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“Não tenho medo de usar a caneta, nem pavor. E ela vai ser usada pelo bem do Brasil. Não é para o meu bem”

de JAIR BOLSONARO, ameaçando o ministro da Saúde entre outros
07/04/2020 05:00 - Giba Um


“Não tenho medo de usar a caneta, nem pavor. E ela vai ser usada pelo bem do Brasil. Não é para o meu bem”,  
de JAIR BOLSONARO // ameaçando o ministro da Saúde entre outros.

A profecia é de José Eustáquio Alves, professor da Escola Nacional de Ciência Estatísticas do IBGE: “O país pode chegar a 100 mil casos até o fim de abril, com pelo menos 4 mil mortes.  

Mais: segue o mesmo caminho percorrido pela Itália, Espanha e Estados Unidos com uma taxa diária em torno de 15% a 20%. Oposto ao caminho seguido pela China, Japão e Coreia do Sul”.

 
 

Segurança de calcinha

A supermodelo Claudia Schiffer, 49 anos, uma das mais requisitadas nos anos 90, já apareceu em mais de 1000 capas de revistas, teve um pequeno affair com Axl Rose (vocalista da banda Guns N’Roses), foi noiva de David Copperfield, está na capa da Elle Uk e garante que se sentia uma “estrela do rock” na época. “Você não conseguia chegar nem ao seu carro, a menos que o caminho fosse aberto para você. As pessoas faziam buracos nas tendas e tentavam tirar fotos de nós, tínhamos seguranças em todos os desfiles de moda”. E revelou que tinha um segurança especialmente para guardar suas calcinhas. “Quando eu estava na passarela, eu voltava e constantemente minhas calcinhas haviam ido embora. Meu sutiã, minha calcinha... sumiam”. Schiffer foi comparada a Brigitte Bardot em seu início de carreira.

Conspiração e paranoia

Carlos Bolsonaro, que tem sala própria vizinha ao gabinete do pai e que é apontado como um dos mentores do “gabinete do ódio”, está despachando sua ira contra Hamilton Mourão, através de sucessivas postagens pessoais, enquanto as falanges bolsonaristas torpedeiam o vice-presidente nas redes sociais. Carlucho insinua que Mourão conspira contra Bolsonaro e usa como exemplo reunião que o General teve com o Conselho da Amazônia, quando o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) disse que “se Bolsonaro entregar o governo a Mourão, o Brasil chegará em melhores condições em 2022”. Carlucho reclama: “Como pode o vice se reunir com o maior opositor socialista do governo?”. Mais: grupo de psicanalistas ligados à Universidade Federal de São Paulo, vem analisando a piora dos aspectos do comportamental de Bolsonaro. Consideram que suas ações e falas englobam uma lógica paranoica, messiânica e delirante, com demonstrações de fragilidade e onipotência misturadas. Há nele uma inconsistência e ambiguidade no comportamento. Para alguns desses especialistas Bolsonaro poderia ser medicado, o que estabeleceria uma certa coordenação de ações e pensamentos. 

 
 

Relembrando a carreira

A apresentadora Sabrina Sato usou suas redes sociais para falar da tristeza sobre o final do programa Domingo Show (mesmo sem confirmação oficial) que comandava há um mês. Mostrou fotos de seu confinamento e em depoimento lembrou do começo de sua carreira como bailarina do Faustão, sua passagem pelo BBB, onde ganhou reconhecimento e a participação no Pânico na TV. “Sabe por que eu contei a história da minha vida profissional e dos meus sonhos para vocês? Porque a gente precisa parar e pensar em algo muito maior nesse momento, porque agora não posso sair de casa para resolver isso. Mesmo sendo um sonho que eu tenho desde criança, é claro que eu fiquei triste, preciso deixar a minha vaidade de lado e dividir com vocês que sempre torceram por mim”.

Defesa online

Kyra Gracie, especialista em defesa pessoal, intensificou suas aulas online voltadas especialmente para as mulheres, depois que as pesquisas demonstraram o crescimento da violência doméstica durante a quarentena. O levantamento apontou um crescimento de 50% nos casos de violência contra a mulher. Kyra, 34 anos, herdeira do legado da família Gracie, é casada com o ator Malvino Salvador.

In – Biscoitos amanteigados
Out – Sequilhos

 
 

Ciúmes de homem

Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, tem muita paciência em aturar Bolsonaro, que passou a dar estocadas no, hoje, principal homem de seu governo. Mandetta descobriu que Bolsonaro tem ciúmes dele, não aceita quem pensa direito e se expressa bem. Já reclamou que “Mandetta quer fazer a vontade dele...” só que é a vontade da OMS, dos médicos, dos sanitaristas e dos infectologistas. E agora sofre mais porque Mandetta tem apoio de 76% dos brasileiros como Ministro contra 33% dele, como presidente, segundo o Datafolha.

Sustentação

Uma melhor observação nos números do Datafolha, revelam que os evangélicos (quase um terço da população) consideram (41%) ótimo ou bom o desempenho de Bolsonaro em relação ao surto da Covid-19. Para os católicos, metade dos brasileiros, a aprovação é de 31%. Entre os evangélicos, a reprovação do presidente é de apenas 28%. São sinais evidentes de que o grupo dos evangélicos constituem principal sustentação do governo Bolsonaro, mais alianças com pastor Silas Malafaia.

