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CLÁUDIO HUMBERTO

“Acho que o país [Brasil] sabe o que fazer”

O diretor-executivo de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan
27/02/2021 08:30 - Cláudio Humberto


Pazuello cogita disputar o governo do Amazonas

Atingido pela “mosca azul”, o general Eduardo Pazuello parece ter adorado a ideia de auxiliares bajuladores para ingressar na política. Para um ministro da Saúde tão criticado, a meta é ambiciosa: disputar vaga no Senado em 2022 ou o governo do estado do Amazonas, onde mortes por falta de oxigênio foram atribuídas à sua suposta omissão e motivaram investigações na Polícia Federal e na PGR. A informação foi confirmada por dois assessores, mas o ministro se manteve calado.

Despachos e conchavos

O projeto de Pazuello ganhou força quando ele esteve em Manaus, para pilotar o combate à Covid-19, e manteve contato com os políticos locais.

Cuidando do eleitorado

A partir daí, Pazuello assumiu atitude política. Até anunciou que faria do Amazonas o primeiro estado com população totalmente imunizada.

Últimas notícias

Presidente não sabe

Ministros com gabinete no Planalto estão surpresos com o projeto de Pazuello. “Acho que o presidente não sabe disso”, afirmou um deles.

Boca de siri

Apesar de solicitado a comentar o assunto, por meio da sua assessoria, o ministro Pazuello não respondeu aos nossos questionamentos.

Senado vai investigar máfia dos combustíveis

O senador Otto Alencar (PSD-BA), novo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, promete não dar tréguas à máfia de distribuidoras de combustíveis. Também está decidido a investigar a Agência Nacional do Petróleo (ANP) pela suspeita resolução que criou o “cartório” para que as distribuidoras, atravessadoras no mercado, tenham a exclusividade no fornecimento de todos os combustíveis aos postos.

Denúncia de lobby

Otto Alencar tem lutado contra as distribuidoras de combustíveis, cujos métodos pouco ortodoxos causam repulsa no Senado.

Pressão poderosa

Ele contou à Rádio Bandeirantes que o lobby das distribuidoras tentou impedir o Senado de anular o cartório criado pela ANP.

Gaveta da vergonha

O Senado aprovou a anulação da resolução da ANP, mas na Câmara o lobby conseguiu que o então presidente Rodrigo Maia engavetasse o caso.

Inevitável

Governador do DF, Ibaneis Rocha disse que queria muito não precisar decretar lockdown na capital, mas seguiu as recomendações da área da saúde. “Nossa taxa de ocupação dos leitos já está em 98%”, lamentou.

Hora da diplomacia

O novo chefe de Comunicação do governo, almirante Flávio Rocha, ao contrário do antecessor, é um mestre do relacionamento. Tudo o que o ministro Fábio Faria (Comunicações) procurava para tocar a área.

Fogo de monturo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, não parece preocupado com o pedido de impeachment apresentado pelo senador Kajuru (Cidadania-GO). Deveria, é fogo de monturo. Questionado, ainda não se manifestou.

Maldição da burrice

Para o cientista político Paulo Kramer, a eterna juventude pode ser dom ou maldição. Alguns de seus contemporâneos do movimento estudantil não abandonaram espiritualmente o DCE. “Coerência? Não. Burrice”, disse.

Cooptação

Bolsonaro afirmou que os diálogos entre o procurador Deltan Dallagnol e colegas revelam crimes: houve tentativa de “cooptar” pessoas próximas para definir a escolha do procurador-geral da República.

Mãos a obra

Em visita a Tianguá (CE), Jair Bolsonaro e o ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura) oficializaram a retomada de três obras paradas há 10 anos. “Zeramos o passivo de obras paradas no estado”, disse Bolsonaro.

Fazendo vergonha

Ao comentar estudo da FGV que aponta o Rio Grande do Norte como o pior estado do Nordeste em educação a distância, o deputado Coronel Azevedo (PSC) disse que o resultado deveria “envergonhar a professora [petista Fátima Bezerra] que governa ou deveria governar o estado”.

Assim é, se lhe parece

Prefeito do auge da pandemia em Manaus, Arthur Virgílio agora cita avaliação de consultoria inglesa de que o Brasil enfrentou mal a Covid-19. Faltou citar o Reino Unido, que tem mais casos e mortes por habitante.

Pensando bem...

... mal avaliado, mas querendo entrar na política, Pazuello não foi mordido por uma mosca azul, e sim por um Aedes aegypti turquesa.

PODER SEM PUDOR

Questão de fé

José Sarney presidia o Senado, no governo FHC, quando uma jornalista contou que o então presidente afirmara no exterior que Deus havia sido bom com o maranhense, por lhe dar mais um ano de mandato quando ele era presidente. Sarney reagiu com fina ironia, aludindo ao ateísmo militante de FHC: “De fato, Deus é generoso com quem acredita nele...”.