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GIBA UM

“No jornal da manhã é caixão e é corpo, na hora do almoço é caixão e é corpo, no jornal da noite é caixão, é corpo e é número de mortes”

de LUIZ EDUARDO RAMOS, secretário do Governo, reclamando do noticiário
24/04/2020 05:00 - Giba Um


“No jornal da manhã é caixão e é corpo, na hora do almoço é caixão e é corpo, no jornal da noite é caixão, é corpo e é número de mortes”,  
de LUIZ EDUARDO RAMOS // secretário do Governo, reclamando do noticiário.  

O volume de processos de grandes grupos de shopping centers cresceu contra lojistas pequenos e médios por causa da inadimplência contratual – com solicitações de despejos dos comerciantes ou multas.  

Mais: são empresas que já estavam inadimplentes antes da pandemia e não serão perdoados. Alguns prejudicados estão conseguindo renegociações. E dois grandes shoppings não cobrarão aluguéis nesse período.  

 
 

Alessandra, de novo

A modelo Alessandra Ambrósio, que acaba de completar 39 anos está na capa da Elle espanhola, fotografada para antes da pandemia nas praias de lá. Em entrevista, fala que neste tipo de situação, por mais difícil que pareça, sempre busca pensar positivo. “Eu sempre procuro o lado positivo e de esperança em situações difíceis. Espero possamos manter as nossas relações pessoais acima da tecnológicas quando tudo voltar ao normal”. Adepta a yoga e  ao pilates, ela diz que também busca manter o corpo sempre hidratado. Curiosidades sobre Alessandra: desde dos oito anos, já havia decidido que seria modelo e por isso fez uma cirurgia aos 11 para consertar suas orelhas “de abano”.

Braga vs. Guedes

O plano de recuperação econômica apresentada pelo general Braga Neto, chefe da Casa Civil, não teve aprovação do ministro Paulo Guedes, da Economia, que nem esteve na apresentação. É chamado de Pró-Brasil e Guedes avisa que não tem dinheiro para nada. O titular da Economia o compara a um plano apresentado por Dilma Rousseff, jamais realizado. Braga quer trabalhar com R$ 250 bilhões em concessões e parcerias e outros R$ 50 bilhões em investimentos públicos. Bolsonaro gosta: “Política boa é com investimento privado”. A ala militar chama o projeto de “Plano Marshall” com R$ 30 bilhões para infraestrutura e mais 70 obras paralisadas e recém-lançadas.

 
 

Dia da Terra

Na quarta-feira (22) foi comemorado o Dia da Terra. Várias celebridades comemoraram a data à sua maneira. Gisele Bündchen por exemplo, postou foto com os filhos no meio da natureza. Juliana Paes postou abraçando um globo, Paola Oliveira beijando uma flor. Mas, as mais ousadas, como a atriz Tainá Muller (à esquerda), dividiu uma foto toda nua numa pose que escondia as partes mais íntima em cima de uma pedra. Quem também ousou foi Tallulah Willis (à direita), filha de Demi Moore e Bruce Willis, que se mostrou como veio ao mundo e na legenda: “Eu me rendo a você, mamãe natureza. Muito obrigada’.  

Outro Plano

Paulo Guedes vinha trabalhando, com sua equipe, num projeto que envolveria investimentos da ordem de R$ 1,2 trilhão na execução de grandes obras de infraestrutura. Nesse modelo, a maior parte dos recursos, perto de R$ 500 bilhões, sairiam das reservas. Outras fontes seriam  BNDES, Tesouro Nacional e fundos de pensão. O banco de fomento, por exemplo, entraria com R$ 200 bilhões e cerca de R$ 300 bilhões viriam da aplicação direta do Tesouro. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, é considerado um executivo talhado para tocar o desafio. É competente, jeitoso e tem boas relações com o Congresso.

Antigo

Problemas de investimentos são antigos no Brasil que tem 14 mil obras paradas; cerca de 48% da população não tem acesso à rede de esgoto; a competitividade logística do comércio exterior se deteriora a cada dia e o programa de expansão energética entrou em blecaute. E a questão da pandemia ganha contornos mais sérios.

In – Serviço de delivery
Out – Serviço de teleatendimento

 
 

Vai ser pai

Um dos filhos de Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro, deixou ataques de lado e está anunciando nas redes sociais que em breve vai se tornar pai pela primeira vez. Ele fez questão de compartilhar a notícia com os seguidores e acrescentou que em meio a tantos acontecimentos ruins, algo bom estava por vir – e era seu filho.

Duas mulheres

Pouca gente sabe: duas mulheres também conhecidas no mundo da medicina foram cotadas para assumir o Ministério da Saúde. Uma é Nise Yamagushi, uma das primeiras defensoras da cloroquina no governo. Foi candidata a deputada federal pelo PSL, mas não se elegeu. Outra foi a goiana Ludhmila Hajjar, diretora de ciência e inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Sondadas, teriam considerado a empreitada um desafio muito grande.

RESPALDO

Nelson Teich, novo ministro da Saúde, foi um dos fundadores em 1990 das Clínicas Oncológicas Integradas, que presidiu até maio de 2018. Tinha três unidades de tratamento no Rio, investiu R$ 50 milhões em abrir mais duas, com apoio da gestora Axxon Group. No ano anterior, faturara R$ 120 milhões e em 2015 foi vendido para a UHG/Amil. Mais: conta com respaldo de Paulo Guedes, que o apresentou a Bolsonaro e do empresário Meyer Nigri, da Tecnisa.

