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GIBA UM

“As forças servem ao povo brasileiro e não são instituições do governo. E a democracia brasileira não comporta um quarto poder”

de DIAS TOFFOLI, presidente do STF, sobre intervenção das Forças Armadas
11/06/2020 05:00 - Giba Um


“As forças servem ao povo brasileiro e não são instituições do governo. E a democracia brasileira não comporta um quarto poder”,  
de DIAS TOFFOLI // presidente do STF, sobre intervenção das Forças Armadas.

Levantamento do Instituto Orbis revela que 63,1% dos brasileiros acreditam que o Brasil já vive uma “ruptura institucional”, em razão de interferência dos Poderes em assuntos de outros Poderes.

Mais: e que todos os poderes ignoram os preceitos institucionais. Somente 16,2% negam ruptura enquanto 30,7% não sabem avaliar. No Sudeste 66,5% acreditam que o país vive “uma ruptura institucional”.

 
 

Em nosso lugar

Numa época onde a luta contra o racismo e a diferença social está em alta nada melhor do que uma representante da raça para explicar isso. A cantora e atriz Aline Wirley está na capa da revista Mensch e fala sobre o assunto. “Estamos exaustos de lutar e lutar e, ainda assim, vivermos em uma sociedade em que morre um jovem negro a cada 23 minutos no Brasil e isso ser normalizado como se não fizesse diferença. Precisamos estar conscientes de que sim, o povo preto é desumanizado e inferiorizado dia após dia. Precisamos que nossas vozes sejam ouvidas e que as pessoas tentem ao menos se colocarem uma vez na vida no lugar de uma pessoa negra”. Casada com o ator Igor Rickli com quem tem um filho, sabe que ele ainda sofrerá este preconceito. A jurada do The Four Brasil diz que a primeira coisa que irá fazer quando acabar a pandemia é “Correr para o mar. Que saudade da praia, de dar um mergulho, de curtir um dia de sol”.

Casos de família

O outro lado da família Bolsonaro é recheado de “casos de família”, onde alguns não suportam outros. A primeira-dama Michelle Bolsonaro não suporá a ex-mulher do marido, Rogéria, mãe de Eduardo, Flávio e Carlos. Já os três filhos de Jair não suportam Michelle. No Alvorada, não existe almoço de domingo em família. No máximo, um encontro entre pai e filhos, sem a presença de Michelle. E isso não é de agora: desde os tempos de namoro eles nunca se deram bem e Michelle nunca fez questão de amenizar essa situação. Ela é bem durona e a fama de machista de Jair Bolsonaro em casa é da boca para fora. Lá, quem manda é Michelle. Ela dá a última palavra e Bolsonaro aceita todas. É apaixonadíssimo pela esposa. Mais: a família Bolsonaro já trabalha na estratégia de comunicação da candidatura de Jair Renan Bolsonaro, o “04”, a vereador no Rio. Carlos Bolsonaro não deverá se candidatar à reeleição: quer trabalhar pela eleição da mãe Rogéria. Se ela for vice de Crivella, ele sai para vereador de novo.

 
 

Se virando

Em época de pandemia todo mundo está se virando como pode principalmente os artistas. Um exemplo disso é a cantora Perlla, 31 anos, que aproveita as suas redes sociais para mostra o resultado de 20 quilos a menos em looks ousados e divulgando algumas marcas em troca, é claro, de pagamentos sejam eles em dinheiro ou roupas. Solteira no momento, depois de oito anos de casamento com o músico Cássio Castilho com quem tem duas filhas, Pérola, de 8 anos e Pietra de 7 anos, garante que não tem pressa para um novo amor e aproveita o isolamento social com a filhas e para manter o corpo em boa forma.

BB: mudança

A privatização do Banco do Brasil não deverá ocorrer com a venda da instituição a um grande concorrente nacional ou estrangeiro – e sim pela pulverização de seu capital. O governo quer vender parte das ações que se encontram em seu poder e ficar com menos de 50%. Com isso, o BB deixaria de ser estatal, mas preservaria uma participação grande da União em seu capital. A área agrícola não será abandonada. Bolsonaro diz que tudo isso é um tema para 2023. Ou seja: Paulo Guedes não vai conseguir “a p... do banco” agora.

In – Louças: prato sousplat
Out – Louças: prato gourmet

 
 

Presentes

Sufocado em dívidas e com as contas bloqueadas por causa do processo contra Caetano Veloso, o ex-astrólogo Olavo de Carvalho pode receber um presente e tanto do ministro da Educação. Abraham Weintraub encomendou um livro didático para alunos do ensino médio da rede de escolas públicas, que tem tudo para ser “uma cartilha da catequese”. O mimo poderá render a Olavo dezenas de milhares de reais. A unidade das publicações compradas pelo Ministério da Educação anda em torno de R$ 7,00 em média.

Novo ministério

Bolsonaro consultou o PGR Augusto Aras sobre a viabilidade jurídica de nomear o delegado Alexandre Ramagem para a nova pasta da Segurança Pública. A nomeação seria uma vendeta sob medida do presidente contra o STF, que vetou a indicação de Ramagem para a direção da Polícia Federal. Uma vez no comando da Segurança Pública passaria a ter sob suas ordens a Polícia Federal, que seria automaticamente transferida para o novo ministério, assim como a Polícia Rodoviária Federal. Aliás, esse era o modelo da pasta de Segurança Pública no governo Temer.

PORTAS FECHADAS

Onyx Lorenzoni e Osmar Terra conversaram muito tempo a sós na semana passada e a julgar com os sorrisos exibidos no final da reunião eventuais ressentimentos ficaram para trás. Lorenzoni havia feito crítica ao cadastro de 15 programas sociais administrados pela Pasta  e no ano passado, Terra mandou fazer uma operação pente fino na relação de todos os benificiários.

