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P1

Variante do coronavírus aparece em 82% das amostras coletadas para estudo em Mato Grosso do Sul

A predominância da P1 explica o número elevado de casos nas últimas semanas e a maior necessidade de leitos de UTI
17/04/2021 09:21 - Gabrielle Tavares


Grupo de pesquisadores realizou estudos sobre a variante P1 na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Eles descobriram que o novo vírus atingia 82% das 38 amostras analisadas entre os dias 6 a 9 deste mês.

A equipe representada pelos pesquisadores Júlio Croda, Ana Rita Coimbra Motta-Castro e James Venturini, explicou que a P1 possui maior transmissibilidade, atinge a população mais jovem, apresenta uma evolução mais rápida e maior gravidade da doença, além de diminuir a efetividade das vacinas.

“Tivemos em nosso Estado a presença de muitas variantes, mas no último mês de março, foi muito grande a disseminação da P1”, salienta Coimbra.

Croda afirma que a variante não predomina só em Mato Grosso do Sul, mas em todos os estados brasileiros. A P1 explica, por exemplo, o número elevado de casos nas últimas semanas e a maior necessidade de leitos de UTI.

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“Com uma nova variante mais transmissível, temos mais pessoas que precisam de hospitalização e mais pessoas vão a óbito. Essa variante também acomete jovens, então aquela história, de antes, de que somente os idosos precisariam de leitos de UTI não é mais verdade. Hoje em dia, a maioria das pessoas que estão internadas são de jovens, principalmente por conta da P1, porque ela tem uma carga viral mais elevada”, relatou.

A variante surgiu em Manaus e foi identificada em Mato Grosso do Sul em fevereiro deste ano, segundo os pesquisadores. Com pouco mais de um mês de circulação, é a mais presente nas análises do vírus. 

A descoberta foi possível por meio de um trabalho que realizou o sequenciamento genético do coronavírus, a partir de amostras clínicas por meio de swab nasofaringeano.

A pesquisa “mapeamento genômico de Mato Grosso do Sul” teve como objetivo conhecer as variantes que mais circulam no Estado e, com isso, subsidiar as autoridades sanitárias na adoção de práticas e ações de combate à Covid-19.

Os resultados foram entregues durante reunião que aconteceu na tarde de quinta-feira (15) na Secretaria de Estado de Saúde (SES). O secretário estadual de Saúde Geraldo Resende estava presente e recebeu os dados que indicaram predominância da P1.