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“Eu não acho inteligente seguirem atacando, ou usando a imagem do general Heleno. General Heleno é muito importante para o país. Deixem o General Heleno trabalhar em paz”

Janaina Paschoal, uma das autoras do impeachment de Dilma Rousseff, em defesa ao chefe do GSI.
26/02/2020 05:00 - Giba Um


Eu não acho inteligente seguirem atacando, ou usando a imagem do general Heleno. General Heleno é muito importante para o país. Deixem o General Heleno trabalhar em paz”

JANAINA PASCHOAL // uma das autoras do impeachment de Dilma Rousseff, em defesa ao chefe do GSI.

In – Profissão: biotecnologista

Out – Profissão: técnicos de impressão

 

 
 

Quase uma arquiteta

Ainda pouco conhecida do público Dandara Mariana, 31 anos, está ganhando visibilidade depois de viver Dandara em Verão 90 e ficar em segundo lugar na Dança dos Famosos 2019. Atuando desde 2007 agora está na pele de Bel em Salve-se quem puder, foi nomeada musa do camarote Bateria Nota 10 e está na capa e Mensch. Em entrevista ela conta que está num grande momento de sua vida e quase se tornou arquiteta, e isso só não aconteceu porque era amiga de Tais Araújo e Lázaro Ramos, que lhe fez um convite. “Fiz vestibular para arquitetura. Aí, certa vez, um convite de Lázaro para o programa Espelho, do Canal Brasil, mudou meu rumo. Gostei daquilo, e resolvi fazer faculdade de teatro. Na verdade, sempre tive clareza sobre a profissão. Via dentro de casa que, uma hora você está empregado e outra não. Meu pai se preocupava. Mas, um dia, assistiu a uma peça minha e disse: ‘É, minha filha, você é atriz mesmo’. Dandara é filha do ator Romeu Evaristo, que viveu o saci-pererê na série Sítio do Pica-pau Amarelo.

Bolsonaro não lê

Em novembro do ano passado, passou despercebido que, pela primeira vez em 25 anos, o presidente não anunciou a Ordem do Mérito Cultural, a principal condecoração do setor, que prestigia todos os segmentos: literatura, artes plásticas, teatro e cinema. No Dia Nacional da Cultura de 2019, Bolsonaro comandou cerimônia de balanço dos 300 dias de governo. Jair Bolsonaro não lê, nem jornais (recebe resumo diário de notícias que, às vezes, também não lê) e menos ainda livros. Não gosta de teatro, concertos, balé e menos ainda de instalações de arte (acha uma bobagem!). O ex-presidente Lula também não lia. Num balé no Teatro Amazonas saiu de fininho na metade. Também recebia clipping das notícias do dia. Quando se submeteu ao tratamento de câncer na laringe, começou a ler. Leu as biografias de Getúlio, Jango, Roosevelt e Nelson Mandela. Na prisão, em Curitiba, também lia livros, revistas, o que aparecia. Um dia, comparou um livro a uma esteira de ginástica: “Dá preguiça de começar, mas depois de vinte minutos, a gente vê como é importante”.

 
 

A outra Garibaldi

Ela se despediu no domingo na Grande Rio, onde estreou há 13 anos. Antes, na Gaviões da Fiel, em São Paulo, interpretou a heroína Anita Garibaldi. Agora, quer pendurar as chuteiras, tem saudades das guloseimas, quer mais liberdade e diz que “não tem mais idade”. Antônia Fontenelle, 46 anos está com tudo em cima e é essa a lembrança que quer deixar. “Não quero abrir mão do açúcar, do sal, minha rabada, pão e Coca”. Antônia tem 3 milhões de seguidores e resolveu brindá-los com pouca roupa, nessa despedida. No seu canal no YouTube Na Lata tem quase 2 milhões de inscritos. 

Imortais

O Brasil tem dois ex-presidentes imortais: José Sarney e FHC pertencem a Academia Brasileira de Letras. Sarney edita poemas e romances, Fernando Henrique obras de sociologia e política e, mais recentemente, Os Diários do Presidente. Juscelino concorreu e perdeu, em 1975, por dois votos para o goiano Bernardo Elis. Dilma lê e Michel Temer, leitor ávido, escreveu um livro de poemas à amada.

 
 

Livro de cabeceira

Há anos, o presidente Bolsonaro repete que seu livro de cabeceira era e continua sendo, o Verdade Sufocada, do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de torturar presos no DOI-Codi. Nunca citou outro livro, provavelmente porque não leu. No colégio, leu cinco páginas de Eça de Queiróz. E já ouviu falar de Graciliano Ramos.

Erosão democrática

Ex-ministro dos Direitos Humanos no governo FHC, Paulo Sérgio Pinheiro, está preocupado com a “erosão democrática” no Brasil. A Comissão Arns já denunciou Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional sob acusação de estimular ataques às populações indígenas. Em março, o grupo voltará a falar sobre o país na ONU em Genebras e numa reunião da OEA em Porto Príncipe. Pinheiro diz que “a comunidade internacional está perplexa com o que acontece no Brasil”.

