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GIBA UM

“A União não aguenta outro desse mesmo montante que por mês nos custa R$ 50 bilhões. Se o país se endividar demais, teremos problemas”

Jair Bolsonaro, defendendo parcelas menores para auxílio emergencial
24/06/2020 05:00 - Giba Um


Há pelo menos, 105 concursos públicos com as inscrições abertas em todo país: juntos, eles reúnem mais de 7,6 mil vagas. Há oportunidades para cargos de todos os níveis de escolaridade. 

Mais: só na prefeitura de Agreste Potiguar, no Rio Grande do Norte, chega a 500 o número de ofertas. Os salários chegam a R$ 17,1 mil na prefeitura de Luzerna, em Santa Catarina.

 

A União não aguenta outro desse mesmo montante que por mês nos custa R$ 50 bilhões. Se o país se endividar demais, teremos problemas”, 

de JAIR BOLSONARO // defendendo parcelas menores para auxílio emergencial.
 

In – Calça jeans: barra reta

Out – Calça jeans: barra degrau


 

 
 

Amante do surf

A atriz Isabella Santoni, 25 anos, está na capa e recheio da revista Mensch brasileira, com fotos feitas mais uma vez remotamente em seu apartamento. Em entrevista ela conta que sempre foi apaixonada pelo surf, mas como é de Nova Iguaçu, bem longe do mar só conseguiu realizar o sonho após se mudar para Rio de Janeiro, onde começou a aprender surf em 2017, quando conheceu seu atual namorado, Caio Vaz. Antes de começar o isolamento social, ela estava se preparando para viver uma jovem na série da Amazon Dom que contará a vida do traficante Pedro Machado Lomba Neto. Para não pirar na quarentena, criou uma rotina com prática de exercícios cognitivos, meditação, leituras diárias. E junto com alguns amigos criou a série Quarentenados no instagaram @quarentenadostv. Assim que tudo acabar a primeira coisa que irá fazer é abraçar os avós.

“Anjo” quieto

O advogado Frederick Wassef, antes que perguntassem, falou que nunca tivera o apelido de “anjo”, num momento de humor involuntário. Agora o “anjo” deixa a família depois de dizer que “ele e o presidente são uma pessoa só”. Bem depressa, Flávio Bolsonaro soltou uma nota alardeando que “a lealdade e a competência dele são ímpares e insubstituíveis” e que ele estava saindo contra sua vontade. Estava implorando, nas entrelinhas, pelo silêncio do “anjo”, que entrava no Planalto e no Alvorada sem bater a qualquer momento do dia. Frederick Wassef se aproximou de Bolsonaro depois de conseguir no Supremo Tribunal Federal uma decisão para paralisar as investigações de Flávio. Virou advogado pessoal com procuração até para acompanhar o caso Adélio (e não descobriu nada além do que foi investigado). Na campanha, ele não teve grande desempenho, embora sempre tenha demonstrado proximidade com o atual secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Fábio Wajngarten. A advogada Karina Kufa, aliada de Bolsonaro, garante que ele nunca advogou para o presidente.

 
 

Foto rara

A atriz Catherine Zeta-Jones, 50 anos, é uma das mais queridas de Hollywood. Mas desde que sua segunda filha nasceu (Carys Zeta Douglas, 17 anos), ela tem selecionado mais seus trabalhos e aparição em público são raras, principalmente depois que seu marido Michel Douglas, 75 anos, foi diagnosticado com câncer (já curado). Domingo em comemoração aos Dias dos Pais, comemorado nos Estados Unidos ela postou uma foto rara com o marido e os filhos ainda pequenos e o enteado. Seu último trabalho foi 2019, na série Queen America, da Netflix onde interpreta Vicki Ellis, uma das mais populares coaches de beleza feminina de Oklahoma.

