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CLÁUDIO HUMBERTO

Ministro Gilmar Mendes (STF): “Consagra a força das nossas instituições”

Ministro Gilmar Mendes (STF) sobre o segundo turno das eleições municipais
30/11/2020 07:30 - Cláudio Humberto


Apesar de Boulos, esquerda toma sova das urnas

O apoio do ex-presidiário Lula foi decisivo no segundo turno das eleições municipais, mas no sentido negativo. Das 18 disputas (15 do PT) citadas pelo petista nas redes sociais para pedir votos, os candidatos do petista ganharam em apenas cinco. 

A derrota do PT se somou aos maus resultados dos principais partidos de esquerda, que saíram das eleições deste ano com cerca de 370 prefeituras a menos, em relação a 2016.

Mais um pouco, acaba

Partido parceiro do PT, o PCdoB de Manuela D’Ávila amargou a pior derrota dentre todos os partidos de esquerda.

Desempenho modesto

Apesar da votação de Boulos, o Psol também teve desempenho modesto, exceto pela eleição de Edmilson Rodrigues em Belém.

 A volta do pé-frio  

Conhecido pela temperatura baixíssima do próprio pé, o ex-presidente não impediu que o PT perdesse 30% das “suas” prefeituras.  

Prêmios de consolação

Nas mineiras Contagem e Juiz de Fora, além das paulistas Diadema e Mauá, o favoritismo passou longe e tiveram vitórias petistas apertadas.

Eleição em Maceió derrota domínio do coronelismo  

A eleição municipal de 2020 derrotou um dos últimos “coronéis” da política no Nordeste: candidato do senador Renan Calheiros e do filho que governa Alagoas, Alfredo Gaspar tomou uma goleada do jovem deputado JHC (iniciais de João Henrique Caldas), do PSB, que somou quase 60% dos votos. 

Não foi fácil. Não foram poucas as denúncias do “rolo compressor” do coronelismo contrário, que inclui relações muito especiais do clã Calheiros com integrantes da Justiça Eleitoral.

Palanque na PM

Há dias, o “clã” que domina Alagoas levou seu candidato a um evento da Polícia Militar, cuja missão no dia da votação é impedir crimes eleitores.

Não deu outra

Neste domingo (29) foram registradas muitas denúncias, impunes, de transporte de eleitor e boca de urna, práticas habituais do coronelismo.  

Segunda maior derrota

Outra derrota do coronel de Alagoas ocorreu na segunda maior cidade, Arapiraca, onde o ex-aliado e novo inimigo Luciano Almeida foi eleito.

Um goiano gaúcho

Mais de 40 anos depois de chegar a Porto Alegre, sem ter onde dormir e sem dinheiro no bolso, o goiano de Piracanjuba, Sebastião Melo (MDB), tem fama de lutador. Ontem foi eleito prefeito da Capital gaúcha.

Vitória de um sobrevivente

Bruno Covas (PSDB) é um sobrevivente: ocupando o cargo, enfrentou o câncer e contraiu covid. Superou problemas de saúde e também a rejeição dos paulistanos a seu principal apoiador, João Doria.

Bye, bye, Alagoas

Com a vitória de Eduardo Paes (DEM) no Rio, o governo de Alagoas deve perder o secretário de Fazenda, George Santoro, no cargo desde 2015. Paes deve convidar Santoro para a área de Finanças.

Virada manauara

Manaus protagonizou a única virada relevante, na apuração dos votos deste domingo. O veterano Amazonino Mendes largou na frente, mas faltou fôlego. Davi Almeida acabou eleito com 51,2% dos votos.

Prefeito do Novo

Exemplo único de “outsider” vencedor nas eleições de principais cidades este ano, Adriano Silva se tornou o primeiro prefeito eleito pelo partido Novo e vai governar a cidade de Joinville (SC) nos próximos quatro anos.

Estranha lentidão

Duas horas depois de iniciada a apuração, São Paulo já havia contado 93% dos seus 15 milhões de votos, enquanto Maceió se arrastava, com 70% dos votos dos seus 222 mil eleitores. Coisa mais estranha.

Abstenção elevada

Em São Paulo, 30,8% dos eleitores não votaram. Foram 2,72 milhões de eleitores que se abstiveram, parcela maior da população do que aquela que votou em Guilherme Boulos (Psol), que teve 2,13 milhões de votos.

Sucesso Black Friday

Antes do fim do dia na sexta, levantamento Neotrust/Compre&Confie já apontava quase R$ 4 bilhões de receita do comércio eletrônico, em quase 6 milhões de vendas durante das promoções de Black Friday.

Pensando bem...

...os resultados das eleições mostram que, em 2022, o principal adversário de Bolsonaro continua sendo ele mesmo.

PODER SEM PUDOR

É proibido ser sincero

Já preparando o terreno de sua futura candidatura, Jânio Quadros aceitou em 1955 coordenar a campanha de Juarez Távora (UDN) a presidente. “Governador, estamos sem dinheiro...” – disse-lhe Juarez, certa vez. 

Dias depois, Jânio assistiu, desolado, o candidato discursar a um seleto grupo de endinheirados doadores: Juarez atacou os empresários, acusando-os de ambição desmedida e de apreço pelos favores oficiais. Todos foram saindo, um a um. “Quem mandou ser tão sincero?”, gritou Jânio ao candidato.