POUCA GENTE

De novo, o governo federal aciona a Força Nacional para fazer de conta de que está preocupado com os cearenses. É apenas um truque: foram enviados 300 policiais que correspondem a 1,36% do contingente de 22 mil homens da Polícia Militar daquele estado. Deve ter sido por isso que Bolsonaro resolveu mandar também as Forças Armadas. A Força Nacional foi criada em 2004 por Lula e virou instrumento político de comandantes da PM agraciarem protegidos. No mesmo ano, a Força Nacional foi enviada a Santa Catarina para combater ondas de ataques de facções criminosas: 33 homens. Em agosto do ano passado, quando 2.000 de Rondônia combatiam incêndios na Amazônia, a Força Nacional mandou para lá 30 bombeiros. 

Lamentação

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), uma das autoras do pedido e impeachment de Dilma Rousseff ainda lamenta a saída de Jair Bolsonaro do PSL. Ela que recusou ser vice na chapa de Bolsonaro e 2018 acredita que sua saída aconteceu em hora errada. “Eu acho que não era o momento de fazer o que ele fez, de sair e deixar todo mundo órfão, sobretudo nas cidades. Eu fico pensando, será que quem deu a ideia para ele queria o bem dele? A meu ver, ele se enfraqueceu no Congresso, nas cidades, deixou o campo aberto para outros partidos, inclusive a própria esquerda lotear as Câmaras”.

QUASE LÁ

Há quem garanta que o Aliança pelo Brasil, partido fundado por Jair Bolsonaro e companhia já tenha as 492 assinaturas necessárias para sair do papel. Só que por enquanto o TSE só validou 2,9 mil delas, ou seja 0,6% do necessário. A intenção é que tudo seja validado até a metade de março para garantir que o partido tenha o número 38, mesmo sem intenção de concorrer às eleições municipais deste ano. O deputado Capitão Augusto também entrou no TSE com pedido para ter o número 38: ele tenta fundar o Partido Militar Brasileiro. Quem conseguir as assinaturas necessárias primeiro fica com o número.

Clubes endividados

Informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional revelam que as dívidas dos clubes esportivos com a União somam quase R$ 5,3 bilhões. Dos 10 maiores devedores, nove são grandes times de futebol que podem se beneficiar com projeto de lei que prevê nova negociação. O Corinthians é o primeiro da lista, deve R$ 737,7 milhões, sem considerar o estádio e o segundo é o Atlético Mineiro com R$ 356,5 milhões. O Palmeiras é o último dos 10 primeiros com R$ 88,3 milhões.

MUDANÇA

Jair Bolsonaro ainda busca cargo de consolação para abrigar o ex-ministro da Cidadania, Osmar Terra. Uma das hipóteses é a Secretaria de acesso a Direitos e Equidade da OEA e o governo brasileiro tem prioridade na indicação (o mandato do advogado Gatão Alves Toledo está chegando ao fim e o Brasil já apoiou a reeleição do uruguaio Luis Almagro na presidência da entidade). Muita gente acha que essa ideia é mais um castigo do que um afago.

MISTURA FINA

O PRESIDENTE do BB, Rubem Novaes, determinou a suspensão temporária de negociações para a venda da participação na instituição Banco Patagônia. Os valores oferecidos ficaram bem abaixo da pedida pelo Banco do Brasil. somam-se a troca de governo e a crise econômica na Argentina.

BOLSONARO pensa em ver o juiz Marcelo Bretas, largando a toga para ser o grande oponente de Wilson Witzel na disputa pelo governo do Rio em 2022 – e com o apoio dele e, claro, o mesmo sistema de artilharia digital.

NA semana passada, as desculpas apresentadas publicamente – e não duramente – pelo ministro Paulo Guedes, da Economia, eram frágeis, entrando na dança até uma avó dele, que era doméstica. Os ministros militares endureceram com Bolsonaro: ele deveria pedir desculpas pelo episódio das domésticas e pediu quase empurrado.

MAIS uma separação promete agitar os círculos políticos. Segundo a jornalista Bela Megale a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) está se separando do neurocirurgião Daniel França, com quem era casada desde 2016. Os fofoqueiros de plantão garantem que já existe uma lista de pretendentes e o primeiro é outro político que está se separando.

O DEPUTADO federal Tiririca (PL-SP) é um dos mais assíduos da Câmara. Mas isso não significa que ele goste do ambiente. Em 2017 disse que iria cumprir seu mandato e depois sairia da política. Só que em 2018 se candidatou e foi reeleito. Há quem garanta que ele só faz o que o partido manda, não tem opinião própria e até agora nunca apresentou nenhum projeto na Casa. Pessoas próximas garante que ele não gosta da situação e está muito desconfortável. Para aliviar o estresse, Tiririca todos os dias come chocolate.

O MINISTRO da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, passou o carnaval de molho. Depois de fazer uma cirurgia nos dois ouvidos. Pontes tinha estenose, um estreitamento no canal auditivo externo dos dois ouvidos, problema causava perda de audição. 

O PRESIDENTE Jair Bolsonaro indicou dois nomes para ocupar cargos da Ancine, que fica sob cuidados da Secretária da Cultura, onde Regina Duarte tomará posse no dia 27. Um deles é Edilásio Santa Barra Junior, jornalista, empresário e pastor. O outra é Veronica Brendler que também é jornalista e produtora cultural. Os dois deverão ter a aprovação do Senado para assumirem qualquer posto.


 

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.