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GIBA UM

“Nenhum ministro saiu por corrupção ou acomodação partidária. No passado, trocava centenas de ministros por ano e a imprensa falava nada. Agora trocam um aqui e eles…”

de JAIR BOLSONARO, sem completar a frase falando da saída de 8 ministros de seu governo
20/05/2020 06:00 - Giba Um


“Nenhum ministro saiu por corrupção ou acomodação partidária. No passado, trocava centenas de ministros por ano e a imprensa falava nada. Agora trocam um aqui e eles…”,  
de JAIR BOLSONARO // sem completar a frase falando da saída de 8 ministros de seu governo.

Depois de duras declarações contra Jair Bolsonaro na CNN americana, Luiz Henrique Mandetta põe mais pólvora na escopeta e vai repetir a dose na imprensa europeia.

Mais: estão na fila o espanhol El País e o francês Le Figaro. A imprensa internacional também quer conversar com Sérgio Moro e provavelmente correrá atrás de Nelson Teich.

 
 

Irmãs  na capa

Em meio a pandemia, as revistas vão se reinventando para tentar entreter as pessoas, com muitos conteúdos exclusivamente digitais, sem desprezar, claro, o conteúdo físico. A Vogue Paris, por exemplo, traz em sua capa (são duas) as irmãs Bella e Gigi Haddid, que Emmanuelle Alt , editora-chefe da revista, descreve como “As irmãs mais elegantes da moda”. As duas vivem momentos completamente opostos. Bella, 23 anos, está solteira desde o fim do namoro com The Weeknd. Já Gigi, 25 anos, está feliz da vida, gravida fruto do relacionamento com o cantor Zayn Malik. Ela se diz feliz e agradecida por essa experiência e revela que está com as emoções à flor da pele, chora por qualquer coisa. Mais:  a Vogue Paris acaba de criar um perfil no Tik Tok com os bastidores deste ensaio.

Acampamento Ilegal

O acampamento dos apoiadores de Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios é ilegal, todo mundo sabe, mas é tolerado. Há uma lei que proíbe acampamento na Praça dos Três Poderes, nos gramados em frente ao Congresso e nos que se estendem entre os prédios dos ministérios. Já acamparam por lá o pessoal da UNE, sindicalistas do PT e os sem-teto de Boulos. A diferença entre acampamentos de esquerda e extrema direita é que os que estão lá agora misturam milicianos armados que representam risco para a democracia. Também não é legal acampar na Praça Lafayette, em frente à Casa Branca e nos Jardins dos Champs-Élysées, diante da sede do governo francês. Lá, a lei é cumprida. Quem desrespeita sofre com a mão pesada do Estado. Não tem jeitinho. Entre nós, até autoridades acampam lá. A Justiça autorizou o acampamento dos milicianos a permanecer na Esplanada. O juiz Paulo Cavichioli acha que é uma manifestação legitima.

 
 

Experiência diferente

Titi Miller, 33 anos, está em contagem regressiva para chegada de Benjamin. Ao ter uma foto que mostrava sua barriga na reta final deletada no Instagram, reclamou e postou novamente agora mostrando um pouco menos. A apresentadora do A Eliminação - BBB,  falou de sua sensação de estar gravida neste momento. “Tenho passado por sentimentos ambivalentes sobre o que é gerar uma vida enquanto o mundo vibra na morte. É potente, desesperador, enche de esperança e medo, gratidão e angústia. Estar grávida é, por si só, abraçar o desconhecido. Mas nada nos prepara pra falta de controle total que é viver tudo isso no meio de uma pandemia”.

Colérico e risonho

No geral – e isso os psicólogos deve entender melhor – Jair Bolsonaro só falar em tom colérico. Não há ocasião que tenha um tom mais natural. Ele sempre lança palavras como quem está atacando o interlocutor. Mas, tem momentos risonhos, com direito a “aperto de braço” (nem mão, nem cotovelo), como aconteceu há dias quando Rodrigo Maia apareceu, depois de Bolsonaro ter dito que ele jogava “para afundar o país e ferrar com a economia”. Saiu de lá falando em “pontes e diálogos”. Quem acompanhou, achou amadorismo.

In – Inverno: calça tradicional
Out – Inverno: calça destroyed

 
 

Ideia fixa

Jair Bolsonaro já encarregou o general Eduardo Pazuello de autorizar o uso da cloroquina em pacientes com sintomas leves da Covid-19. Se assinar, aumenta suas chances de ser efetivado no cargo. E como não é médico, não corre o risco de ter registro cassado por charlatanismo. Também Osmar Terra, ex-ministro gostaria de assumir a Saúde. Médico, em abril ele garantia que o coronavírus condenaria menos de mil brasileiros. O país já perdeu mais de 16 mil vidas com o Covid-19.

Trampolim

O governo prepara um pacote de medidas complementares ao primeiro lote de iniciativas de apoio aos setores econômicos mais fragilizados. Trata-se da fiação de uma renda delicada, que coloca no mesmo bordado assistência social, desajuste fiscal, Centrão, reeleição, divisão da equipe econômica e outras costuras. A ideia é estender a validade do auxílio por dois anos ou mesmo torná-lo permanente desde que vinculado à reforma tributárias imediata. É uma espécie de “Imposto de distribuição de renda”, que poderá ser acrescido ao projeto de reforma que está na Câmara dos Deputados.

