Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

GIBA UM

“É preciso imprimir dinheiro”

de HENRIQUE MEIRELLES, ex-ministro da Fazenda do Brasil e secretário da Fazenda de São Paulo, afirmando que inflação “não é problema, problema é recessão”.
14/04/2020 05:00 - Giba Um


“É preciso imprimir dinheiro”,  
de HENRIQUE MEIRELLES // ex-ministro da Fazenda do Brasil e secretário da Fazenda de São Paulo, afirmando que inflação “não é problema, problema é recessão”.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou que a Casa vai cortar R$ 150 milhões para engordar o caixa que financia as políticas de combate à Covid-19. É quase nada.

Mais: isso representa 2,4% do orçamento de R$ 6,2 bilhões disponíveis à Câmara. Já Davi Alcolumbre, do Senado, que teve a doença, não anunciou até agora a doação de um centavo sequer.

 
 

Edição 500

A versão brasileira de Vogue está comemorando 500 edições e traz a modelo Carol Ribeiro para comemorar esta marca. Foi fotografada por Fernando Tomaz, revivendo outras capas de sucesso entre 1975 e 2000, entre tantas, com Gisele Bündchen, Cher, Sônia Braga, Sharon Stone, Tônia Carrero. Nascida no Pará, Carol virou destaque em 2000 quando ganhou asas e integrou o seleto time de Angels da Victoria’s Secret. Além de modelo, também apresentou programas de TV como Um por todos, na Band e é sócia de uma agência de modelos. Revelou também que não tem intenção de abandonar as passarelas: “Fiz 40 anos agora, fui chamada para desfilar no dia do meu aniversário. Enquanto me chamarem eu vou, porque me divirto, gosto do que eu faço. Se o trabalho for legal, eu vou e muito feliz! Estou sempre disposta a novos desafios”.

“Golpe branco”

O jornal italiano La Repubblica diz que o general Braga Netto, chefe da Casa Civil, é o “presidente operacional do Brasil” e que foi dado no país “um golpe branco”, resultado de um acordo entre as Forças Armadas, diante dos transtornos provocados pelo presidente Jair Bolsonaro, nesses tempos de pandemia. Estaria exercendo as funções de um “primeiro-ministro” e que jornais daqui não mencionaram nada disso até hoje. Entre nós, o único que comentou mesmo foi o site Defesa.net, ligado ao Ministério da Defesa e que relata toda essa história. Braga Netto, já considerado pela coluna há semanas como um “interventor soft”, é o principal responsável pela permanência de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, ao qual também pediu menos arrogância e uma dose maior de bom relacionamento com Bolsonaro. Braga também espia os discursos do presidente quando feitos em rede nacional – e lido no teleprompter. Lives de improviso, em qualquer lugar e aparições públicas do Chefe do Governo escapam desse controle, como as do fim de semana, quando recebeu aplausos – e também vaias.

 
 

Cada um do seu jeito

Enquanto prossegue a quarentena, as celebridades vão se virando do jeito que pode. Artistas fazem shows ao vivo em suas redes sociais para distrair os fãs e outros seguem dando dicas do que fazer nesse momento de isolamento. Antônio Fagundes (à esquerda) que relutou a entrar nas redes sociais, segue inspirado no último personagem Alberto de Bom Sucesso e dá dicas de leitura. Já Adriane Galisteu (à direita), mostra que está aproveitando o distanciamento social para malhar.

Máscaras, não

Em duas saídas, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou, de novo, que não é adepto as máscaras. Da primeira vez, em Brasília, no feriado foi a um hospital (e não explicou os motivos), a uma farmácia e até ao prédio do filho, no DF – e claro, sem máscaras, enquanto alguns correligionários estavam usando a proteção. Depois no encontro com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (esse, de máscara) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (também usando o acessório) e ele, não. Quando chegou, estava usando uma delas, meio a um grupo de apoiadores e, à certa altura, retirou – não aguentava mais.

In – Games: Animal Crossing: New Horizons
Out – Games: Roblox

 
 

Em alta

Depois de quase ter sido demitido pelo presidente, Luiz Henrique Mandetta (no domingo,  apareceu no Fantástico, para deixar Bolsonaro ainda mais irritado) ganhou cerca de 100 mil seguidores no Twitter, Facebook e Instagram em um só dia. depois participou de uma live com a cantora sertaneja Marília Mendonça, rainha da sofrência, que chegou a 3,2 milhões de visualizações ao mesmo tempo. Vale lembrar que no sábado anterior, atraiu a ira de Jair Bolsonaro porque aparecera na live de Jorge e Mateus, que teve 3,1 milhões de visualizações.

Nuvens cinzas

No rastro da pandemia, as negociações entre a Invepar e o Ministério da Infraestrutura para renovação antecipada da concessão do aeroporto de Guarulhos estão devagar, quase parado. A Goldman Sachs, contratada pela companhia para reavaliar os ativos, já teria recomendado a venda da operação quando o cenário permitir. Previ, Petros, e Funcef, controladoras da Invepar sempre foram favoráveis à permanência em Guarulhos. Mas os ventos mudaram de direção. Além da crise na aviação, seria uma forma de aproveitar a janela aberta pela MP 925, que suspendeu a cobrança de outorgas das concessões aeroportuárias até dezembro.  

