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“Confusão ontem viu? Que eu falei quebrado? Não, o Brasil está bem, uma maravilha”

de JAIR BOLSONARO // ironizando sua própria fala do dia anterior
08/01/2021 05:00 - Giba Um


Confusão ontem viu? Que eu falei quebrado? Não, o Brasil está bem, uma maravilha”, de JAIR BOLSONARO // ironizando sua própria fala do dia anterior.

Não é razoável afirmar que estejamos sob uma sociedade pactuada se metade dos adolescentes estão fora do ensino secundário, e onde  35 milhões de pessoas não possam ter acesso à água tratada.  

Mais: onde 100 milhões de uma população de 210 milhões não tem coleta de esgoto. O pior: os números compilados pelo Instituto Data Brasil a partir de dados oficiais, referem-se apenas às cidades maiores.

In – Milkshake de paçoca

Out – Milkshake de cerveja

 
 

Marina internacional

A atriz Marina Ruy Barbosa, 25 anos está fora da TV desde que interpretou Luz em O sétimo guardião, vive um momento único de sua vida. Ela foi para os Estados Unidos para estudar, mas por causa da pandemia voltou ao Brasil e aproveitou para lançar sua grife Ginger que vai muito bem. 

Agora tem seu lado empreendedor reconhecido internacionalmente é capa e recheio da revista britânica LifeStyle Magazine onde fala um pouco  de como consegue conciliar tudo. 

“Acredito que toda mulher é muito plural, tem muitos lados e versões dentro de si. O lado empreendedora só veio para somar aos outros e aprender com os demais. Sempre gostei de me tirar da zona de conforto, isso faz parte de quem eu sou. Entrar nessa jornada de empreendedorismo foi um caminho natural e me sinto mais completa com esse novo papel”. 

Ainda agradeceu a publicação por despertar seu lado leoa. Mais: ela está cotada para viver a vilã na novela Além da Ilusão, mas garante que quer posicionar sua marca no mercado da moda.

Comédia de erros

Parece “comédia de erros”, tipo de gênero do teatro, onde tudo acontece de errado por conta de algum personagem especializado em fazer as coisas não darem certo. 

E descobre o erro, para gargalhada da plateia, justamente quando está em jogo qualquer medida certa que não tinha sido tomada. É Bolsonaro, admitindo não comprar seringas depois que as vacinas estão chegando. 

Vai comprar, está caro e ele para tudo para começar de novo. Aí, entra em cena o segundo personagem que vai à televisão dizer que as seringas serão compradas quando os preços voltarem à normalidade. 

E todas as regiões receberão vacinas e seringas. Sem pressa, o governo não tem pressa, após o fracasso da licitação para comprar 331 milhões de seringas destinadas à vacinação pelo Ministério da Saúde.

 
 

Maitê se reinventando

Assim como outras celebridades, Maitê Proença, 62 anos teve que se reinventar por causa da pandemia. Longe da TV desde 2016 e depois de altas críticas a sua antiga emissora Globo, se dedicou ao teatro e a projetos para TV fechada (seu último trabalho foi Miranda, uma jornalista lésbica na segunda temporada de Me Chama de Bruna, da Fox). 

Agora usa seu Instagram para falar sobre diversos assunto e sua live com a peças O Pior de mim fez muito sucesso. Uma de suas últimas postagens aparece de maiô legendou: “Brincando de fotografar”, que resultou em milhões de elogios e 23 mil curtidas. 

Lendo é melhor

De repente, o general Eduardo Pazuello, transformado em ministro da Saúde, vai à televisão, em horário nobre, contar a novela das seringas, como quem estivesse narrando os problemas do episódio. 

E mais não fala muita coisa, além de dizer que todo o país será vacinado, que receberá as seringas, “tudo uma maravilha”, como ironizou o próprio Bolsonaro. Pazuello, a propósito, está estreando no equipamento de teleprompter.

 O discurso é aprovado antes e lido depois e impede de dizer quaisquer bobagens.

 
 

De longe

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, gostou de sua aparição no horário nobre da televisão. Falou necessariamente o que tinha de falar – e que estava escrito. Com isso, ele quer se manter distante de eventos públicos e demais contatos com a imprensa. 

Pazuello não tem todas as respostas para as perguntas que os jornalistas querem fazer.

“Maravilha”

Mesmo Bolsonaro tendo chamado o Brasil de “maravilha” (no lugar de “quebrado”), ele poderia ser o único em condições de mudar o país garantindo a situação de quebradeira nacional. 

A União apresentou patrimônio líquido negativo de R$ 1,4 trilhão em 2015, de R$ 2 trilhões em 2016, de R$ 2,4 trilhões em 2017 e 2018 e de R$ 3,6 trilhões em 2019, quando houve crescimento líquido de 25% em relação a 2018. 

O governo comemora que, em apenas um ano, aumentou nosso buraco (patrimônio líquido negativo ou passivo descoberto) em R$ 600 bilhões, ou seja, 25% maior do que 2018. E sem coronavírus.

RETOMADA

Depois de nove meses e R$ 298 bilhões em pagamentos, o auxílio emergencial chega ao fim, deixando em aberto como a economia reagirá sem esse aditivo. 

