Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

GIBA UM

“É ofensivo às Forças Armadas alguém dizer que vai haver ruptura e que vai haver golpe. É ofensivo, não é aceitável. Minha geração é radicalmente democrática”

de LUIS EDUARDO RAMOS, secretário do Governo, sobre a cena nacional.
05/06/2020 06:00 - Giba Um


“É ofensivo às Forças Armadas alguém dizer que vai haver ruptura e que vai haver golpe. É ofensivo, não é aceitável. Minha geração é radicalmente democrática”,  
de LUIS EDUARDO RAMOS // secretário do Governo, sobre a cena nacional.

Apesar aumento de pacientes acometidos pelo coronavírus, os hospitais privados brasileiros projetam queda da receita entre 30% e 40% neste ano devido ao cancelamento de outros procedimentos médicos.

Mais: o grupo formado pelos 122 melhores hospitais privados do país estima encerrar o ano com faturamento de R$ 30,6 bilhões, o que representa uma queda de 30% em relação a 2019 que teve aumento de 9% referente 2018.

 
 

De volta as raízes

A modelo plus size Ashely Graham, 32 anos, que começou sua carreira ao aparecer em 2010 na Bust (a publicação não existe mais) está na capa da Harper’s Bazaar UK. Fotografada pelo marido Justin Ervin, no meio do campo. Assim que começou a pandemia, ela resolveu voltar para seu Estado natal, Nebraska, deixando Nova York para trás e garante que só sai dela quando tudo tiver acabado. Em sua casa de campo, só está ela, o marido, seu filho Issac, de 5 meses, sua mãe Linda e seu namorado Michel. As fotos retratam como está sendo o seu dia-a-dia, simples. Nas fotos, todos ajudaram e Graham parece com pouca maquiagem e com os cabelos que deixou secar naturalmente. Sobre a experiência, ela fala: “O lado positivo está sendo todos os momentos especiais e incríveis com Issac, e nostalgia de estar com meu filho na casa onde cresci”.

A hora e a vez

Grupo de empresários paulistas e cardeais políticos de centro e centro-esquerda estão conspirando nos horários noturnos. O mais entusiasmado dessa articulação é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – e não é de hoje. São elites pró-impeachment para as quais só existe uma saída razoável: o vice Hamilton Mourão. O general é um dos principais interlocutores junto às Forças Armadas e quase sócio honorário do Alto Comando. É o único que pode dizer, com todas as letras, “não vai ter golpe”. Mas ele sabe que o Artigo 142 não sai da cabeça de Bolsonaro: convocar as Forças Armadas para “colocar ordem no Congresso e Judiciário”. Nesses dias, o general Mourão desistiu de ser moderado em novo artigo. Chamou manifestantes contrários de “delinquentes”, atacou a imprensa e aderiu à campanha contra Celso de Mello, do STF. Ligou os ativistas pró-democracia (o Movimento Estamos Juntos cresce a cada dia) ao “extremismo internacional” e incentivou a repressão. “Baderneiros são casos de polícia, não de  política”. Parece travestido de Bolsonaro e o bloco conspirador ficou assustado. Acham que é uma manobra do general para se isentar de acusações de “traição”, lá na frente.

 
 

Novo papel

O ator Ary Fontoura, 87 anos, está se tornando o queridinho nesta época de isolamento social. Virou praticamente um influenciador digital. Com pouco mais 700 mil seguidores no Instagram, ele tem levado diversão e descontração em cada post. “Meu perfil é leve, democrático e vive do cotidiano que me inspiram. Tem sido um trabalho árduo de conquista de público porque não tem fake, todos que me seguem são reais.”. Ele já postou receita de cocada, dicas de exercícios, bolo de laranja recém-saído do forno, tomando sol sem camisa. Na última delas, posou cercado de bichos de pelúcia desejando bom dia.

“Novo normal

Os jornais publicam recordes na área do coronavírus, mas Paulo Chapchap, diretor do Sírio-Libanês, afirma que há “desaceleração na curva de contaminação”. “Percebemos nitidamente que há uma mudança na inclinação da curva, que ainda é ascendente, mas com uma aceleração menor do que antes”. Saindo da quarentena, Chapchap diz que a população terá de se habituar com  “o novo normal”: uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social.

In – Camisetas tie dye
Out – Camiseta estonada

 
 

Segurança

O ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, revogou ações para “passar a boiada” e reforçou sua segurança. Está alugando por R$ 1 milhão SUVs blindadas para circular em Brasília e São Paulo. São pretas, automáticas com painel digital. A ideia é Salles andar numa com motorista e segurança  e atrás  outra igual só com seguranças. E Salles reforçou também a equipe de segurança pessoal. Tem recebido ameaças.

Recorde

A decisão de exonerar o recém-nomeado presidente do Banco do Nordeste (menos de 24 horas) irritou os novos aliados de Bolsonaro que queriam indicar outro nome. Mas Alexandre Borges Cabarl, diretor-relâmpago, foi sugerido pela equipe econômica para ser apadrinhando pelo PL. Agora, dizem os parlamentares do PL, se poderá colocar na conta do partido indicação de um nome que não foi sugerido pela legenda e acabou derrubado em tempo recorde.

EX-FUTURO

Dificilmente, o ministro da Justiça, André Mendonça, ganhará cadeira no STF. Pode até ser indicado para a vaga por Bolsonaro, mas depois da aberração que produziu, em forma de um habeas corpus em favor do colega Abraham Weintraub, a coisa complicou para ele. Primeiro, será detonado pelos próprios ministros; depois, vai ter de se explicar no Senado onde será sabatinado. Não há explicação para o seu caso.

