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APÓS PROTESTO

Vans escolares poderão ser usadas para outros serviços

Categoria se reuniu no final da manhã desta quarta-feira com prefeito para pedir flexibilização
22/04/2020 12:15 - Daiany Albuquerque


 

Os motoristas de transporte escolar fizeram uma “carreata silenciosa” nesta quarta-feira (22) para pedir ajuda da Prefeitura de Campo Grande. A categoria está sem trabalhar desde que as aulas presenciais foram paralisadas por conta da pandemia da Covid-19. Como resposta, a administração prometeu publicar ainda hoje um decreto que autoriza a categoria a atuar com outras finalidades.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Escolares de Mato Grosso do Sul (Sinte-MS), Rodrigo Aranda Armoa, com a medida, os empresários do setor poderão atuar com fretamento e atendimento industrial. “Muitos pais deixaram de pagar o transporte escolar por não estarmos mais prestando o serviço. Eu até entendo isso, mas isso só ocorre porque estamos impedidos de trabalhar por conta de decreto que limita nossas funções”.

Com a publicação deste novo texto, o que deve acontecer ainda nesta quarta-feira, os donos de vans escolares poderão “utilizarem o veículo cadastrado para o transporte escolar, para excepcionalmente exercerem a atividade de fretamento e realizarem o transporte de mercadorias, devendo atender rigorosamente as medidas deste decreto, adequando suas atividades extraordinariamente enquanto vigorar o Estado de Calamidade Pública no município de Campo Grande”, diz trecho de documento encaminhado a categoria, e que seria o decreto a ser publicado pela administração.

Sobre o transporte de pessoas, o documento ainda afirma que “a atividade de fretamento somente poderá ocorrer mediante contrato de transporte firmado previamente para esta finalidade, visando o atendimento de necessidades adicionais e por período determinado, em virtude de eventos especiais ou contínuos. Os passageiros transportados deverão obrigatoriamente possuir vínculo com a empresa locatária, e o transporte dos mesmos deverá respeitar o limite máximo do veículo; é expressamente proibido transporte de passageiros de empresas diferentes na mesma viagem; é expressamente proibido transportar passageiros e mercadorias em uma mesma viagem”.

Os motoristas deverão providenciar a higienização dos veículos ao término de cada viagem. Os contratos celebrados deverão ter validade enquanto durar o período do estado de calamidade pública em saúde na Capital.

Além disso, a categoria também gostaria de uma ajuda de custo de R$ 500 por mês. Entretanto, em reunião com a administração municipal, os motoristas tiveram esse pedido negado pela Prefeitura, por conta da queda na arrecadação causada pela pandemia.

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.