Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

GIBA UM

“Nós precisamos que o comandante do avião assuma sua cadeira. Nós precisamos que o presidente assuma a Presidência”

de RODRIGO MAIA, presidente da Câmara, sobre o mau exemplo de Bolsonaro não ter cumprido recomendações sobre o coronavírus
17/03/2020 05:00 - Giba Um


“Nós precisamos que o comandante do avião assuma sua cadeira. Nós precisamos que o presidente assuma a Presidência”,  
de RODRIGO MAIA // presidente da Câmara, sobre o mau exemplo de Bolsonaro não ter cumprido recomendações sobre o coronavírus.

Fazendo os cálculos: Bolsonaro foi eleito por 39% dos eleitores. Podiam votar 147 milhões e ele teve 57,7 milhões de votos, ou seja, não foi eleito pela maioria nacional.

Mais: o partido pelo qual Jair Bolsonaro foi eleito, o PSL, não chegou a ter 10% do Congresso. Os cálculos são do ex-ministro Delfim Netto, do alto dos seus 91 anos.

 
 

Mamãe em pleno vapor

A atriz e apresentadora Giovanna Ewbank, 33 anos, grávida de seu primeiro filho biológico (já tem dois adotados Titi e Bless), fruto do relacionamento de 11 anos com Bruno Gagliasso, está à frente da campanha da grife Arezzo para o Dias das Mães. Em peças dirigidas por Giovanni Bianco e com fotos de MAR+VIN mostra suas novas curvas evidenciando sua barriga de cinco meses e cabelos levemente ondulados. Com mais de 3,69 milhões de seguidores no seu canal no YouTube, Giovanna está comandando o reality-show The Circle Brasil da Netflix.  Mesmo não sendo uma gravidez planejada, ela está amando esta fase e só reclama de uma coisa: memória. “As únicas coisas que faço agora são dormir e comer. É só disso que tenho vontade. Minha memória está péssima. A minha médica disse que ia falhar muito”.

“Acima de tudo”

Ao sair pela rua, dando abraços e apertos de mão e posando para selfies, Jair Bolsonaro, que ainda deverá se submeter a novo exame, dava mostras de que não sabia o que estava fazendo. Até assessores estavam atônitos e seguranças acompanhavam de longe. Era como se ele estivesse exercendo um mote diferenciado onde uma frase poderia ter virado “Bolsonaro acima de tudo”. Queria se exibir para seus adversários e não pensava nas consequências imediatas. Jornais e emissoras de TV de vários países registraram o ineditismo da cena – e o seu mau exemplo – com estupefação e condenação.  Ele acha que “o recado foi dado” e quer nova manifestação daqui a dois ou três meses. Quando deu negativo no teste, Bolsonaro brindou inimigos e brasileiros em geral com uma banana, sua nova arma. Radicais ironizavam a gravidade da situação e diziam que ser culpados do “comunavirus”. Nas manifestações, protestos para medidas inconstitucionais: fechar o Congresso e o Supremo. Algumas faixas eram encomendadas: “Fim ao voto eletrônico”. O ministro Luiz Henrique Mandetta levava as mãos (contrariando a recomendação) e não resistia: “O que é isso? É uma loucura?”. No último vídeo, não falou nada sobre coronavírus.

 
 

Rumo ao altar

A atriz e cantora Mariana Rios, 34 anos, em breve deixará o time de solteiras. Discreta, mantem a data de casamento com o empresário Lucas Kalil (juntos desde 2018) em segredo. Há quem garanta que eles farão duas cerimônias: uma no Brasil, na metade do ano, outra nas Maldivas ou nas Ilhas Maurício. Enquanto a data não chega, Mariana resolveu fazer uma despedida de solteira luxuosa e levou suas dez madrinhas (todas desconhecidas, mas amigas de anos), para passar alguns dias em São Miguel dos Milagres, em Alagoas. E lá todas as madrinhas ganharam como presente velas da grife Jo Malone, que custam R$ 360 e joias da designer Nádia Gimenes, que custam, em média R$ 300 cada peça.

Dedo inquieto

No final de semana, quando o número de atingidos pelo vírus chegou a 200 e diante das manifestações que aconteciam pelo país, o dedo de Jair Bolsonaro estava mais do inquieto: ele tuitou por cerca de 40 vezes. Se ele ficasse em casa, isolado, os mais irônicos apostam que o país iria a loucura pelo volume de tuites que ele postaria.

