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EDUCAÇÃO

Videoaula na Rede Estadual divide opiniões entre estudantes

Alunos ainda estão em fase de adaptação da ferramenta
04/06/2020 12:30 - Bruna Aquino


 

A mais nova ferramenta da Rede Estadual de Ensino (REE) para as aulas a distância durante a pandemia de coronavírus – as videoaulas – ainda divide a opinião dos estudantes. Mato Grosso do Sul tem hoje 210 mil alunos em 365 escolas da rede estadual em 79 municípios do Estado.

O Ministério da Educação (MEC) homologou parcialmente o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) com regras sobre a educação na pandemia, suspendendo o trecho que falava sobre avaliações e exames, e mantendo a autorização para que as atividades remotas passem a valer como carga horária. Com isso, as escolas têm mais um recurso para cumprir o mínimo de horas letivas exigidos por lei. 

Hoje os alunos da rede estadual contam com plataforma on-line e ajuda a distância dos professores, no entanto, as aulas transmitidas pela televisão pela Rede MS Integração de Rádio e Televisão, grupo que controla a TV MS (afiliada da RecordTV) pelo valor de R$ 663,9 mil e também está na televisão aberta, divide opiniões entre alunos que de um lado gostaram da nova ferramenta, do outro, acreditam que não ajudam tanto no aprendizado. Há duas semanas, o governo ampliou a prorrogação da suspensão das aulas até 30 de junho conforme publicado pelo Diário Oficial do Estado.

Em Campo Grande, os alunos da Rede Municipal de Ensino (Reme) também contarão com a opção de acompanhar as aulas pela televisão durante a suspensão das presenciais que, segundo decreto, vai assim como o Estado até o dia 30 de junho, podendo ser prorrogado. Ao todo, serão oito horas de aula por dia e a ideia é que sejam transmitidas aulas de pelo menos duas disciplinas por dia, de manhã até a noite.

Aos 16 anos e cursando o Ensino Médio na escola Emygdio Campos Widal, a estudante Brenda Florêncio Oliveira Costa acredita que a ferramenta facilitou o aprendizado mesmo sem a ajuda de professores presenciais. 

“Agora que estamos tendo aula tanto pela TV aberta quanto on-line, está facilitando o acesso e o aprendizado. Depois do recesso, recebemos o nosso e-mail institucional, que tornou tudo mais fácil. Temos aulas ao vivo com os nossos professores, além das gravadas, que podemos assistir depois. O [Google] Classroom ficou mais organizado, porque não precisamos ficar logando as salas, além de ter uma boa interação com a escola, com todos os recados e informações repassados. Está bem melhor”, disse. 

Essa facilidade, na opinião da aluna Juliane Santos, 15 anos, que estuda na escola Silvio Oliveira dos Santos, não ajuda tanto. Ao Correio do Estado, ela conta que não se adaptou aos conteúdos repassados pela televisão por serem divergentes ao que ela está aprendendo no momento. “Eu recebi uma lista dos conteúdos que iria passar na TV, mas não apareceu o conteúdo que eu estou estudando para a prova, então acredito que estamos meio que perdendo nosso tempo, porque tem muitos conteúdos para estudar; acaba sendo conteúdo complementar”, explica a estudante. 

A estudante Thauany Ferreira, 16 anos, disse que não está assistindo às aulas pela televisão porque prefere outra ferramenta disponibilizada pela secretaria, por ser mais objetiva. “Eu só vejo pelo [Google] Classroom [plataforma on-line]. Eu prefiro porque é mais curto e explicativo, então eu foco em apenas uma”, disse. 

Mesmo com a suspensão, a Secretaria Estadual de Educação (SED) está preparando um protocolo, com orientações e normas de biossegurança para o retorno dos estudantes às escolas, se caso houver autorização do secretário de Saúde e de comitê que trata do assunto. 

Questionada pela reportagem sobre como ficará as transmissões, a secretaria informou que as teleaulas vão continuar pelo mesmo período de suspensão das aulas presenciais, mas se o conteúdo vai continuar sendo transmitido mesmo se as aulas voltarem — como material complementar — a opção será avaliada pela pasta nos próximos dez dias.

 

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!