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MAIS LETAL

Trânsito da Capital é o mais violento em quatro anos

Entre 1° de janeiro e ontem (19) foram 13 mortes, a diarista Lucimar Monteiro bateu sua moto e foi atropelada
20/02/2020 09:00 - Camila Andrade Zanin


 
Trânsito da Capital é o mais violento em quatro anos - CAMILA ANDRADE
 

O número de acidentes de trânsito com mortes em Campo Grande este ano - até ontem (19) - é o maior dos últimos quatro anos. É o que indica levantamento do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran). Desde o início do ano 13 pessoas morreram no trânsito da Capital. A quantidade só é inferior ao mesmo período de 2016, quando 14 pessoas perderam a vida em acidentes nas vias públicas da cidade.  

Para o chefe da Escola Pública de Trânsito, Marcos Alexandre, a maioria dos casos acontece por imprudência, negligência ou imperícia do próprio motorista. “São falhas humanas e nesse contexto podemos incluir a falta de atenção, que é um grande causador de acidentes, tanto em rodovias quando no perímetro urbano”.

No ano passado, entre o dia 1° de janeiro e 19 de fevereiro, onze pessoas morreram no trânsito da Capital, número que se repetiu em 2017 e em 2018. Se o trânsito está mais letal neste ano, o volume de acidentes está menor. Desde janeiro, o Batalhão de Trânsito verificou 601 ocorrências, enquanto no mesmo período de janeiro e fevereiro do ano passado, foram 1.024 acidentes.  

 
 

DIARISTA

Os dados revelados pela Polícia Militar já incluem o caso mais recente. Ontem (19),  a diarista Lucimar Souza Monteiro, 41 anos, morreu na Avenida Gury Marques, após colidir a moto que pilotava em um carro e depois em um caminhão. Ela acabou atropelada em frente a um radar perto da Faculdade Anhanguera, no Bairro Universitário. O motorista do carro envolvido fugiu.

Uma amiga de Lucimar - que muito abalada, preferiu não ser identificada - informou que ela fazia faxinas no período noturno em um condomínio de Campo Grande e voltava do trabalho para casa quando sofreu o acidente.

O trânsito estava intenso no momento da colisão, e o toque do retrovisor de um carro prata (provavelmente um gol, segundo uma testemunha) derrubou a motocicleta que ela conduzia e a arremessou para baixo do caminhão que transitava em baixa velocidade.  

No chão, Lucimar foi atropelada pela roda do caminhão. Um homem que seguia atrás dos veículos e testemunhou o acidente, acionou o resgate. Quando os bombeiros chegaram, a diarista ainda respirava. Antes do início do transporte para o hospital, porém, Lucimar não resistiu e morreu.  O caso será investigado pela 4ª Delegacia de Campo Grande.

Imprudência, vias danificadas e sinalização inadequada. A combinação desses fatores traça um cenário no qual motocicletas e ciclomotores protagonizam a maioria dos acidentes de trânsito no País. Em Mato Grosso do Sul, nos últimos 10 anos, os acidentes de moto mataram 3.198 pessoas e deixaram outras 47.518 inválidas. Os dados são do boletim especial Motocicletas e Ciclomotores Dez Anos, produzido pela Seguradora Líder e divulgado em agosto de 2019.

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!