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“A bandeira de fechamento do STF, pressão em cima de determinados parlamentares ou ministros do STF, intervenção militar: isso é liberdade de expressão”

Hamilton Mourão, vice-presidente, defendendo as manifestações a favor do governo.
08/06/2020 01:00 - Giba Um


“A bandeira de fechamento do STF, pressão em cima de determinados parlamentares ou ministros do STF, intervenção militar: isso é liberdade de expressão”  

de HAMILTON MOURÃO // vice-presidente, defendendo as manifestações a favor do governo.

 

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, terá de enfrentar o TCU, o Congresso Nacional e o Ministério Público Federal. Fez um acordo sem licitação ou chamamento público com a Cisco.

Mais: a empresa americana  atuou “para impulsionar a transformação digital”, no Brasil. Há denúncias de favorecimento da empresa e os critérios que levaram o ministério à escolha da Cisco ficaram no ar. 

 
 

Sob pressão

A cantora espanhola Rosalía, 26 anos, ganhadora já de prêmios Grammys está na capa da Elle. Em fotos feitas antes da pandemia pela fotograva Zoey Grossman, numa passagem pelo Estados Unidos. Em entrevista, ela revelou que existe uma grande pressão para que os artistas continuem produtivos neste momento. Ela está compondo bastante. “Estou tentando fazer coisas que ajudem a me manter mentalmente saudável, e isso inclui fazer música. Que ótimo! Mas não vou mentir. Há dias em que eu só quero ver série e comer um pacote de cookies.”. Impedida de voltar para Espanha, por conta do coronavírus, ela está em Miami, na casa de amigos e diz sentir muita falta da família. “Além de sentir falta da família e dos amigos em casa, a parte mais difícil foi ter que parar de repente, pois sou uma pessoa que está sempre envolvida em muitos projetos e viajando por todo lugar”.

Em causa própria

Como se o dinheiro estivesse sobrando, o governo vai buscar R$ 83,9 milhões do orçamento do Bolsa Família para reforçar gastos da Presidência com ações de publicidade institucional. É uma pequena fração das despesas totais do programa social que, contudo, tem uma fila de 430 mil famílias, que se cadastraram, mas até hoje não viram a cor do pagamento. Paulo Guedes argumenta que 95% das famílias atendidas passaram a receber o auxílio emergencial, cuja maioria ainda não receberam a segunda parcela. O que surpreende é que, em época de pandemia, onde se busca trocados para combater o coronavírus, o governo prefira irrigar a fatia de sua área de comunicação – com sua imagem descendo ladeira abaixo.

 
 

Provocando de novo

Em época de pandemia os artistas estão tendo que se reinventar. Anitta é uma delas. Já apareceu em uma live com Gabriela Prioli conversando (e tentando entender) sobre política. Ela vem fazendo muito sucesso com o programa Anitta dentro da Casinha, do Multishow onde, ela cria, roteiriza, dirige, opera câmera, canta, dança, atua e conversa com os convidados pelo celular. Para atrair o público para terceira edição do programa, postou fotos de lingerie. Contando com uma pequena produção para fazer o programa instalou na porta de sua mansão no Rio, um equipamento gigante (box neutralizador que já utilizado na porta de hipermercados, centros comerciais etc.) para desinfetar quem entrar lá.  

Sem solução

Chamado de traidor no começo do mandato de Bolsonaro por pretender seu cargo (era o começo do “gabinete do ódio), o vice Hamilton Mourão se retraiu, mas não foi totalmente abatido em suas movimentações. Cultivou relações com empresários, partidos e até sindicatos. A bordo de um avião da FAB passou a percorrer o país fazendo palestras. Os opositores do Capitão passaram a vê-lo como solução. Agora, com dois artigos no jornal mais tradicional do país e entrevistas, revela um lado surpreendente e assusta os apoiadores. E muitos dizem que, malgrado a rima do sobrenome, não é mais solução.

 

In – Chá de hibisco com gengibre

Out – Chá Mate com limão

 
 

Outra diplomacia

Depois de perseguir estudantes e professores e xingar ministros do Supremo Tribunal Federal, o ministro da Educação Abraham Weintraub conseguiu insultar a China, maior parceiro comercial do Brasil com uma postagem de cunho xenófobo em que debochava da dicção dos imigrantes chineses. Dias depois, irritou os israelenses ao comparar uma operação contra blogueiros de aluguel à Noite dos Cristais, que marcou o início do massacre de judeus na Alemanha nazista.

Onde vai parar

333 Dois eventos diferentes esperados – e um tanto temidos – por autoridades do governo Bolsonaro vem causando mais que preocupação. Por ordem cronológica – e não necessariamente por prioridade de atenção maior – tem o avanço do inquérito das fakes news e o início das manifestações populares contra o presidente da República. A cúpula do governo já sabe de onde surgiram esses riscos, mas não tem a menor ideia de quando irão terminar e onde irão chegar.

ALTA RENDA

Um terço das famílias A e B solicitou o auxílio emergencial de R$ 600 ao governo federal nos últimos meses – e 69% foram aprovados para receber o benefício. Isso significa que 3,89 milhões de famílias mais ricas tem algum integrante recebendo a ajuda criada para apoiar trabalhadores pobres na pandemia. São dados do instituto Locomotiva. O TCU, à propósito, já viu até 8 milhões de pagamentos indevidos do auxílio emergencial.