FALIDOS

Em abril, o governo federal teve que honrar R$ 1 bilhão das dívidas, não pagas, dos estados e municípios, sendo os mais graves Minas Gerais e Rio de Janeiro no total de meio bilhão. Até abril foi honrado pela União o montante de R$ 3 bilhões de dívidas. Minas possui um estoque de dívida de R$ 113,8 bilhões para uma receita líquida de R$ 56,3 bilhões e o Rio tinha um estoque de dívida de R$ 155 bilhões para uma receita de R$ 58,2 bilhões. Resumo da ópera: os dois estavam literalmente falidos.  

Cloroquina

Quem era contra, virou a favor: muito políticos já adotam o tratamento por cloroquina. Alguns admitem publicamente como os governadores do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), Alagoas, Renan Filho (MDB), Tocantins, Mauro Carlasse (DEM) e do Amapá, Waldez Goes (PDT), que introduziram a cloroquina no protocolo de tratamento da doença, mas a maioria usa – e não confessa. Em São Paulo, Roberto Kalil usou e falou e David Uip também usou e não admitiu como medo de irritar João Doria. Nos Estados Unidos, Donald Trump diz que toma diariamente cloroquina.  

CUSTO CARO

Ninguém sabe onde isso vai parar, mas Bolsonaro já percebeu o quanto está aumentando o custo de sua permanência no poder. Esta semana, entregou ao grupo de Valdemar Costa Neto, meio dono PL, ex-presidiário do mensalão, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), onde se gasta R$ 54 bilhões, o equivalente a 20% do orçamento do Ministério da Saúde.

Intervenção

O jurista Yves Gandra Martins, 85 anos, afirma que esse desentendimento entre os Três Poderes pode ser resolvido com a intervenção das Forças Armadas. Ele garante que o mecanismo está previsto no artigo 142 da Constituição. “Pela Carta Magna, se um dos poderes recorrer às Forças Armadas, quem repõe a lei e a ordem são elas”, que funcionariam como uma espécie de poder moderador.

Menos vítimas 1

País 3,5 menos que o Brasil, a Itália registra o dobro dos óbitos provocados pelo coronavírus. No começo da semana, perto de 32.200 italianos morreram da doença contra os 16.370 brasileiros informados pelo Ministério da Saúde. O Covid-19 apareceu na Itália em 21 de fevereiro e no Brasil, quatro dias depois, mostrando que o vírus se espalhou mais rápido e fez mais vítimas que no Brasil.

MENOS VÍTIMAS 2  

Ainda para comparar: país 4,5 menos populoso que o Brasil, a Espanha também registrou número de mortos bem maior, como aconteceu na Itália. Traduzindo em número, os infectados que foram a óbito na Espanha totalizaram 28 mil pessoas, o dobro dos brasileiros. E com três vezes menos habitantes que o Brasil, o Reino Unido registra mais de 34 mil mortos. O número de mortos do Brasil equivale a 48%.

MISTURA FINA

  • PARECE pelada de crianças quando um para e diz : “A bola é minha e acabou o jogo”. A alternativa que Jair Bolsonaro encontrou para evitar aborrecimentos com reuniões ministeriais foi cancelar os encontros. “De agora em diante, não tem mais isso, será só um cafezinho com bandeira hasteada”, disse o Capitão, tirando o sofá da sala.
  • AS cenas da reunião de 22 de abril entre Bolsonaro e seus ministros mostram um Planalto como centro de um verdadeiro pandemônio político. Eles se desqualificam em vulgaridades e não distinguem entre a realidade e fantasia autoritária, confirmando a ironia do vice Hamilton Mourão: “Está tudo sob controle... só não se sabe de quem”.
  • O DEPUTADO Marco Feliciano (PSC-SP), amigo de Eduardo Bolsonaro, sonha com apoio do filho do presidente para se lançar como candidato “terrivelmente evangélico” do governo à presidência da Câmara em 2021.
  • COM a pandemia, as projeções do Ministério da Economia para a venda de bens e imóveis da União neste ano não chega a R$ 3 bilhões. Ou seja, abaixo dos R$ 3,8 bilhões contabilizados em 2019. E super distante da meta de R$ 1 trilhão constantemente alardeada por Paulo Guedes.
  • EM reunião da OMS, o general Eduardo Pazuello que já despacha como ministro interino da Saúde, omitiu a gravidade da crise no Brasil e disse que o governo federal busca o diálogo com estados e municípios, o que não é verdade. Só que passou no teste de fidelidade a Bolsonaro.
  • JAIR Bolsonaro gostou de ver o general Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde, gastando seu inglês na assembleia da Organização Mundial da Saúde. Ele também é fã do inglês de Paulo Guedes, que morou estudou nos Estados Unidos. E acha que o inglês de Eduardo Bolsonaro anda “meio mal das pernas”.
  •  AUGUSTO Aras, procurador-geral da República, quer ouvir o presidente Jair Bolsonaro a respeito da reunião do dia 22 de abril, onde teria falado sobre a troca na diretoria da Polícia Federal para proteção da família. Aras está preocupado com a ampliação da investigação que está no STF.
  • TAM, Gol e Azul vão fechar o mês de maio com uma média de 182 voos domésticos diários. Antes da pandemia, esse número superava a marca de dois mil pousos e decolagens.
  • A MP que blinda agentes públicos de processos civis ou administrativos durante a pandemia não serve para crimes contra a humanidade. E também não alcança quem cometa negligência que resulto na morte de milhares de pessoas. Bolsonaro está mal informado – ou foi mal assessorado.

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...