ISOLADO

Na quinta-feira passada (2), os presidentes da Câmara e Senado ignoraram um convite para encontrar Bolsonaro no Alvorada. Preferiram jantar com Mandetta, alvo da ira do Capitão. No dia seguinte, Rodrigo Maia arriscou: “Ele não tem coragem de trocar o ministro”. Bolsonaro deve ter espumado de ira, mas Mandetta ficou lá. Na terça-feira (31), ele já havia esbravejado: “O presidente sou eu”. E pouca gente pareceu ter levado a sério.

“SOFT”

Conforme a coluna antecipou, o general Braga Netto, desde o começo da semana passada, passou a exercer as funções de um interventor “soft”. Comandou entrevistas diárias com grupos de ministros do Planalto. A maioria só fazia figuração, mas claramente passava a ideia de que havia uma coordenação do governo pelo General. Chegou a montar um cordão em volta de Mandetta para impedir que Bolsonaro o demitisse no pico da pandemia. Sérgio Moro e Paulo Guedes ajudaram Braga nessa ação. Foram a favor do titular da Saúde e a mulher de Moro, Rosângela coroou: “Entre a ciência e achismos, fico com a ciência. In Mandetta I trust”.

ANTICOAGULANTE

Elmara Negri, médica pneumologista e patologista do HC/USP, teria percebido que o vírus provoca uma obstrução na microcirculação sanguínea provocando o temido colapso circulatório proveniente da COVID-19. Aí, desenvolveu um protocolo e começou a ministrar anticoagulantes para pacientes na UTI, que apresentam melhora significativa. Agora, está submetendo a publicação de artigo numa revista científica internacional.

Arrastão

A informação de que a Editora Globo somente publicará revistas na versão digital até julho causou pânico no mercado editorial. Primeiro, porque há dúvida se a Globo voltará a imprimir revistas depois de uma eventual experiência bem sucedida no meio digital. Depois, porque a retirada da Globo da mídia impressa provocará um arrastão no setor. Todas as editoras tomarão o mesmo caminho. As revistas de papel irão se tornar uma raridade. A simples possibilidade é um pesadelo para toda a cadeia de produção da indústria gráfica.

Máscaras

Está nas redes sociais: Hong Kong, com a população 95% chinesa, com 7 mil pessoas por quilômetro quadrado (a população é de 7,5 milhões), teve 600 casos de coronavírus e apenas quatro mortes. Detalhe: toda a população usava máscara durante os dias nas ruas, no trabalho e em casa. Mais: até hoje há máscaras disponíveis nas drogarias. Entre nós, o uso de máscaras passa a ser um mercado disputado. Nem hospitais têm o suficiente entre enfermeiros e ajudantes. Nas farmácias então, nem pensar.

CASA DE REPOUSO

Estima-se que existam cerca de 110 mil idosos vivendo em ILPIS – Instituição de Longa Permanência da Pessoa Idosa, algo em torno de 0,8% da população brasileira acima dos 60 anos. A quase totalidade das casas de repouso do país (95%) não é vinculada ao governo e 56% dependem basicamente de recursos públicos, por meio dos Fundos Estadual e Municipal de Assistência Social. O Ministério da Família está focado em uma missão para reduzir a disseminação do Covid-19: quer dar equipamentos de proteção individual para funcionários dessas casas. Lá, há o maior risco de contaminação dos veteranos e dos enfermeiros.

MISTURA FINA

  • O PRESIDENTE português Marcelo Rebelo de Sousa, um dos políticos mais populares do país, acaba de anunciar a renovação do estado de emergência. E não deixou por menos: “A vida e a saúde exigem que a economia não pare. Mas sem vida e sem saúde o combate econômico não pode ser travado com sucesso”. Sua prioridade é salvar vidas: “Não podemos parar”.
  • ROBERTO Campos Neto,  presidente do BC, tem comentado a projeção feita pela The Economist Intelligence Unit, que aponta queda de até 5,5% do PIB do Brasil em 2020. Fala ainda que as enormes perdas na bolsa de valores, no mercado de crédito e nos títulos públicos terão um efeito “altamente recessivo”. Campos diz que não tem esses números exatamente, mas “acha importante compartilhar”.
  • A EMBAIXADA da China, em Brasília, está recolhendo para dentro do prédio da chancelaria todos os funcionários chineses sediados na capital. Vão morar lá até que os ânimos melhorem na cidade. Os chineses estão sendo objeto de ofensas e agressões verbais nas ruas. A embaixada diz que esse rancor nasceu depois dos ataques feitos por Eduardo Bolsonaro, o Bananinha.
  • O PRESIDENTE da CBF, Rogério Caboclo, recebeu da área de marketing, sugestão de campanha de conscientização popular a favor da quarentena, como fez a Associação Argentina de Futebol. Entrou por um ouvido e saiu pelo outro. A última coisa que Caboclo quer é atrair a antipatia do presidente Bolsonaro.
  • A PANDEMIA inspira comentários diversos e muito humor nas redes sociais. Agora, elegeu-se “o melhor cartaz do ano”, que aparece sendo segurado por uma mulher. Diz: “Não há nada mais perigoso do que a aglomeração de 81 senadores, 513 deputados e 11 ministros do Supremo”.
  • GRANDES redes de drogarias do Rio e de São Paulo, têm usado caminhões semi-identificados e serviço de escolta, sobretudo em áreas da periferia. Álcool gel é um dos ativos mais cobiçados dos momentos pelas quadrilhas de roubo de cargas.
  • OS grandes bancos privados, comandados pelo Bradesco, assinaram uma página de humanidade em sua história. O banco da Cidade de Deus, mais Itaú e Santander vão ceder cinco milhões de testes rápidos de detecção do coronavírus, tomógrafos e respiradores.

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!