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CLÁUDIO HUMBERTO

“Foro privilegiado para crimes comuns é um privilégio odioso”

Senador Álvaro Dias (Podemos-PR) defendendo a extinção imediata do privilégio
05/03/2020 04:00 - Cláudio Humberto


“Foro privilegiado para crimes comuns é um privilégio odioso”
Senador Álvaro Dias (Podemos-PR) defendendo a extinção imediata do privilégio

Câmara gasta R$55 milhões/mês com assessores
Cada um dos 513 deputados federais tem direito a mais de R$111 mil por mês de “verba de gabinete” para pagar 25 cargos comissionados para funcionários que podem trabalhar no gabinete do parlamentar em Brasília ou no estado de origem. Apenas em janeiro deste ano, o total gasto por deputados federais foi de R$ 54,7 milhões, o que representa apenas 90,7% do que havia disponível para esse tipo de despesa.

Comissionados
Funcionários pagos com a verba de gabinete são contratados pelos deputados, e têm salários de R$ 1.025,12 a R$ 15.698,32.

Melhor dos mundos
Encargos trabalhistas como 13º, férias e auxílios dos comissionados não são pagos pela verba de gabinete. Essa conta é da Câmara.

A conta continua nossa
No Senado, diferente da Câmara onde há verba de gabinete, é o órgão quem contrata diretamente o pessoal do gabinete dos senadores.

Menos gente, mais salário
Cada gabinete no Senado tem direito a 11 cargos, sendo seis de assessores parlamentares e cinco secretários parlamentares.

PIB de 2019 foi o mesmo dos 2 anos anteriores
O resultado de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 não foi “o pior dos últimos anos”, como divulgam opositores de Bolsonaro. Ao contrário, foi exatamente o mesmo de 2017 e de 2018. O crescimento nesses dois anos foi revisado pelo IBGE de 1,1% em novembro e dezembro do ano passado para 1,3%. Na prática, o produto interno cresceu igual. E o IBGE tem dois anos para eventual nova revisão.

É comum
Mestre em economia, Ricardo Balistiero afirma ser “comum revisar” o PIB e são muitos dados para o retrato fiel: “Nosso país é enorme,” diz.

Margem de erro
Dia 8 de novembro de 2019, o IBGE disse que em 2017 o consumo das famílias, nos setores agropecuário e serviços tiveram resultado melhor.

Melhorou, e muito
Na soma dos seis anos de governo Dilma (2011 a 2016), o PIB cresceu pífios 2,36%. Já de 2017 a 2019, o crescimento acumulado é 3,64%.

Armações ilimitadas
A mulher do deputado Wilson Santiago (PTB-PB), investigado por corrupção, é secretária do governo paraibano de João Azevêdo, também enrolado no esquema do poderoso chefão Ricardo Coutinho.

O poder transforma
O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), almoçou ontem em Brasília no restaurante Soho, onde chegou cercado por um exército de seguranças. Se demitisse metade, pagaria os servidores em dia.

Copiar/colar não pode
Após tentar relatar projeto da deputada Marília Arraes (PT-PE), de 2019, sobre a distribuição gratuita de absorventes para alunas de escolas públicas, Tabata Amaral (PDT-SP) causou constrangimentos na Câmara apresentando agora projeto igual. Marília e João Campos (PSB-PE), namorado de Tabata, devem disputar a prefeitura do Recife.

Poder que se esvai
A filiação de Datena ao MDB provocou reações até de estupefação. Deputados federais estranham o fato de ele abrir mão de poder e influência, como apresentador da Band, para ser mais um na Câmara.

Medíocre vs. negativo
Para a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a economia teve “resultado medíocre” em 2019. Sobre tragédia do PIB negativo de -7,1% em 2015 e 2016, quando ela era liderança de Dilma, não há comentários.

Julgamento marcado
O ex-deputado Alberto Fraga será julgado no dia 12, pelo Tribunal de Justiça do DF, por crime de concussão. Espera absolvição. Se isso acontecer, virar ministro do amigo Bolsonaro será questão de tempo.  

Maia, o engavetador
O Podemos cobra de Rodrigo Maia a votação da proposta que acaba com o foro privilegiado. Ele prometeu a votação para 2019, mas parece não ter interesse. O projeto completa 450 dias nesta quinta-feira (5).

Paranoia na Câmara
O vozerio estava elevado no restaurante do plenário da Câmara, no almoço de ontem, até um engraçadinho espirar alto e tossir. Seguiu-se um silêncio sepulcral, e aos poucos todos foram saindo de fininho.

Pensando bem...
...piada pronta é petista ter de elogiar Michel Temer para poder criticar Jair Bolsonaro.

PODER SEM PUDOR

Slogan infeliz, derrota certa
Na eleição de 1994 não era mesmo a vez do candidato do PMDB ao governo paulista, Barros Munhoz. Pudera. O símbolo da campanha era um garfo e um prato com o slogan “Ninguém é feliz de barriga vazia”. E contratou centenas de moças para agitar bandeiras com essas inscrições, nas ruas. Além de errar na logomarca e no slogan, a campanha deixava as moças horas sob sol e chuva. Um dia, elas foram animar a inauguração de um comitê do PMDB e, quando o candidato chegou, foi recebido com mau humor pelas colaboradoras. Eram 20h e estavam ali desde as 10h, sem comer. Uma delas se aproximou de Munhoz, agitou a bandeira e exclamou: “Olha, doutor Munhoz, a gente está de barriga vazia!”

 
 

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos

 www.diariodopoder.com.br

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.