Queiroz voador

A repórter Andréia Sadi entrevistava o advogado Frederick Wassef que dizia que “nem sabia que Queiroz estava na (sua) casa”. Aí, a repórter: “O Queiroz pulou o muro? Apareceu voando na casa do senhor? Ou foi levado por alguém?”. Wassef silenciou e as perguntas entraram para o folclore da imprensa nacional. Andréia, 33 anos, com uma carreira brilhante, já nasceu causando alvoroço: sua mãe deu à luz num carro porque não deu tempo de chegar à maternidade (moravam no Morumbi, em São Paulo). Fizeram bloqueio e o pessoal do ônibus ao lado até aplaudiu.


 

 
 

Bem guardado

Em temporada em Bangu 8, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, anda cabisbaixo, chora com facilidade e reza sempre que pode. Está numa cela sozinho, não conversa com ninguém e até toma sol em horário diferente. Todas essas providências foram tomadas por temer pela a vida do coordenador das “rachadinhas” que saberia de muito mais coisas do que pode supor a vã filosofia. Quando foi preso, Queiroz já colocou um colete à prova de balas.

Fogo nos olhos

Fora do mandato

Os generais Augusto Heleno, Luiz Eduardo Ramos e Walter Braga, embora continue no governo, dando suporte ao presidente, não topam defender malfeitos dos filhos de Bolsonaro. O caso Queiroz disparou o alarme: é grave e pode ter desdobramentos que cheguem ao Chefe do Governo, embora legalmente ele seja inalcançável. Mesmo que ele e sua mulher sejam incriminados em razão do dinheiro que Queiroz depositou na conta dela, o crime terá sido cometido fora do mandato e Bolsonaro só terá de se explicar à Justiça depois de terminado seu mandato.

CONTRA

Há um movimento nos Estados Unidos contra a indicação de Abraham Weintraub para a diretoria-executiva do Banco Mundial para um grupo de nove países, inclusive o Brasil. Dossiês tem sido distribuído entre demais integrantes do banco e até no mercado financeiro ligado às operações da entidade. O ministro Paulo Guedes, da Economia, que poderia interceder junto a esses grupos, já disse que não vai se manifestar. “Ele já deu muito trabalho”.

Família

Quando venceu no primeiro turno, em 2018, Jair Bolsonaro escreveu: “Defendemos a família”. Agora, analistas ironizam a frase do discurso do Capitão. Não estava mentindo. Em 28 anos, ele e seus filhos abrigaram mais de uma centena de pessoas com parentesco ou relação familiar. E nesses 20 meses de governo as iniciativas presidenciais foram balizadas pela proteção à parente e amigos. Na reunião ministerial de 22 de abril, Bolsonaro bradou pela defesa “de sua família e amigos”.

EDITORIAL

No dia em que a imprensa contabilizou 1 milhão de brasileiros contaminados pelo coronavírus e 50 mil mortos pelo Covid-19, o Jornal Nacional abriu com um editorial com forte teor emocional, ressaltando a dor pela perda em série e em tão pouco tempo de tantas vidas. E insinuou que caberá a Bolsonaro a “desonra” histórica e criticou negacionistas da Covid-19 e quem ataca a cobertura da imprensa. Feito sob medida para ao Capitão.

Vida boa

Abraham Weintraub terá vida boa em Washington, como um dos 40 diretores do Banco Mundial, que representará um grupo de países, que precisa referendar sua indicação. Embolsará US$ 200 mil por ano (R$ 1.050.760) ou seja, R$ 87. 563 mensais. Tem plano de saúde para toda a família. Representará também Colômbia, Equador, Trinidad e Tobago, Filipinas, Suriname, Haiti, República Dominicana e Panamá. Sua diretoria já foi ocupada por figuras do nível de Murilo Portugal, ex-presidente da Febraban.

