Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

GIBA UM

“Não tinha a perspectiva de ser um presidente que pudesse vir a tomar comportamentos tão irresponsáveis, tão condenáveis”

de JOÃO DORIA, governador de São Paulo, arrependendo-se de ter votado em Bolsonaro
23/04/2020 05:00 - Giba Um


“Não tinha a perspectiva de ser um presidente que pudesse vir a tomar comportamentos tão irresponsáveis, tão condenáveis”,  
de JOÃO DORIA // governador de São Paulo, arrependendo-se de ter votado em Bolsonaro.

Levantamento do Instituo Paraná mostra que a grande maioria dos entrevistados (62,8% de 2.218 brasileiros) não aproveita o isolamento para praticar atividades físicas.  

Mais:  Apenas pouco mais de um terço (34,4%) dizem fazer exercício. A parcela mais ativa tem 60 anos ou mais: 41,1% juram que aproveitam a quarentena para manter a forma. 

 
 

Coleção do bem

A cantora Demi Lovato, 27 anos, que estava pronta para voltar aos shows quase dois anos após sua internação numa clínica de reabilitação, acaba de lançar uma linha de roupas esportivas em parceria com a Fabletics. Todo o lucro das vendas será revertido para instituições de combate ao coronavírus.  E cada peça vendida terá US$ 5 destinado para materiais para os profissionais da linha frente dos que enfrentam o Covid-19. De namorado novo, o ator e dançarino Max Ehrich,  ela revelou que está pronta para formar uma família: “Quando imagino minha vida no futuro, não digo ‘estou procurando um homem com quem quero ter dois ou três filhos’. Eu acho que poderia ser muito divertido compartilhar filhos com uma mulher … então eu não sei como será meu futuro e estou aberto a qualquer coisa”. Mais: Demi é garota-propaganda da coleção e chamou atenção por apresentar curvas mais volumosas.

Estado de sítio

Que ninguém imagine que Jair Bolsonaro já não tenha pensado em estado de sítio. Contudo, a Constituição Federal deixa claro que não pode ser usado para fins pessoais ou de disputa pelo poder, mas apenas em períodos de grande urgência e necessidade de eficiência do Estado. É um instrumento burocrático e político em que o Chefe do Estado – no Brasil, é o presidente da República – suspende por um período temporário a atuação dos Poderes Legislativo e Judiciário, com duração limitada – entre nós, de 30 dias – e só estendido em caso de guerra. No Brasil de hoje, seria quase impossível sua decretação.

 
 

Nova Fase

A atriz Mariana Ximenes, 38 anos, também tem aproveitado o isolamento para praticar o bem. Sócia do restaurante Capim Santo, ela está pondo a mão na massa e vem preparando marmitas para doar para os profissionais da saúde. E diz que quer fazer chocolates para incluir nestas marmitas. Ela tem um irmão médico e sabe o quanto é difícil o trabalho desses profissionais. Separada, há pouco tempo e morando com a mãe, Mariana também disse que este está sendo um momento que ela está se permitindo ficar quieta, reflexiva e pensativa. A atriz estará na próxima novela das 18h Nos Tempos do Imperador como a Condessa de Barral.

Dez anos

Os economistas esperam um déficit de R$ 127,5 bilhões para 2022, último ano de Bolsonaro. Nada mais irônico para um ministro da Economia, ultraliberal, que chegou a prever zerar o déficit público no primeiro dia do mandato de Bolsonaro e nem chegou a conhecer o azul de perto. Paulo Guedes, o famoso “Posto Ipiranga”, entregará ao próximo presidente eleito um rombo a ser administrado. Estima-se que para 2023 um saldo vermelho equivalente a R$ 83,3 bilhões e dívida pública quase de 90% do PIB. O país terá atravessado um período de dez anos com contas na UTI (começou com Dilma em 2014).

In – Sopa de abóbora  
Out – Sopa de cebola gratinada

 
 

Do mesmo lado

Dilma Rousseff, em fevereiro de 2016, adentrou ao Congresso com a firme intenção de fazer a reforma da Previdência e a necessidade de iniciar uma discussão sobre “a margem de flutuação do resultado fiscal para acomodar sua volatilidade”. Defendeu a CPMF para aumentar a arrecadação – e foi massacrada, inclusive por Paulo Guedes. O tempo passou e Guedes defende agora a volta da CPMF e uma meta fiscal com componente variável. Os mais ortodoxos radicais e a mais pafuncias das heterodoxias ficaram do mesmo lado.

Vermelha

Roberto Jefferson, presidente do PTB, reapareceu na mídia denunciando uma conspiração para a derrubada de Jair Bolsonaro do poder, arquitetava pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, do Senado e mais alguns líderes de entidades. Não apresentou prova alguma, disse que “estava sentindo” isso tudo. Nos mesmos dias, Maia detonou Bolsonaro e outros em entrevistas para a Veja. O filho 03, Eduardo Bolsonaro veio à tona para dizer que os ministros Sérgio Moro e Paulo Guedes deveriam ter defendido seu pai. Detalhe: Jefferson, bolsonarista, achou fora de tom a camisa vermelha usada por Bolsonaro.

MARCHA LENTA

A economia brasileira andou em marcha lenta desde 2017,  mas o mesmo não aconteceu com o crédito. Segundo o BC, o saldo de crédito ampliado total saiu de 125,6% do PIB em janeiro de 2017 para 141,5% do mesmo mês em 2020, um saldo de 16 pontos percentuais do PIB em três anos. Essa medida inclui o crédito do setor não financeiro da economia, público e privado, bancário e não bancário.

