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GIBA UM

“Haddad e Doria foram dois imbecis. Um se acha aluno de Deus, o outro o próprio Deus”,

de JOSÉ LUIZ DATENA, apresentador do Brasil Urgente que pode ser vice de Bruno Covas nas eleições.
28/04/2020 06:00 - Giba Um


“Haddad e Doria foram dois imbecis. Um se acha aluno de Deus, o outro o próprio Deus”,  
de JOSÉ LUIZ DATENA // apresentador do Brasil Urgente que pode ser vice de Bruno Covas nas eleições.  

Há até uma bolsa de apostas: a “bola da vez” é o ministro Paulo Guedes que, para Bolsonaro, também não faz o que ele manda, não tem plano de recuperação da economia.

Mais: Guedes apoiava Luiz Henrique Mandetta. O “gabinete do ódio” já está em ação e também o chefe da Secom, Fábio Wajngarten participa da intensiva de fritura de Paulo Guedes.

 
 

Menos é mais

A atriz e apresentadora do Super Bonita (GNT), Camila Pitanga, 42 anos, ficou bem à vontade na capa da revista Ela. Em entrevista fala que seu plano era permanecer por seis meses ou ano em São Paulo, mas que por causa de outros projetos e da pandemia a estadia será mais longa e  que tem vários planos para quando tudo acabar, entre eles viajar. Apresentadora de um programa de beleza é diz qual é sua postura: “Sou do partido do menos é mais. Ao mesmo tempo precisa ser respeitada a postura de quem mexe e faz o que quer com o seu corpo. Seja colocar prótese, seja fazer preenchimento. Mas não quero cair na armadilha de dizer que nunca vou fazer nada. Quero ser livre. A princípio, do alto dos meus 42 anos, não me vejo esticando, não me vejo cortando”. Camila também poderá ser vista a partir de hoje na minissérie Aruanas, na Globo.

Antes e depois

“Qualquer um dos ministros que abandone o governo Bolsonaro, para mim é um cara frouxo, que não aguenta uma facada na barriga e porrada da mídia suja, junto ao capitão Jair M. Bolsonaro. Jamais o abandonarei. SELVA é o que diferencia os homens, dos meninos”. Esse é o post do chefe do GSI, general da reserva Augusto Heleno, depois do afastamento de Sérgio Moro. Heleno é o mesmo que, em campanha, conforme livro de Thais Oyama, disse sobre Bolsonaro “o cara não sabe nada, pô, é um despreparado”. É também o mesmo que impediu, em agosto do ano passado, Bolsonaro de demitir Moro, alegando: “Se demitir o Moro, o governo acaba”. Estão bem cotados: Jorge Oliveira, que deixaria Secretaria Geral da Presidência para assumir o ministério da Justiça e Segurança Pública e Alexandre Ramagem, diretor da Abin, assumirá a diretoria geral da Polícia Federal no lugar de Marcelo Valeixo. Oliveira é um queridinho de Bolsonaro, ex-PM e advogado (tem seu nome também cotado para o STF) e é amigo de infância dos filhos do presidente. Alexandre Ramagem é amigo pessoal de Carlos Bolsonaro.

 
 

Desejos na quarentena

A cantora Katy Perry, 35 anos, está grávida de 7 meses do ator Orlando Bloom e em entrevista ela revelou que apesar do isolamento social está tendo muitos desejos, mas tem consciência “porque não posso só ter um desejo e sair para ir comprar. Meu desejo número um é torrada com avocado e molho de tabasco. Na verdade, eu nunca gostei muito de comidas apimentadas, mas agora elas agradam muito meu paladar”. Mais: jurada  do programa American Idol junto Lionel Richie e Luke Bryan, que está sendo feito com audições a distância, ou seja, juízes e jurados em suas casas assim como apresentador Ryan Seacret. E nestes dias, postou foto vestida de álcool gel e brincou: “Eu só quero ter certeza de que o ‘American Idol’ esteja o mais seguro possível”.

Quem demite

As demissões de ministros do governo Bolsonaro têm ganhado muita repercussão, com exceção de Sérgio Moro, por serem incomuns. São 8 saídas em 16 meses ao contrário dos governos de Temer e Dilma que demitiram nove no primeiro ano de mandato e Lula que atingiu  o mesmo número de Bolsonaro em apenas 12 meses. No geral, Dilma é a campeã com 86 demissões de 2011 a 2016.

In – Quarentena: programa de entretenimento
Out – Quarentena: programa de sensacionalismo

 
 

Rompidos

Paulo Guedes, ministro da Economia, está rompido com Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional e ex-secretário da Previdência, a quem acusa de atrapalhar a atuação do BC e da política de juros e de apresentar um plano, o Pró-Brasil sem chance de dar certo por absoluta falta de dinheiro. O plano é tanto pirotécnico e promete um milhão de empregos. Dia desses, Guedes cruzou com Marinho e  sapecou: “Não tenho nada a falar com você”.

Sem chances

Apesar da erosão de sua base de apoiadores, líderes partidários acham que é remota possibilidade de um impeachment de Bolsonaro. A esquerda, com PT à frente, não baterá no presidente por Sérgio Moro, já que o ex-juiz é o algoz de Lula. O Centrão (o novo apelido  “blocão” não pegou) que tem membros investigados pela Lava Jato, muito menos. Resumo da ópera: a fatia do parlamento que poderia aderir a um processo contra o presidente não é hoje tão grande. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que faz contas, sabe disso.

