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CLÁUDIO HUMBERTO

“Se Deus quiser, com tudo pronto, nós iniciaremos a vacinação”

Ministro Eduardo Pazuello (Saúde) prevê o início da imunização para o final de fevereiro
10/12/2020 08:14 - Cláudio Humberto


Maia não honrou acordo e na Câmara isso é fatal

A Câmara não é exatamente uma casa de pessoas virtuosas, mas honrar compromissos é um dos valores mais apreciados pelos deputados. E muitos conhecem o acordo que Rodrigo Maia fechou com Arthur Lira (PP-AL) há dois anos, no apartamento do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em São Paulo. 

Na ocasião, Maia prometeu apoiar Lira à sua sucessão, em 1º de fevereiro de 2021, caso o líder do PP desistisse da própria candidatura a presidente da Câmara, que era muito forte na ocasião.

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Acordo não honrado

O apoio do PP e centrão liderados por Arthur Lira consolidou a vitória de Rodrigo Maia em fevereiro de 2019. Mas ele nunca mais falou no acordo.

A Câmara sou eu

Maia fez da sua reeleição ideia fixa, apesar de inconstitucional, enquanto afastava-se de Arthur Lira até para não ser lembrado do compromisso.  

Estratégia errada

Além de focar na reeleição ilegal, Maia estimulava candidaturas de centro, tentando dividir o “eleitorado” de Lira. Mas a estratégia falhou.

Tentativa de desqualificar

Maia correu o risco de ser chamado de mentiroso, ao atribuir o projeto político a Bolsonaro. Toda Câmara sabe que Lira é candidato há anos.

Demissão de ministro estava prevista para janeiro

O presidente Jair Bolsonaro já avaliava eventual reforma ministerial no início da segunda metade do seu governo, em janeiro. Por isso, a demissão do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, ocorre antes do previsto. 

Era dada como certa, mas não por influência do ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, que o ex-ministro chamou de “traíra”, e sim por decisão do próprio Bolsonaro.

Aposta perdida

No Planalto, a certeza é que Bolsonaro pagou preço alto ao não demitir o ministro do Turismo por ocasião do escândalo das candidaturas “laranja”.

Lorota de despedida

O ex-ministro sai mal, atacando e ainda contando a lorota de que teria sido praticamente o responsável pela vitória de Bolsonaro em 2018.

Ele tem codinome

Bolsonaro se livrou de um ministro que não tem nome que divulga. Seu verdadeiro nome é Marcelo Henrique Teixeira Dias.

Falta o governo investir

O experiente ex-ministro e professor Delfim Netto tem criticado o governo Bolsonaro por não promover investimentos públicos na medida do que é necessário. “Isso estimularia o investimento privado”, lembra.

Arrumando gavetas

Faltam treze dias para o fim do reinado absoluto de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre na Câmara e no Senado, respectivamente. E com dois fins de semana no meio. A dupla já pode começar a esvaziar gavetas.

Nada de concreto

“Todo pilantra, canalha, incompetente e sem saber o que fazer no parlamento ou na vida, vira defensor dos fracos e oprimidos, de concreto nada”, disparou o deputado José Medeiros (PSD-MT) nas redes sociais.

Altos e baixos

O banco Modalmais fez recomendações de ações para 2021. Entre as de “alto risco” está a JBS, estrela da Lava Jato, cujas ações, segundo o levantamento, não têm o mesmo desempenho dos balanços da empresa.

Bom para o país

Para o ministro Fabio Faria (Comunicações), o anúncio da concessão de 22 aeroportos para a iniciativa privada, é uma “excelente notícia para o País” e parabenizou o ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura).

Trocado de gigante

O Ministério Público Federal anunciou ontem um acordo de leniência com a gigante Philips: a empresa vai pagar R$60 milhões e revelar fatos ilícitos praticados no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, na Secretaria de Saúde do Rio e no Ministério da Saúde.

RB na liderança

A Rádio Bandeirantes se consolida como a principal emissora de rádio do grupo, em São Paulo, de acordo com nova pesquisa do Ibope que mediu audiências de novembro. Disputa a liderança com a Jovem Pan.

Direitos recentes

A Declaração Universal de Direitos Humanos completa (apenas) 72 anos nesta quinta-feira (10), data na qual a primeira versão foi aprovada e adotada em 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

Pensando bem...

...é ideia é matar o coronavírus na bala.

PODER SEM PUDOR

As fichas da PTpol

Em 1995, Esperidião Amin era o novo presidente do então PPB quando contou ao então presidente do PT, José Dirceu, a história de Joca da Penha, prefeito catarinense nos anos 1960. Ele tinha problemas nas contas da prefeitura quando alguém foi à sua casa dizer que um incêndio consumia a prefeitura. 

“Deixa queimar”, respondeu Joca, aliviado, “ano novo, vida nova...” Depois de contar a história, Amin pediu: “Faça um favor, Zé: agora que presido o PPB, como ex-chefe da “PTpol” mande queimar as fichas falando mal de mim. Afinal, cargo novo, vida nova.” José Dirceu, ainda poderosos, apenas sorriu.