Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

QUEIMADAS

Ventos afastam fumaças da região urbana de Corumbá

Moradores da região tem trégua e conseguirão respirar melhor nos próximos dias
31/07/2020 08:33 - Gabrielle Tavares


A chegada de ventos Sul afastou a fumaça que incomodou moradores de Corumbá e Ladário por vários dias, onde está havendo queimadas em um raio de 6km a 12km do porto-geral do município.

Voos dos helicópteros e do Hércules C130, que estão dando suporte aéreo a força-tarefa que combate os focos de incêndio, também foram beneficiados com a nova direção dos ventos.

Mas ao Norte, no entanto, não se vê o horizonte e a planície pantaneira por conta da fumaça. Na região ocorrem focos em, pelo menos, cinco áreas.

Segundo o médico Rogério Leite, a região de Corumbá tem um aumento de 25% a 30% de doenças respiratórias, todos os anos neste período de seca e queimadas.  

“A cidade fica coberta de uma nuvem de fuligem. Com dois eventos graves ao mesmo tempo [queimadas e pandemia da Covid-19], além da seca própria do período, a situação pode ficar complicada”, explicou Rogério.

 
 

Segundo a médica pneumologista, Eliana Setti Albuquerque Aguiar, a fumaça quando inalada provoca irritação das vias aéreas, principalmente porque ela contém materiais poluentes.

A população mais afetada são crianças e idosos, além de pessoas com problemas cardíacos. Mas isto, segundo a pneumologista, não significa que ela não agrida outras pessoas, mesmo estando saudáveis.

“Quanto mais perto da fuligem, maior é o perigo. Inclusive para os bombeiros e os agricultores que moram próximo aos locais dos incêndios”, apontou Eliana.

De acordo com a médica, a fuligem pode bloquear o sistema de filtragem do ar, que são os pelos das narinas. Este bloqueio, popularmente chamado de nariz entupido, leva as pessoas a respirar pela boca, que pode levar o ar poluído diretamente para os pulmões.

Ações de prevenção

Não há como se prevenir contra as queimadas, mas existem formas de se proteger contra as doenças respiratórias.  

A médica pneumologista recomenda o uso intermitente de umidificadores, principalmente onde há crianças. Beber bastante água e, se possível, se afastar de lugares afetados pelo calor do fogo.

Outras providências, de acordo com Eliana, é tomar cuidado para não colocar fogo em lixos e ficar atento às bitucas de cigarros.  

“Mais do que nunca a população precisa ter consciência da situação que estamos enfrentando”, diz Eliana se referindo também a pandemia.  

“É preciso ter o distanciamento social, usar máscaras e aguardar a vacina. São cuidados que podem salvar vidas, principalmente, das pessoas que moram nas regiões afetadas pelas queimadas”, concluiu a médica.

 

Felpuda


Como era de se esperar, as pesquisas mexeram nos ânimos de candidatos, principalmente daqueles que apareceram com índices pífios.

E assim, muitos deles certamente darão novo rumo às suas campanhas eleitorais.

A maioria, é claro, tenta mostrar otimismo, e o que mais se ouve por aí é que “agora o momento será de virada”.

Como disse atento e irônico observador: “Tem gente por aí que poderá virar, sim. Mas virar gozação!”. Ui...