão Mercosul entrou em vigor. 

Na época, o valor cobrado em Mato Grosso do Sul era um dos mais caros do Brasil.

O serviço, que chegou a R$ 300 para automóveis, ônibus e caminhões, hoje pode ser encontrado por R$ 220 (par) e R$ 110 (motos).  

Em fevereiro, quando as placas Mercosul tornaram-se obrigatórias em Mato Grosso do Sul, o Correio do Estado foi o primeiro veículo a mostrar o abuso praticado pelas emplacadoras.  

Além disso, os preços mais em conta não são a única novidade. Ao longo dos últimos sete meses, novas empresas entraram no mercado. Campo Grande, que começou com quatro credenciadas, hoje tem oito.

Em todo o Estado são 12 estampadoras diferentes atendendo os consumidores. 

Contando com as filiais, que algumas delas têm em mais de um município, são 23 opções, das quais 15 estão no interior: Três Lagoas (3), Sidrolândia (1), Ponta Porã (2), Nova Andradina (1), Naviraí (1), Dourados (4), Coxim (1), Corumbá (1) e Costa Rica (2).

 
 

VALORES

O Correio do Estado entrou em contato com todas as oito estampadoras credenciadas pelo Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) e consultou quanto custa o serviço.

O mais barato foi encontrado na Placar, que cobra R$ 110 para motos e R$ 220 para carros e demais veículos que precisam do par.  

A MS Placas e a Plaesve cobram R$ 230 (par) e R$ 120 (unidade). Na Íons Placas e na Rede de Placas Mercosul o serviço custa R$ 250 (par) e R$ 130 (unidade). 

Embrasplake, GR Placas e Placarama cobram R$ 260 (par) e R$ 130 (unidade).  

Os consumidores podem escolher a opção que mais se encaixa em seu perfil. Por exemplo, algumas das empresas cobram um pouco mais caro, mas têm a opção de parcelar o valor sem juros no cartão de crédito (ideal para quem não tem o montante à vista). Outras atendem pelo WhatsApp ou até recebem pedidos pela internet.  

Para consultar, basta entrar no site do Detran-MS e clicar na opção Credenciadas e depois em Estampadoras (no menu superior, última opção à direita).

Conforme a assessoria de imprensa do órgão, todos os pedidos de credenciamento de estampadoras já foram analisados e não há mais nenhum tramitando no órgão.

MUDANÇAS

Antes do padrão Mercosul, as empresas credenciadas executavam o serviço na sede do Detran e o valor era fixo.  

A mudança abriu margem para a entrada de qualquer empresário interessado em atuar no ramo, bastando pedir autorização ao Detran. Desde fevereiro, é a lógica de mercado que regula os preços, e o poder público parou de interferir nas tabelas.

Nas primeiras semanas, os altos preços (superiores inclusive aos cobrados antes do novo modelo) assustaram não apenas os consumidores, mas o próprio governo, que colocou o Procon na linha de frente com os donos das empresas para negociar reduções.

O superintendente do órgão, Marcelo Salomão, chegou a suspeitar que as estampadoras estavam combinando valores semelhantes, prática conhecida como cartel e vedada por lei.  

Contudo, após uma série de reuniões, a hipótese foi descartada e o setor aos poucos foi reduzindo os preços.

Só precisa emplacar o carro com o novo padrão quem adquire um veículo zero-quilômetro, quem teve a identificação veicular danificada, transferiu o veículo ou mudou de cidade.

 

Felpuda


Falatório e atitude de membro da família acenderam a luz vermelha no “QG” de candidato, pois poderão causar muitos estragos. 

A tropa de choque de defensores do candidato a prefeito já foi colocada em campo e só falta falar que os genes de ambos são diferentes. 

E com relação ao dito-cujo, sabe-se que deverá ser orientado a “baixar a bola” nos próximos dias, mais precisamente até o término da campanha eleitoral.

Afinal...