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GIBA UM

“Não se surpreenda se você me ver (sic), nos próximos dias, entrando no metrô lotado de São Paulo ou na barcaça Rio-Niterói”

de JAIR BOLSONARO, dizendo que seu time “está ganhando de goleada”
20/03/2020 05:00 - Giba Um


“Não se surpreenda se você me ver (sic), nos próximos dias, entrando no metrô lotado de São Paulo ou na barcaça Rio-Niterói”,  
de JAIR BOLSONARO // dizendo que seu time “está ganhando de goleada”.

A Caixa pensa em suspender as apostas em casas lotéricas para evitar a aglomeração de pessoas, que aumenta muito à medida que os prêmios acumulam.

Mais: seriam aceitos apenas os jogos feitos pelo site do banco. O problema é que, na prática, seria como suspender as loterias: as apostas online não chegam a 10% do total.

 
 

Pretty Woman

Quem não lembra do filme Pretty Woman, onde Julia Roberts que vivia Vivian Ward e Richard Gere como Edward Lewis viraram estrelas de cinema. O clássico está completando 30 anos e a Vogue digital convidou a atriz Camila Queiroz para um ensaio encarando Vivian. “Foi uma honra ter sido convidada para viver um dia de Julia Roberts em Um Linda Mulher, um filme clássico que marcou uma geração. Toda a caracterização fez eu me sentir dentro do filme, desde o cabelo até os looks iguais ao de Vivian. Foi um presente”. Os looks ganharam um ar mais moderno. Camila lembrou que seu primeiro trabalho na TV Arlete /Angel em Verdades secretas era uma modelo iniciante que para sustentar a família se torna uma garota de programa que mostra algumas semelhanças com o filme.

Para uso Cenográfico

Preocupado com o vendedor de mate nos jogos de futebol e com as flanelinhas já que ninguém sai de casa, Jair Bolsonaro protagonizou patéticas cenas de um pantomina ao anunciar planos do governo para enfrentar a tempestade do coronavírus.  Ele e grande parte do ministério estavam usando máscaras cirúrgicas, fantasiados de médicos. Bolsonaro não conseguia se entender com sua máscara. Primeiro, tirou para falar; depois, não consegui colocá-la, travando um duelo com a máscara que acabou pendurada numa de suas orelhas. O uso das máscaras contraria as recomendações sanitárias e o ministro Luiz Henrique Mandetta tentou, inutilmente, justificar seu uso. Quando terminou a entrevista, Bolsonaro e a maioria dos ministros trataram de retirar suas máscaras, comprovando que tudo era apenas para uso cenográfico. Mais: ele não sabe de nada, não comanda nada, não tem ideia do que faz a Saúde ou a Economia. Até o decreto de calamidade pública correu à sua revelia. Bolsonaro comanda apenas uma turma ideológica que o cerca e aplaude suas falas e qualquer um de seus atos. A ideia da entrevista era levantar a imagem dele: ao contrário, ficou pior.

 
 

Isolada, nem tanto

A empresária, DJ e herdeira dos hotéis Hilton, Paris Hilton, 39 anos, está seguindo as recomendações do isolamento, quase à risca. E que Paris aproveitou a recomendação para fazer uma sessão de fotos e exibir seu corpo (posou de topless) em sua mansão. E mostrou parte dessas fotografias no Instagram. Numa dela exibiu seu lado ostentação com body de veludo, botas longas, luvas e bolsa cravejadas de pérolas. O look total deve custar por volta de R$ 2.100.

Contra a imprensa

A maior parte da entrevista – o que não chega a ser novidade – Bolsonaro dedicou para atacar a imprensa e insistiu no discurso de que a mídia fomenta a “histeria”. Comentando as manifestações que contrariaram as recomendações para se evitar aglomerações, ele disse que “sabia o risco que corria” e não falou do risco que os outros corriam (ele ainda não tinha o resultado da contraprova). Admitiu que “nosso sistema de saúde não tem condições de atender grandes quantidades de pacientes”.

In – Negócios: mercado pet
Out – Negócios: venda de cosméticos

 
 

Mais panelaços

Primeiro, num único dia, enquanto ele aparecia na televisão, estouraram dois panelaços seguidos em São Paulo e Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro considerou “manifestações democráticas”. No dia seguinte, bolsonaristas marcaram um panelaço pro-presidente (!?) e poucas horas depois veio o contra-ataque com panelas batendo e as pessoas gritando “Fora Bolsonaro”. A Globo, atacada na entrevista, dedicou cinco minutos do Jornal Nacional aos panelaços conta Bolsonaro.

Circo ou hospício

O velho mote popular diz “Se cobrir vira circo, se cercar vira hospício”. O chavão cabe soberbamente em alguns momentos da entrevista de Bolsonaro que começou dizendo que “sempre preocupado com o povo”, tratou de ir apertar as mãos de seus correligionários no domingo. Depois, garantiu que  sua obrigação de chefe de Estado é “antecipar os problemas e levar a verdade que não ultrapasse limite do pânico”. Ou seja: determinadas verdades que  causariam pânico não seriam apresentadas. Detalhe: toda sua postura era das mais desajeitadas.