“Salão Oval”

Bolsonaro montou no 2º andar do Planalto, embaixo de seu gabinete, uma estrutura totalmente voltada ao coronavírus. O Centro de Operações do Comitê da Crise do Covid-19 tem 153 técnicos de todas as esferas federais, incluindo representantes de ministérios e agências reguladoras, que se revezam 24 horas por dia. jornalistas batizaram de “Salão Oval” a Sala de Reunião Suprema, que é retangular e tem duas mesas côncavas para reuniões ministeriais. O Comitê instrui com informações em tempo real decisões que Bolsonaro possa adotar no combate à pandemia no Brasil. Do lado de fora, ninguém vê ações ou resultados desse comitê.

RENDA MÍNIMA

Depois do pagamento de mais duas parcelas de R$ 300 do auxílio emergencial, deverá surgir o Renda Brasil, resultado da fusão do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada, abono salarial (pago anualmente para quem recebe até dois salários mínimos e tem carteira assinada) e de outros programa de políticas públicas destinadas a melhorar a desigualdade de renda que o Brasil ostenta. Deverão fazer parte também o seguro-defesa (pago a pescadores no período em que a pesca é proibida) e a Farmácia Popular.

MISTURA FINA

- PARA quem gosta de números: o patrimônio líquido da União em 2015 foi negativo de R$ 1,4 trilhão, de R$ 2 trilhões em 2016, de R$ 2,4 trilhões em 2017, de R$ 2,4 trilhões em 2018 e de R$ 3 trilhões em 2019. Em 2019 houve um crescimento do patrimônio líquido negativo de 25% em relação a 2018.

- CONSEGUINDO permanecer no posto para o qual foi enviado a Washington ou não, o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub tem um projeto político, para o qual conta até com o apoio de Carlos e Eduardo Bolsonaro (e seu sistema digital que elegeu o Capitão com pouco dinheiro) e do guru de Richmond, Olavo de Carvalho. Ele quer tentar o Senado.

- ANTES de devolver ao Planalto a MP que permitiria ao ministro da Educação escolher reitores das universidades federais, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, consultou todos os líderes partidários. A medida teve unanimidade, incluindo partidos do Centrão.

- A REFORMA da política nacional de habitação, a cargo do ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Social, vai dar prioridade à construção de imóveis em áreas já dotadas de infraestrutura urbana, como hospitais e escolas.

- LEVANTAMENTO da InfoPrice mostra que os produtos principais da mesa do brasileiro, arroz e feijão, tem pesado no bolso da população durante esta pandemia. Os preços subiram. O arroz, por exemplo, teve um aumento de 8,52% na região Sul do Brasil. O feijão aumentou 18,61 no Sudeste. A região Norte foi a única que apresentou retração nos dois produtos, no arroz a queda foi de 3,07% e no feijão de 11,79%.

- AINDA sobre o levantamento da InfoPrice: mostrou que o leite teve um aumento de 9,26% na região Sudeste e os produtos de limpeza tiveram um aumento médio de 3% no Brasil. Já o álcool gel que foi o grande vilão no começo da pandemia, já começa ter seu preço reduzido em média 16%. A carne bovina também recuou cerca de 13%.

- CANSADO de ver o presidente Jair Bolsonaro em eventos públicos sem o uso de máscara de proteção, um advogado (identidade mantida em segredo) moveu ação civil pública que foi acatada pela Justiça Federal, que obriga o uso do item de proteção em locais públicos, assim como os funcionários que o acompanham. O descumprimento da medida implicará numa multa diária de R$ 2 mil.


 

Felpuda


Com trabalho suspenso, por causa da Covid-19, investigação parou sem ter começado e, agora, dois dos cabeças do grupo de trabalho estão “chovendo no molhado”. Assim, para continuar, digamos, em evidência, vêm divulgando sobre a “firmeza” de ambos em “dar continuidade”, tão logo acabe a pandemia que, assim como os resultados dos trabalhos, são incógnitas que só. Portanto, melhor seria aguardar o desenrolar dos acontecimentos para sair “cantando de galo”.