Barrado

Na tentativa de aproximação de partidos como PL e PTB, Jair Bolsonaro tem aceitado indicações para alguns cargos em estatais. Alexandre Borges Cabral o presidente relâmpago do Banco do Nordeste (não ficou nem 24 horas no cargo) foi indicação de Roberto Jefferson. Mas antes o PL, de Valdemar Costa Neto, havia indicado o analista do Banco Central Flávio Cals Dolabella, porque o Capitão havia prometido o cargo para a sigla. Seu nome não foi aprovado. Dolabella teve seu nome deletado por um ex-funcionário da Odebrecht, acusado de receber uma mesada de R$ 15 mil.

IDEIA FIXA

O governador Wilson Witzel está com mania de perseguição. Em menos de dez dias, solicitou duas vezes a varredura de seus telefones e e-mails. Não encontraram nada porque Witzel, à propósito, anda com boca mais fechado do pedaço. Em seu gabinete, aliás, ninguém entra com celulares. Na antessala tem uma cesta bem guardada por gente segurança.

Cenográfico

Deputados estaduais de São Paulo resolveram fazer um voo rasante no “hospital de campanha” instalado no Anhembi pela prefeitura e chegaram à conclusão de que é quase cenográfico. A montagem custou R$ 12 milhões, a manutenção custa outros R$ 10 milhões e continua fechado. Os deputados entraram no local à força e conferiram que, montado para receber 1.800 pacientes, só há condições para 10%% disso. Não há colchões e nem um só respirador.  E geladeiras ainda estão embaladas.

Fim do filme

Cineastas, atores e funcionários da Cinemateca Brasileira estão ameaçando fechar o órgão, que não tem dinheiro para pagar a conta da energia (o que ameaça de incêndio o que tem lá dentro), quanto mais salários. O Planalto desistiu de indicar Regina Duarte para lá porque não teria o que fazer e para onde fugir devido à dívida de R$ 11 milhões. O órgão era gerido por uma fundação que o governo tirou de lá e não injetou mais dinheiro provocando o esfarelamento da instituição.

OLHO VIVO

Nas redes sociais, multiplicam-se as recomendações em referência à próxima reabertura dos shoppings e ressalta-se um perigo dos sistemas de ar condicionado. Melhor seria esperar duas semanas para passar a frequentá-los. A maior parte dos sistemas de ar condicionado foi desligada sem qualquer outro procedimento, nem limpeza, gerando acúmulo de água de condensação dentro dos dutos, o que permite a proliferação de fungos, bactérias e outros patógenos. Podem causar danos à saúde, especialmente problemas respiratórios.

MISTURA FINA

  • O MINISTÉRIO da Saúde vai consultar a OMS sobre a possibilidade de enviar equipe técnica para acompanhar os novos testes com hidroxicloroquina em pacientes com covid-19 que serão feitos pela entidade. O filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal, poderá fazer parte da comitiva.
  • É COMO se fosse um filme reprisado várias vezes e com baixa audiência. A deputada Benedita da Silva já perdeu duas eleições para prefeitura do Rio, uma há 28 anos e outra há 20. Sua escolha como candidata em 2020 mostra que o PT hoje não tem nenhum nome forte para enfrentar a reeleição de Marcelo Crivella, que vem com apoio de Bolsonaro – e dos filhos, especialmente.  
  • É CADA vez mais difícil a convivência entre os generais do Planalto e Arthur Weintraub, irmão do ministro Abraham Weintraub e assessor especial de Jair Bolsonaro. Comparado a Arthur, dizem assessores, às vezes o titular da Educação é tido até como um sujeito moderado.
  • ANGRA 3 sofre novo apagão. Com a crise do coronavírus, o Ministério de Minas e Energia jogou a toalha, empurrando para 2021 o plano de retomada das obras. Estudos e tratativas com potenciais investidores foram suspensos. No momento, o projeto de R$ 15 bilhões está longe de ser uma prioridade.
  • PAULO Skaf trabalha para fragilizar o PSDB de João Doria. Está arregimentando prefeitos do interior para o Aliança pelo Brasil, futuro partido de Skaf, quando a sigla existir oficialmente. Jair Bolsonaro agradece – e lhe dará apoio em 2020 para o governo de São Paulo.
  • O PORTA-voz da Presidência, general Otávio Rego Barros, acaba de retornar ao trabalho depois de duas semanas se recuperando do covid-19.
  • CIRCULAVA nos corredores do Planalto a história de um suposto encontro, fora da agenda, na manhã de sexta-feira (29) entre Rodrigo Maia, João Doria e Alexandre de Moraes (STF) na casa do ministro.
  • O DIRETOR-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza vai promover uma dança de cadeiras nas representações da corporação no exterior, especialmente em países da América do Sul. São cargos estratégicos e voltados para o crime organizado e lavagem de dinheiro. Para surpresa geral, Bolsonaro não interferiu nessa questão.

(Colaboração: Paula Rodrigues)

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!