Com ressalvas

O voto do ministro Bruno Dantas, do TCU, como relator das contas de 2019 do governo Bolsonaro será por sua aprovação “com ressalvas”. Ele deve enumerar irregularidades que se não foram criadas pelo atual governo, já deveriam ter sido extintas, com a desoneração da cesta básica, fixada em 2013 por Dilma Rousseff que custa R$ 32,3 bilhões por ano e só tem impacto de 0,1% na “redução das desigualdades”. Em 2019, essa desoneração custou mais caro do que todo o Bolsa Família ao custo de R$ 30,1 bilhões.

DESGASTE

Grande parte dos integrantes na ativa da Forças Armadas estão temendo o desgaste da categoria, principalmente do Exército perante a repercussão no Exterior sobre a mudança na divulgação de número pandemia do coronavírus no país, já revertido pelo STF. O temor se deve porque além do general Eduardo Pazuello estar à frente do Ministério da Saúde, há mais  25 militares atuando na pasta.

À distância

O Itamaraty tem informações de que a 50ª Assembleia Geral da OEA, em outubro, será realizada inteiramente de forma remota, a partir do QG da entidade em Washington. Toda a programação presencial previamente estabelecida será suspensa. Pelo Zoom ou qualquer aplicativo do gênero, a ver se o chanceler Ernesto Araújo vai se comportar melhor do que em sua última incursão na OEA. Em 2019, ele discursou por 20 minutos e deixou o evento sem participar dos debates multilaterais, como definia o protocolo.

Renda Brasil

Nos tempos de deputado, Bolsonaro sempre criticou o Bolsa Família. Dizia que o programa servia para levar “eleitores no cabresto”. Eleito, mudou o tom, passou a defender o Bolsa Família, embora tenha criado a fila do benefício. Agora, rebatiza o programa de Renda Brasil. Como é difícil ampliar o número de beneficiário, recorre a maquiagem. Graças ao auxílio emergencial de R$ 600, recuperou pontos nas pesquisas. Guedes diz que o coronavírus teve outra utilidade: “Aprendemos que havia 38 milhões de brasileiros invisíveis”. E tudo pela reeleição.

MAIS CUIDADO

Levantamento feito pela NZN mostra que com a pandemia os brasileiros começaram a tomar mais cuidado e verificar a veracidade das informações recebida. 52,5% dos brasileiros agora são mais cuidadosos, desses 39,2 buscam mais informações antes de repassá-las. Além disso, o levantamento também destaca que 31,7% dos entrevistados afirmam que estão sendo mais impactados pelas notícias, 23% se sentem ansiosos e somente 18% se sentem mais informados. 56,1% dos entrevistados dizem que acompanham as notícias sobre a pandemia em site de jornais e revistas, 51,2% pela TV e 31,4% por páginas de autoridades no assunto.

MISTURA FINA

  • O PSC tenta arrumar uma vaga para o ex-deputado André Moura no governo federal: seu nome já foi indicado para uma diretoria da Telebras. Seu ingresso está sendo encarado como atravessar a faixa de gaza da política. Até a semana passada, Moura era secretário da Casa Civil de Wilson Witzel.
  • DAMARES Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos vai processar Ciro Gomes. Em recente entrevista, Ciro, em seu habitual estilo chamou Damares  de “bandida”. E afirmou que o miliciano que atirou em seu irmão Cid Gomes durante a greve da PM no Ceará é “empregado contratado” de Damares. Há quem aposte, com ironia, que um debate eleitoral entre Ciro e Bolsonaro seria proibido para menores de 21 anos – e desarmados.
  • A VALE não tem do que reclamar da pandemia: já está vendendo minério com entrega para setembro a US$ 108, maior valor dos últimos dez meses. É sinal que não faltará dinheiro para a companhia pagar o valor adicional de indenização pelas mortes de Brumadinho, em negociação com o Ministério Público. Valor pode chegar a US$ 2 bilhões.
  • NESSES dias, o Ministério da Economia transferiu R$ 83,9 bilhões do Bolsa Família para a Secretaria da Comunicação. A verba iria para propaganda do governo. Agora, a pasta foi obrigada a voltar atrás. Não porque alguém tenha desistido da ideia, mas para evitar problemas com o Ministério Público e o TCU.
  • A EX-ministra Marina Silva já é conhecida por suas falações complicadas onde sempre acaba inventando expressões. Alguns viram moda, em ritmo de gozação. Agora, uma que pegou é “pedaladas pandêmicas”. Corre o risco de virar inscrição em camisetas.
  • O PRESIDENTE Jair Bolsonaro não perde mesmo a oportunidade de atacar a imprensa que ele julga ser contra seu governo. Na terça-feira (9) na sua tradicional conversa com imprensa, disparou ironicamente: “Não tá aqui a Globo... Saudade da Globo”. A emissora carioca não cobre suas declarações há duas semanas.
  • OS advogados de Dilma Rousseff estão pessimistas em relação ao pedido de indenizações da ex-presidente, presa e torturada durante o regime militar. A ducha de água fria veio com a decisão da Comissão de Anistia de cancelar, de uma vez só, 295 beneficiados. O julgamento do pedido de Dilma se arrasta desde o ano passado, com seguidos adiamentos.

Felpuda


Entre sussurros, nos bastidores políticos mais fechados, os comentários são que história apregoada por aí teria sido construída para encobrir o que realmente foi engendrado em conversa que resultou em negociata. 

O script foi na base do “você finge que é assim, e nós fingimos que acreditamos”. 

Batido o martelo, a encenação prosseguiu e, conforme o combinado, deverão ser apresentados novos episódios.

Ah, o poder!