À frente da operação, que atendeu 67,9 milhões de pessoas, Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica, diz que não vê impacto relevante porque já enxerga uma retomada da economia e de empregos. Detalhe: Bolsonaro queria continuar e Paulo Guedes brecou.

Resistência

Rodrigo Maia tem encontrado resistência para viabilizar Baleia Rossi na disputa da presidência da Câmara. Candidaturas a presidente do Congresso são avulsas, não se subordinam a conchavos de líderes, como o de Maia. 

A característica do “avulsa” explica a candidatura de Fábio Ramalho (MG) ao posto mais alto da Câmara. Ele é do MDB, partido de Rossi. Já Arthur Lira (PP-AL) está percorrendo o país e “visitando” eleitores, como deputados do DEM de Rodrigo Maia e do MDB de Rossi.

PLENÁRIO VIRTUAL

3Impulsionado pela pandemia, o número de decisões proferidas pelo plenário virtual do Supremo teve um aumento de quase 53% em 2020. Nesse ano, foram 5.488 ante 3.587 em 2019. 

Os ministros agora estão defendendo a abertura de um debate sobre o tema que passe pela hipótese de limitar a realizações de sessões por meio eletrônico. 

Fumaça

Segundo informações do Ministério da Agricultura, a área de cultivo do tabaco no Brasil vai cair 6% na safra 2020/2021. É uma consequência da postura da Philip Morris e sobretudo, da Sousa Cruz, que têm pressionado os agricultores com preços cada vez mais baratos. 

Parte dos produtores têm trocado o plantio de fumo por milho e soja, bem mais rentáveis.

200 anos

A última vez que o Capitólio, dentro do Poder Legislativo dos Estados Unidos, foi invadido aconteceu em 1814. Os britânicos tomaram o local após o início, em 1812, da Guerra Anglo-americana, de caráter comercial e colocaram fogo no prédio. 

Trump conseguiu algo que não acontecia há mais de 200 anos. Detalhe: durante a Guerra Anglo-americana é que nasceu o “Tio Sam” (imagem), uma espécie de símbolo nacional.

VIOLÊNCIA

Ainda a invasão do Capitólio, centro do Poder Legislativo dos Estados Unidos, lembra embates com direito a ocupação de prédios, quebra de estrutura e equipamentos e por aí vai, só que o brasileiro jamais imaginava que essas coisas acontecessem nos EUA, em Washington. 

Trump convocou o ataque depois viu o desastre e pediu “paz’ e finalmente, recomendou a seus extremistas que deixassem o local. 

O Capitólio trabalha agora com força de segurança redobrada e esquema que impediria nova invasão, coisa de “república de bananas”, como disse um congressista.

MISTURA FINA

  • O PRESIDENTE Jair Bolsonaro queria telefonar para Donald Trump, enquanto acontecia a invasão do Capitólio. Foi desaconselhado por assessores, especialmente da área militar. Alguns mais irônicos diziam que o máximo que Bolsonaro conseguiria dizer a Trump seria “Não consigo fazer nada”.
  • INDEPENDENTE da violência e dos ataques defendidos com gás de lacrimogêneo, desde a eleição de Joe Biden, o embaixador brasileiro em Washington, Nestor Forster Jr. não abriu interlocução com altas lideranças democratas como seria a praxe diplomática.
  • NO Planalto, o desembargador Ney Bello Filho, do TRF-1, desponta como o mais cotado para substituir o ministro Napoleão Maia Nunes Filho, que se aposentou no fim de 2020. Sua nomeação poderia ser algo de afago de Jair Bolsonaro ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • O PROCURADOR-geral da República, Augusto Aras, colocou uma camisa de força na Operação Greenfield. Desde que o PRG nomeou o procurador Carlos Três para comandar a tarefa, em novembro, praticamente nenhuma investigação avançou.
  • BOLSONARO já fala em despejar do cargo o ministro do Turismo, Gilson Machado, que assumiu há cerca de um mês. A troca abriria espaço para uma indicação do Centrão. Restaria a Machado a honra de seguir participando das lives de Bolsonaro, com sua inseparável sanfona.
  • SE eleito presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira começa a pagar os préstimos de Jair Bolsonaro: coloca o projeto de lei de excludente de ilicitude em votação ainda neste semestre. É aquele projeto que limita eventuais punições a policiais e militares em caso de mortes em serviço.
  • OS 12 mil livros da biblioteca particular do ministro aposentado Celso de Mello, do STF, estão em Tatuí, interior de São Paulo, sua cidade natal, no escritório de advocacia dos amigos Rubens do Amaral Lincoln e do filho Cícero. São revistas, livros e registro de 31 anos de atuação no Supremo.
  • BALEIA Rossi tem vigiado de perto os movimentos de Luciano Bivar, presidente do PSL, ex-partido de Bolsonaro. Rossi confia desconfiando do apoio de Bivar a sua candidatura à presidência da Câmara.
  • PESQUISA divulgada no jornal La Nación, de Buenos Aires, mostra que 76% dos argentinos estão insatisfeitos e 61% fazem avaliação negativa do presidente Alberto Fernández. Jair Bolsonaro adorou.