Ilha

Na primeira entrevista coletiva do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, o lugar central da mesa era ocupado pelo general Braga Neto, da Casa Civil, o “interventor soft” do governo, que tinha à sua esquerda o titular da Saúde. Por sua vez, Teich tinha à sua esquerda, outro militar, general Eduardo Pazuello, que será secretário-executivo do ministério. Braga, à sua direita, tinha o general Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria do Governo. Teich não falou nada de novo e não fez nenhuma citação a “isolamento social” ou outras medidas de quarentena.

“Performa”

A única coisa que o ministro Nelson Teich falou, na sua primeira coletiva, foi declarar que  “o Brasil é um dos países que melhor performa (sic) em relação ao Covid”. Do lado da pandemia, faltam leitos de UTI, pacientes dormem nos corredores, há falta de vagas – e muto equipamento médico, de máscaras a respiradores e há também cemitérios abrindo valas comuns para enterrar vítimas da doença. Antes disso, os corpos ficam esperando em caminhões frigoríficos.  

Sem conversa

Assim como bateram o pé na reforma da Previdência, os militares não querem nem saber de conversa sobre redução de seus vencimentos. A hipótese foi levantada em meio às discussões de corte salarial nos Três Poderes para contribuir com a pandemia. Ninguém vai reduzir seus proventos, menos ainda o Chefe do Governo, que também considera salários e aposentadoria “imexíveis”, a se lembrar do ex-ministro Antônio Magri.

100% do PIB

Os gastos do governo com as medidas anti-coronavírus e a piora do quadro macro econômico elevarão a dívida pública brasileira ao equivalente a 84,9% do PIB neste ano, segundo a Instituição Fiscal Independente, órgão ligado ao Senado. A projeção anterior apontava para 79,3%. Em 2019, após anos em alta, a relação dívida/ PIB cedeu a 75,8%. O cenário baseado na Instituição prevê que a dívida vai crescer continuamente até atingir a marca histórica de 100,2% do PIB em 2030.

DÍVIDA  BRUTA

O FMI logo deverá fazer projeções sobre a dívida bruta das nações depois da pandemia.  No Brasil, a estimativa de um produto bruto interno é de 100% do PIB em 2030 e neste ano, vai a 84,9%, À título de ilustração: segundo dados do mesmo FMI de 2018, em uma amostragem de 148 países, somente 9% apresentavam dívida maior do que o Brasil. em 2013, o número era de 31%. Aguarda-se virada no setor.

MISTURA FINA

  • HÁ quem defenda, no Planalto, uma live de cantores simpáticos de Bolsonaro – a exemplo de Amado Batista e da dupla Bruno e Marrone – com a participação do próprio presidente. A apresentação teria como mote “O show tem que continuar”, numa defesa supostamente sutil da necessidade de retomada da economia.
  • BANIDO do futebol pela Fifa, o ex-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, ensaia um discreto retorno à área. Estaria prestando consultoria informal al clubes de futebol e federações estaduais atingidas pelo coronavírus.
  • EM seu duelo permanente contra o coronavírus, o presidente Bolsonaro não fez, até agora, nenhuma menção à campanha nacional de vacinação contra a gripe comum. Na faixa etária alvo do Ministério da Saúde, nem se tem notícia se Bolsonaro tomou a vacina. Seus chegados do Planalto garantem que não.
  • CAIU em março, depois do início da quarentena, o volume de “ressarcimento de despesas” de deputados federais. Mesmo em casa, os parlamentares conseguiram gastar R$ 8,5 milhões extraídos do bolso do contribuinte.
  • O PREFEITO Marcelo Crivella não tem o que fazer: depois de fechar bancos e autorizar apenas movimentação via internet ou celular (ou nos caixas), agora fechou por 10 dias as 162 feiras livres que trabalham no Rio de Janeiro, por causa da aglomeração.
  • EMPRESAS de ônibus urbanos acumulam perdas de R$ 2,5 bilhões, somente nos últimos 30 dias, por causa das medidas restritivas à circulação adotadas com o avanço do coronavírus no país. A frota de veículos encolheu 25%, mas houve redução do volume de passageiros transportados – cerca de 32 milhões de viagens individuais por dia.  
  • TRADICIONAL empresa paulista com atuação em montagem, gerenciamento de obras e manutenção, a Progem Engenharia, controladora do consórcio que administra o Pacaembu, ganhou dezenas de contratos para erguer vários hospitais de campanha e até um UTI com 32 leitos, no estacionamento do Einstein. Depois, veio Anhembi com 1.800 leitos e quatro hospitais do Pará um total de 720 leitos na capital Belém, Santarém, Marabá e Breveslx. E ainda tem Goiás e Piauí. Um exército trabalha nessas obras: mil, para começo de conversa.
  • É O Rio! Em comunidades dominadas por milícias não houve carreta nesses dias. O comércio já recebeu ordem para reabrir as portas, ignorando decretos estaduais e municipais. E ninguém foi lá para contradizer a autorização dada.

Felpuda


Ex-cabecinha coroada anda dizendo por aí ser o responsável por vários projetos para Campo Grande, executados posteriormente por sucessor. 

Ao fim de seus comentários, faz alerta para que o eleitor analise atentamente de como surgiram tais obras e arremata afirmando que não foi “como pó mágico de alguma boa fada madrinha. 

Houve muito suor nos corredores de Brasília”. Então, tá!...