TIROTEIO

O ex-ministro Sérgio Moro pretende começar uma guerra contra Bolsonaro, com provas. Ele está prometendo novos rounds ao afirmar que “em outra ocasião” se colocará à disposição dos holofotes para contar detalhes de sua divergência com o ex-chefe e novo inimigo. Moro insinua que seu projeto “é um caminho sem volta”  está pronto para ajudar o Brasil”. Quem viver, verá.

Cilada

Jair Bolsonaro participou de uma manifestação que tinha por objetivo subverter a ordem política, infração em que o enquadra tanto na Lei de Segurança Nacional quanto na Lei do Impeachment. Ao fazê-lo diante de um quartel, além de incitar militares à desobediência, previsto que também o enquadra nessa lei, infringiu a norma que submete atividades no perímetro de 1.320 metros quadrados dos quartéis militares à autorização de seus comandos. Ou seja: apenas aquela manifestação já dá motivos de sobra para os juristas.

SEGURANÇA

O documento do Exército sobre segurança foi logo tirado do ar. Pode ser provavelmente uma demanda reprimida do crime. O isolamento afetou toda a cadeia de negócios do setor: do tráfico de drogas ao roubo de carros, sequestros relâmpagos e assaltos. Com a quarentena, a população iria na contramão da queda dos índices da violência. Em 2019, o número de homicídios recuou para 19% e o total de assassinatos (39,7 mil) foi o menor desde 2015.

Lembrando Dilma

Em 12 de maio de 2016, a então presidente Dilma Rousseff recebeu a notícia de que o Senado decidirá, por 55 votos a 22 votos, seu afastamento durante o processo de impeachment. Aí, reuniu grupo de diferentes apoiadores, com ministro e parlamentares, além de integrantes do PT. A cena lembrou a do pronunciamento de Bolsonaro sobre a saída de Moro. Tinha todos os ministros e, de quebra, o deputado federal Eduardo Bolsonaro. No discurso, Dilma lembrou que fora eleita por 54 milhões de votos e que aquilo era “um golpe orquestrado”.

Parodia de slogan

O ex-ministro Sérgio Moro tem sido alvo de uma verdadeira “campanha de fake news”, mas garante que não se preocupa com esse tipo de reação. Já passou pela mesma situação durante e depois do período que era juiz federal responsável pela Lava Jato. E até criou uma paródia do slogan da campanha do presidente Bolsonaro. “Tenho visto uma campanha de fake news para me desqualificar. Não me preocupo. Verdade acima de tudo. Fazer a cosia certa acima de todos”.

MUSCULATURA

Apesar das carreatas contra e dos panelaços, há um certo consenso de que o paulista João Doria ganhou musculatura e densidade política e restabeleceu uma certa polarização se consolidando como a principal alternativa, no momento, a uma eleição presidencial em 2022. Todos os movimentos recentes de Rodrigo Maia coincidem com os interesses de Doria e isso explica muito da escalada de Bolsonaro contra o presidente da Câmara.

MISTURA FINA

  • ENTRE a pandemia e a crise política do governo, entre altos e baixos de Bolsonaro, quem desapareceu foi também o general da  reserva Rêgo Barros, que vinha atuando como porta-voz do governo. Sumiu, mas continua funcionário.
  • NO final do pronunciamento de Bolsonaro sobre a saída de Moro, teve ministro que perguntou, à meia voz, para outro: “O que é que tem a ver a temperatura da piscina, as namoradas do filho 04 e a plástica da sogra com o pedido de demissão de Sérgio Moro?”.
  • AINDA sobre Sérgio Moro: emissoras de TV estão numa verdadeira caça para ter a primeira entrevista dele. Há quem garanta que ele estaria disposto a falar no Jornal Nacional que é constantemente criticado por Bolsonaro.
  • TODA vez que surge uma vaga no ministério Magno Malta, que é fiel a Bolsonaro, sonha com ela. Claro que Malta não sonha com o Ministério da Justiça, porque não entende nada. Mas anda sonhando com Secretaria Geral da Presidência, caso Jorge Oliveira assuma a pasta da Justiça. Outro que anda sonhando com o lugar de Moro é Alberto Fraga, que chegou a ser sondado numa possível  divisão no ministério, que poderia acontecer agora.  
  • NESSES dias, Bolsonaro disse que “a Constituição era ele”, o que fazia lembrar o rei Luis XIV, que pronunciou a famosa frase “L’État c’ est moi” (O Estado sou eu). Foi também símbolo do absolutismo e chamado de “rei-sol”.
  • QUEM vai à residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em Brasília, passa por uma sessão de precaução logo à entrada: deve colocar uma espécie de cobertura de plástico nos sapatos e, de cara desinfetar as mãos com álcool gel. Depois, falar com ele com certa distância e nada de apertos de mão.  
  • NA esteira da aprovação dos créditos suplementares do Orçamento pelo Congresso, cerca de R$ 2,2 bilhões caíram na conta da Secretaria Nacional de Assistência Social, do Ministério da Cidadania. É dinheiro novo na veia para o Bolsa Família e demais programas sociais do Cadastro Único.
  • UMA das primeiras medidas de Nelson Teich à frente do Ministério da Saúde foi higienizar o seu Twitter, deletando todos os posts anteriores à sua nomeação. Nunca se sabe o quanto o médico de ontem pode desmentir o ministro de hoje. Ou vice-versa.

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!