Discórdia

A escolha do candidato do Partido Novo à prefeitura de Belo Horizonte piorou a relação entre o governador Romeu Zema e o milionário João Amoêdo, que se julga dono da agremiação. A manobra de Zema para suspender as prévias da legenda e emplacar a candidatura de Rodrigo Paiva, integrante de sua equipe, foi na contramão do que queria Amoêdo e outras figuras da cúpula da sigla. Por isso e outros problemas, Zema e Minas Gerais são uma ilha dentro do Novo.

PRÓ-EMPREITEIRAS

A criação de um sindicato bancário coordenado pelo BNDES para recuperar grandes empresas pode ser um achado para resgatar a indústria da construção pesada. As empreiteiras constituíam um dos setores mais robusto da economia. Foram varridas do mapa pela Lava Jato. Mas o país vai precisar da construção pesada logo mais à frente – e está descortinada a oportunidades para se corrigir um grande equívoco.  

Flexibilização

Alguns governadores que andavam chamando Jair Bolsonaro de “irresponsável” foram os primeiros a liberar o funcionamento de atividades, na tentativa de minimizar os efeitos trágicos na economia. O governador Flávio Dino (PCdoB), pré-candidato ao Planalto, também flexibilizou. A “cereja do bolo” é de São Paulo onde João Doria vai começar com abertura dos shoppings em horário reduzido, sem cinemas e sem prova de roupas.

Nada de forró

As mesmas festas juninas em homenagem a São João, Santo Antônio e São Pedro já deveriam começar em todo o país no mês de maio. Foram canceladas por causa da pandemia. Um dos principais artistas de forró, Santana, lembra que a “pandemia paralisou toda a cadeia produtiva, não apenas os músicos”. As festas juninas, especialmente no Nordeste, superam até mesmo o carnaval. É celebrada pela quase totalidade de 184 mil escolas brasileiras e muitas das 11 mil igrejas do país.  

ELE, DE NOVO

O recuo de Jair Bolsonaro, um dia depois de apoiar a manifestação que pedia “Intervenção militar já com Bolsonaro na presidência”, foi recomendado (e coordenado) pelo ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto, que continua mantendo sua missão de “interventor soft”. Quando aconselha o Chefe do Governo, Braga Netto carrega cores dos demais ministros do governo e até mesmo da cúpula das Forças Armadas, que distribuiu comunicado condenando a manifestação que pregava o golpe.

MISTURA FINA

  • O QUE Mandetta não conseguiu, João Doria conseguiu: fechar a compra de 3 mil respiradores. Vai gastar R$ 520 milhões. Mais: a maior “roda presa” da gestão do ex-ministro da Saúde para comprar materiais é o Departamento de Logística (Dlog). Não consta da área do Dlog, no site do Ministério da Saúde, qualquer iniciativa (licitação, pregão, nada) de materiais contra o coronavírus.
  • NELSON Teich, novo ministro da Saúde, esteve por um triz de assumir o cargo em janeiro de 2019. Um acordo político deu a pasta a Luiz Henrique Mandetta. Teich trouxe a questão do desemprego para seu discurso de posse. Mas a verdade é que ele não é grande conhecedor do assunto. O ministro é muito rico e está na lista das maiores fortunas dos profissionais de medicina.
  • NO mesmo dia de sua demissão, choveram convite para Luiz Henrique Mandetta para assumir secretarias de diversos estados. Ele ficou constrangido. Sabia que a iniciativa era muito mais para governadores colocarem azeitona em suas próprias empadas.
  • A PANDEMIA deverá aumentar a pobreza no Brasil, segundo dados do Bando Mundial, que estima que o total de brasileiros que vivem na miséria vai subir. Neste ano, de 9,3 milhões para 14,7 milhões. Ou seja: a crise deve deixar mais de 5,4 milhões na miséria.
  • QUANDO apoiou a manifestação que pedia intervenção militar, Jair Bolsonaro improvisou um palanque em frente ao QG do Exército. A ideia era passar a impressão de que os militares estariam do seu lado. Não deu certo: o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou por escrito, que a Forças Armadas trabalham “para manter a paz e a estabilidade do país, sempre obedientes à Constituição”.
  • ENQUANTO Bolsonaro discursava na caminhonete, no domingo (19), confraternizando-se com os golpistas, o filho Carlos Bolsonaro divulgava vídeo com apelo à violência. Nele, apareciam homens de preto que descarregavam revolveres num estande de tiro. E gritavam “Bolsonaro” e – surpresa – “AI-5”.  
  • COMERCIANTES estão pessimistas para as vendas dos Dias das Mães. Segunda principal data do comércio (perdendo apenas para o Natal) deve registrar grande queda, assim como a Páscoa. As vendas da Páscoa caíram 33% em relação a mesma data do ano passado.

Felpuda


Embora faltem 26 dias para as eleições, a bolsa de apostas nos meios políticos já está em alta.

Dois nomes estão sendo apontados como favoritos para disputarem o segundo turno.

Isso acontecendo, há quem garanta que um deles receberia total apoio de antiga liderança e de todo o seu grupo, que hoje estão em lados opostos.

Vai longe o tempo em que o objetivo era tão somente o bem comum...