DOIS OU TRÊS

No final da semana passada, malgrado seu quinto pronunciamento tenha exibido uma retórica mais moderada (dizem alguns que dura sempre menos de 24 horas), Jair Bolsonaro confessava com seus mais chegados que está disposto a “demitir uns dois ou três ministros” depois que passar a pandemia. E voltou a atacar, nos bastidores, o ministro da Justiça, Sérgio Moro que, para ele “é egoísta e não está fazendo nada”. E – surpresa – começa a olhar com carinho para o Centrão.

De ocasião

A reação do Sesi/Senai à MP 932 que cortou temporariamente 50% dos recursos repassados para o Sistema S virou chantagem. No mesmo dia em que a MP foi editada, o Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, vinculado à CNT,  ameaçou reduzir a Mobilização Nacional de Combate aos Coronavírus. Ou seja: jogou no ar o possível fechamento de alguns dos 130 pontos de distribuição de alimentos e material de higiene a caminhoneiros para evitar o desabastecimento de insumos básicos.

OUTRO FILHO

Outro filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, o “01”, é o mais apavorado com a pandemia, não dá apertos de mão, não inicia conversa a menos de um metro, tudo ao contrário do pai. Mesmo assim, trabalha para esfriar seus problemas no Judiciário, onde vem colecionando derrotas. Acredita que o tempo passará e nada será igual depois da pandemia passar, e pretende ficar isolado. É melhor em casa do que na prisão.

Fio descoberto

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Bruno de Carvalho, foi escalado para negociar com os Estados a unificação das medidas adotadas em relação ao setor elétrico. Vários governadores proibiram cortes no abastecimento de luz com prazos e punições distintos. Distribuidores se negaram a cumprir as determinações, alegando que a competência é da União.

Cloroquina

O quinto pronunciamento de Jair Bolsonaro, com dedo de Fábio Wajngarten, já recuperado e que está de volta, obedeceu o que mandava o teleprompter. Nada de improviso porque é nessas horas que saem os delírios. Quem acompanhou foi o “interventor soft” Braga Netto, da Casa Civil e nele o presidente tratou de dizer que “Jair Messias Bolsonaro é quem comanda esse time”. Quanto à cloroquina colocou no ar testemunho autorizado do médico cardiologista Roberto Kalil, que nunca foge dos holofotes. David Uip também tomou cloroquina, mas preferiu não dizer, por razões éticas.

COM APROVAÇÃO

O médico Álvaro Avezum, diretor de pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, coordenará estudo nacional que analisa efeitos da cloroquina em pacientes com sintomas leves. A pesquisa começa hoje, já com aprovação do Comitê Nacional de Ética e Pesquisa, ligado ao governo, faltando apenas um sinal verde da Anvisa. Participarão do estudo 1.300 pacientes de 14 estados e 50 cidades com sintomas leves e fatores de risco como os com mais de 65 anos, hipertensão, tabagismo ou doenças respiratórias.

MISTURA FINA

  • O MÉDICO Roberto Kalil, há dias, testou positivo e diz ter sido curado da COVID-19 com cloroquina. Seu pneumologista, Carlos Carvalho, era contra, porém não iria se opor se seu paciente quisesse tomar. Ele diz que Kalil tomou outros remédios em conjunto e alega que um deles foi Novalgina (dipirona): “Vou dizer que Novalgina cura coronavírus?”.
  • EM seu quinto pronunciamento à população em cadeia nacional, na semana passada, Jair Bolsonaro, pela primeira vez, apresentou suas condolências às famílias de vítimas do coronavírus. E mesmo assim, muito rapidamente. Foi sua mulher Michelle, evangélica, que recomendou que ele adotasse essa postura junto a esses grupos. Que seria um sinal “de irmandade e solidariedade”. Braga Netto aprovou.
  • NA semana passada, a Telebrás publicou 13 páginas de seu Relatório de Administração na Folha de S.Paulo, jornal que já inspirou Bolsonaro a editar uma MP para que esses relatórios só fossem publicados, de graça, nos sites da CVM e do próprio governo – e que naufragou antes de funcionar. No relatório todas as páginas tinham o símbolo do atual governo com frase “Pátria amada”.
  • ESTUDO do Imperial College de Londres aponta que o isolamento social pode demorar de duas a quatro semanas para começar a desacelerar o número de casos da Covid-19. Implementação da média de controle na hora certa é a chave para o sucesso, diz o relatório.
  • NÚMERO para quem gosta de comparar: no Brasil, por ano, acontecem 50 mil homicídios, 40 mil pessoas morrem em acidentes de trânsito, 65 mil por pneumonia e 43 mil por enfisema, asma e bronquite.
  • DIA 19, no Instagram, Regina Duarte, da Secretaria Especial da Cultura, anunciou medidas em prol do setor cultural para enfrentar a pandemia, como algumas modificações na Lei Rouanet. Quase três semanas depois, não aconteceu nada.
  • PARA os procuradores da República, é tempo de indulto. Agora, está sendo testado um novo sistema de julgamento virtual. No entanto, por ora, o Conselho Nacional do Ministério Público vai se restringir a casos simples. Os processos complexos, especialmente os que envolvem acusações de abuso por parte dos procuradores, devem ficar para depois.

Felpuda


Pré-candidato a prefeito de Campo Grande divulgou vídeo em que político conhecido Brasil afora anuncia apoio às suas pretensões. O problema é que o tal líder já andou sendo denunciado por mal feitos em sua trajetória, sem contar que o pai do dito-cujo teve de renunciar ao cargo de ministro por ter ligações nebulosas com empresa de agrotóxico. Depois do advento da internet, essa coisa de o povo ter memória curta hoje não passa de coisa “da era pré-histórica”.