Tudo dominado

A aprovação da MP 918, que reestrutura as funções da Polícia Federal é vista por uma ala da corporação como uma faca de dois gumes. De um lado, serve de calço para compensar a fata de um plano de carreira e corrigir distorções salariais; de outro, será um térreo fértil para aparelhamento da instituição. O delegado Rolando Alexandre de Souza, comandante da PF, terá a possibilidade e preencher até 516 novos cargos de confiança. Com Bolsonaro ao lado, claro.

CAMISA DE FORÇA

A decisão da Comissão de Ética da Presidência de impor a Luiz Henrique Mandetta uma quarentena remunerada por seis meses foi interpretada por seus aliados como uma camisa de força costurada sob medida para os interesses de Bolsonaro. Impedido de atuar na iniciativa privada, Mandetta será uma vitrine menor para aparecer no combate à pandemia.

Não consegue

O general Braga Neto, da Casa Civil, que vinha ocupando um cargo de “interventor soft” junto ao governo e especialmente junto, a Bolsonaro, está perdendo espaço. Não consegue segurar os repentes e atitudes furiosas do Capitão, mesmo que depois reconsidere e tente suavizar. Braga Neto concorda que Bolsonaro é muito intempestivo e “quando baixa o santo” ninguém segura. Havia sido avisado disso, mas acreditava no seu taco. Agora, está sem taco.

A favor

Enquanto países da Europa proíbem o uso da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes infectados pelo  coronavírus, Carlos Wizard, que foi o escolhido para assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, diz que é favor do uso do medicamento, não só nos pacientes mas também em familiares e pessoas que tiveram contato com o infectado.  Para quem não sabe: Wizard foi o fundador da rede de escolas de inglês (e outras línguas) Wizard, que foi vendida em 2013 para a Pearson PLC por R$ 2 bilhões, fazendo com ele entrasse na lista dos bilionários brasileiros. Assim como Bolsonaro, Carlos Wizard não tem formação médica.

PEDIDO DE AJUDA

Representantes do setor siderúrgico pediram ao presidente Jair Bolsonaro que converse com o americano Donald Trump a fim de flexibilizar um sistema de cotas no qual os Estados Unidos enquadram o aço brasileiro há dois anos. Uma hora depois do encontro, Bolsonaro telefonou para Trump. Segundo a agenda oficial do Planalto, os dois presidentes ficaram por meia hora no telefone. Falaram muito de coronavírus e pouco de aço.

MISTURA FINA

  • JAIR Bolsonaro resolveu separar, de novo, a Segurança do Ministério da Justiça e criar novo ministério que, no governo de Michel Temer, foi muito elogiado. E o titular da nova pasta será Alberto Fraga, ex-deputado federal e coronel da reserva da PM do Distrito Federal – além de amigo pessoal de Bolsonaro.
  • O CENTRÃO trabalha para detonar o projeto de lei, em tramitação na Câmara, que prevê escolha do diretor-geral da Polícia Federal a partir de uma lista tríplice, elaborada pela própria corporação. A rigor, é mesmo um capricho. Bolsonaro tem dado provas de quem não dá a mínima para essas listas tríplices, incluindo outras áreas.
  • NUMA aliança rara ultimamente, PT e PDT se uniram pela mudança da MP 927. O objetivo é permitir aos trabalhadores que aderiram ao FGTS no regime do saque aniversário e foram demitidos na pandemia o direito de sacar todo o fundo. Pela lei, eles só podem sacar 40% do FGTS.
  • ESTÁ decidido: Regina Duarte fica no cargo até dia 8 próximo e depois, não vai para a Cinemateca. Não tem dinheiro, tem uma dívida de R$ 11 milhões e não existe cargo para ela. E agora, falar com o Capitão ficou difícil
  • O NÚMERO de pessoas que venceram a batalha contra o coronavírus já supera o total de casos ativos no mundo, marcando uma virada na pandemia. O portal Worldometer já registra 3,1 milhões de curados e 3 milhões de infectados. O marco só não foi atingido antes porque Espanha e Reino Unido não disponibilizaram seus números de curados.
  • O NÚMERO de mortes também apresenta tendência forte de queda e os novos óbitos caíram, em média, pela metade desde 17 de abril. O Brasil, ainda está no pico do contágio, teve mais de 40 mil curas registradas nos últimos dias, superando o número de novos casos. Mais: o bom relacionamento com o Reino Unido possibilitou que o Brasil seja um dos países a testar a vacina criada na Universidade de Oxford.
  • ESPECIALISTAS políticos e jurídicos começam a achar que Bolsonaro tem um objetivo principal. Ele quer inviabilizar a carreira política do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. E assim não disputaria a preferência eleitoral em 2022 pelo Planalto. Bolsonaro prefere duelar com Lula ou um indicado dele.

Felpuda


Com trabalho suspenso, por causa da Covid-19, investigação parou sem ter começado e, agora, dois dos cabeças do grupo de trabalho estão “chovendo no molhado”. Assim, para continuar, digamos, em evidência, vêm divulgando sobre a “firmeza” de ambos em “dar continuidade”, tão logo acabe a pandemia que, assim como os resultados dos trabalhos, são incógnitas que só. Portanto, melhor seria aguardar o desenrolar dos acontecimentos para sair “cantando de galo”.