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Vazão da barragem de Jupiá está no limite

Vazão da barragem de Jupiá está no limite

ROSE RODRIGUES, TRÊS LAGOAS

03/02/2010 - 07h47
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Com o aumento no volume de chuvas nos últimos dias, o nível do Rio Paraná, em Três Lagoas, voltou a subir acima do normal e deixou autoridades em alerta. No último fim de semana, as águas avançaram mais de 10 metros no local conhecido como Prainha, no bairro de Jupiá, e cobriram postes de energia elétrica e árvores que à margem do rio, próximo à ponte velha. Por enquanto, ribeirinhos, principalmente aqueles que mantêm comércio próximo à praia, comemoraram o aumento de turistas no local, que vieram ver o rio de perto e utilizar os pedalinhos. No sábado, conforme informações do serviço de Telecheia, da Companhia Energética de São Paulo-Cesp, o nível do Rio Paraná, na região de Três Lagoas, aumentou e a Usina Hidrelétrica de Urubupungá ultrapassou inclusive o índice-limite de vazão. Se continuar a chover nos próximos dois dias, poderá entrar em estado de alerta. As comportas da usina foram abertas e a vazão registrada chegou a 15,8 mil metros cúbicos por segundo. Normalmente, a Cesp estabelece o limite de vazão em 15 mil metros cúbicos por segundo. Acima deste índice, a situação é de alerta e pode ocorrer inundação em ranchos de pesca e casas próximas à margem. Na Usina de Ilha Solteira, a vazão é de 11,9 mil metros cúbicos por segundo, mas o nível do reservatório ainda está baixo e não há motivos para preocupação. Pelo menos por enqu a nto. Na região da Prainha, ponto turístico de Jupiá, próximo à barragem, algumas ruas estão alagadas e a água já atinge o muro de bares e lanchonetes que ficam às margens do Rio Paraná. Muitos postes de energia foram desligados para evitar acidentes, por estarem cobertos pela água. Cesp Segundo informações do Departamento de Comunicação da Cesp, a operação de controle de cheias é feita em conformidade com o Plano Anual de Prevenção de Cheias, elaborado e coordenado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e não há riscos para as populações ribeirinhas. A Cesp disponibiliza durante o período de controle de cheias o Boletim Informativo de Vazões. O BIV é diário e apresenta as vazões e os níveis dos reservatórios registrados no dia anterior, os programados para o dia do boletim e os previstos para o dia seguinte. Estas informações são encaminhadas a órgãos federais, estaduais e municipais, além da Defesa Civil, entre outros, nas áreas de influência dos reservatórios da Cesp. Além disso, a companhia mantém informações atualizadas sobre o nível dos reservatórios e as tendências do período chuvoso no seu site (www.cesp.com.br), em Operação de Reservatórios, onde também é possível consultar o BIV. As informações também podem ser obtidas por meio do Telecheia (0800-647- 9001). O serviço é gratuito e funciona por 24 horas.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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