OLHO NA CULTURA

Há dias recebendo demandas da classe artística por conta da paralisação da Cultura em tempos de coronavírus, Regina Duarte se prepara para uma conversa com Paulo Guedes, da Economia: quer saber quais órgãos podem ajudá-la. Pediu aos produtores culturais que fizessem “diários de crise”, adiamentos, inadimplência e levará esse retrato ao titular da Economia.

Por fora

Fernando Haddad retirou seu nome da disputa pela prefeitura de São Paulo sem ouvir o ex-presidente Lula e Eduardo Suplicy, da mesma forma, lançou sua candidatura ao cargo sem consultá-lo. Dilma Rousseff, à distância, diz que Lula faz política por fato consumado e não mais exerce o poder de antigamente. Especialmente porque anda feliz e mais do que encantado com sua companheira Rosângela da Silva. Ele, a propósito, não desmentiu versões circuladas pelas redes sociais de que teria relações com Janja, mesmo quando casado com Dona Marisa.

FATIADO

O 5G deverá ser fatiado em três ou quatro fornecedores de tecnologia se Bolsonaro ouvir os conselhos do general Augusto Heleno, agora de molho, em sua casa. Heleno pensa na segurança nacional e se preocupa com a hipótese de concentração da nova frequência nas mãos de um único grupo, o Huawei. Ele entende disso: foi chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.

Fora de combate

As estimativas relatam que cerca de 10% da força de socorro às vítimas do coronavírus – médicos, enfermeiras, técnicos de aparelhos e demais integrantes desse bloco – já estão fora de combate também atingidos. Nos hospitais públicos e privados, o que se vê vai de crises de choro a plantões de 48 horas e que quem tem mais de 60 deixa de ser prioridade para o uso de respiradores. No geral, o médico tem que decidir quem vai e quem fica.  De maneira geral, estão todos cansados e preocupados com a suspensão do transporte público (o governo não pensa nisso).

Perseguição

Em um dos poucos assuntos que não falavam sobre o coronavírus na estreia da CNN Brasil, a entrevista do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, contou  por que foi alvo de retaliação do Departamento de Justiça do governo norte-americano. Teixeira garante  que isso aconteceu porque apoiou candidatura do Qatar à Copa de 2022, em votação em 2010, onde os Estados Unidos queriam comandar. “Eu matei a Copa do Bill Clinton. E eles sabem disso. É vingança e todo mundo diz que o Clinton é muito vingativo.”. Mais: garante foi também ameaçado pelo ex-presidente da Fifa Joseph Blatter.  

LUCRO DA GLOBO

Apesar dos ataques de Bolsonaro, o lucro consolidado da Globo Comunicação e Participações (GCP), maior grupo de mídia do Brasil, foi de R$ 725,5 milhões em 2019, o que representa queda de 37% em relação de R$ 1,2 bilhão de 2018. A empresa contudo, bancou com recursos próprios instrumentos de sua transformação digital a partir das margens dos negócios tradicionais. Receita líquida de R$ 14,1 bilhões, queda de 4% sobre os 14,7 bilhões de 2018.

MISTURA FINA

  • ÁLVARO Dias (Podemos) está convencido de que agora consegue fisgar Deltan Dallagnol para se candidatar à prefeitura de Curitiba. O procurador está desolado com os rumos da Lava Jato e tem demonstrado isso em suas entrevistas.
  • BOLSONARO já havia avisado Luiz Henrique Mandetta e também Paulo Guedes que, nas entrevistas sobre medidas contra o coronavírus, tratassem de falar sobre ele e seu governo. Na entrevista, o próprio Bolsonaro não resistiu: “Nosso time está ganhando de goleada. Então vamos fazer justiça, vamos elogiar seu técnico que se chama Jair Bolsonaro”. As máscaras esconderam as caras de espanto de diversos ministros.
  • O GOVERNADOR Wilson Witzel estuda medida mais radical: fechar o Rio de Janeiro para voos internacionais, como forma de conter  a propagação do coronavírus no estado. Em média, o Aeroporto Tom Jobim recebe, por dia, cerca de 14 mil passageiros do exterior. No final da semana passada, 36 voos diretos de 17 países aterrissaram no terminal do Galeão.
  • AINDA Witzel: ele tem motivos extras para adotar medidas mais agudas e em maior velocidade: além do coronavírus, o Rio também vive um surto de sarampo. E a rede hospitalar do estado não tem estrutura para suportar o alastramento simultâneo de suas enfermidades. O turismo, fonte de recursos, rola ladeira abaixo.
  • ASSESSOR especial da Casa Civil, o ex-deputado Abelardo Lupion foi convidado pelo ministro Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, a trocar de Pasta. Entre outras missões, ajudaria a articulação entre o Ministério e as Secretarias de Saúde, sobretudo na liberação de verbas de combate ao Covid-19.
  • O SENADOR Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) está com pé no Patriotas. Será apenas uma passagem até o Aliança nascer, o que está andando devagar. O volume de assinaturas não cresce e é fiscalizado com lupa pelo TSE.
  • O PANELAÇO em São Paulo dá mostras de que possui equipamentos atuais: na parede lateral de um prédio no centro da cidade são projetadas frase (e com aparência neon!) traduzindo a ira dos moradores. E em sentindo vertical a favorita “Fora Bolsonaro” dá para se ver a muita distância.
  • O PLANALTO e a Casa Rosada deverão postergar para abril o encontro entre Jair Bolsonaro e Alberto Fernández. Agora, pelo menos, há o pretexto do coronavírus.

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!