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DOENÇA

Novo tipo de Zika vírus acende alerta

Pesquisador diz que não há motivo para pânico, mas para vigilância redobrada com água parada
30/06/2020 06:00 - Ricardo Campos Jr


Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) da Bahia identificaram a presença de uma linhagem diferente de Zika vírus no Brasil. Até agora, só haviam notícias da circulação da cepa asiática, causadora de um surto entre 2015 e 2016 no país. Contudo,foi identificada agora a presença do tipo africano, mais agressivo. 

Diante de algumas incertezas que pairam sobre o tema, e do risco de uma nova epidemia, é reforçado o alerta para cuidado com criadouros do mosquito que transmite a doença.

O doutor em bioinformática Artur Trancoso Lopo de Queiroz trabalha para a Fiocruz baiana e assinou um artigo científico sobre a descoberta com outros colegas. Ele deu detalhes sobre o assunto em entrevista exclusiva ao Correio do Estado.

“Não estamos lidando com um vírus diferente. É o mesmo, só que de uma linhagem diferente. Estudos mostram que o tipo africano é um pouco mais virulento que o asiático, ou seja, a doença que ela provoca é um pouco mais aguda, pode ser que tenha sintomas mais fortes”, explica Queiroz.

Pesquisas mostraram que a cepa recém descoberta no Brasil também tem potencial para causar microcefalia em bebês, outro ponto negativo na lista do que se conhece até o momento sobre ela.

 
 

DÚVIDAS

A principal pergunta que paira no ar sobre o tema é: quem já pegou o tipo asiático, pode ser infectado novamente pelo africano?

“Não sabemos ainda se os pacientes estão imunes, então se não tomarmos cuidado, podemos ter sérios problemas de novo, como àqueles do passado”, explica o bioinformata.

Segundo ele, temos todas as condições para que ocorra um novo surto, mas não temos certeza de que isso possa realmente acontecer. “Então não é para ficar com histeria, nem com pânico, até porque nós não nos livramos da Zika no Brasil. O que temos que ter e cuidado com mosquito”, afirma.

O Zika vírus de linhagem africana foi identificado graças a uma ferramenta que acessa bancos de dados genéticos. Até o momento, somente Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul tiveram a presença do agente. 

ESTATÍSTICAS

Conforme boletim epidemiológico mais rente divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul teve apenas 58 casos de Zika este ano. Em 2016, haviam sido 1.721 pacientes contaminados, conforme as estatísticas oficiais.

A incidência da doença é de 2,1 para cem mil habitantes. Essa situação leva a crer em uma aparente situação de controle, mas não é recomendado descuidar dos cuidados básicos, como evitar deixar água parada. 

Os sintomas da doença são: febre, conjuntivite não purulenta (sem pus), dores nas juntas, manchas pelo corpo.

 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!