 
 

Delírio

Paulo Guedes está confuso e não sabe bem o que fala. Ele diz que o contágio com o coronavírus no Brasil pode ser pior do que o da China ou da Itália. E ao mesmo tempo, aposta que o PIB brasileiro pode crescer 2,5% em 2020. “Se um continuar brigando com o outro será a psicologia do fracasso”. Muitos consultores mais eficazes acham que Guedes passa por um momento de “distanciamento da realidade”.

Compra-se

Por causa de escassez e preços altos, o Ministério da Saúde vem enfrentando dificuldades para comprar no Exterior equipamentos de combate ao coronavírus, inclusive respiradores, fundamental para o tratamento dos infectados. A Itália queria comprar 10 mil respiradores e até agora não conseguiu. O Brasil tem menos de 100 mil e quer comprar mais

EM PÂNICO

Os parlamentares estão em pânico: o deputado João Henrique Caldas (PSB-AL) preparou projeto de lei para permitir que os partidos usem os fundos eleitoral e partidário para ações de combate ao coronavírus. São R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral e quase R$ 1 bilhão do Fundo Partidário. Os parlamentares já estão arquitetando situações que lhe permitam não aprovar o projeto – e nem poderia se esperar comportamento diferente.

Dando um tempo

O médico Dráuzio Varella, considerado o “Doutor Sabe Tudo” porque fala sobre os mais diversos assuntos médicos, ficará um tempo sem aparecer na tela da Globo: nada de castigo, questão de precaução e bom senso. Mais: à propósito do coronavírus, Varella disse que “não é um vírus que desaparecerá”. Segundo ele, hoje são 200 os vírus causadores de resfriados comuns.

EMOÇÃO

A consternação demonstrada pelo vice Hamilton Mourão em mensagem no Twitter causou emoção da família do ex-ministro Gustavo Bebianno e aprovação em grande círculo de companheiros. Jair Bolsonaro, do seu lado, não enviou nem uma mensagem de apoio à família.

Não fazem mais

Falta de álcool gel em Nova York. Desde a semana passada, não se encontra o produto em farmácias e lojas de conveniências, o que não é muito diferente do Brasil. E não há reabastecimento. Os fabricantes perdem a oportunidade de vender mais. No rio, durantes a crise do Cedae, não faltou água mineral para quem quisesse e pudesse comprar. Estavam empilhadas em supermercados, padarias e postos de gasolina. Os mais lúcidos lembram que essa é primeira regra do capitalismo: não perder oportunidade e atender as necessidades do mercado.

MÁSCARAS

Enquanto brasileiros mais aflitos procuram comprar máscaras em farmácias (na maioria, não tem mais) nas manifestações dos ortodoxos bolsonaristas, muitos populares usavam máscaras com recado, do tipo “Canalha Vírus”, “Fora Maia” e “São Paulo com Bolsonaro” que, aliás, não é bem assim. Nas faixas, pedem intervenção militar no Parlamento e no Congresso.

Cancelamento

Outra vítima do coronavírus, que viajou também para os Estados Unidos com Bolsonaro e  companhia, é a advogada pessoal do presidente, Karina Kuffa. Ela garante que não foi a bordo do avião presidencial, foi e voltou em avião de carreira, participou de eventos com o Chefe do Governo e não disse, afinal, o que foi fazer lá. As passagens deverão, supostamente, como a estadia, serem pagos pelo cliente.

DESTINO

A carta que o ex-ministro Gustavo Bebianno (falecido sábado) deixou para Jair Bolsonaro, está nas mãos do ator Carlos Vereza, que era amigo dele. Vereza diz que entregará a carta para esposa de Bebianno, a advogada Renata Bebianno e ela decidirá o destino da carta: se entregará ao presidente, que não se manifestou sobre o falecimento dele, ou se deixará guardada.

MISTURA FINA

  • AINDA sobre Gustavo Bebianno: depois que deixou o ministério, sofreu várias ameaças. E  segunda a revista Veja, teria deixado outras cartas dessa vez com  amigos, com a seguinte recomendação: “Se algo acontecer comigo abram”. Só não se sabe quem são esses amigos.  
  • EX-ministro, médico e deputado, Osmar Terra diz que a experiência brasileira com H1N1 mostra que “fechar escolas não resolve”. Para ele, estudantes podem ser contaminados em qualquer lugar e a suspensão das aulas desorganiza a rotina dos pais e aumenta o contato de netos com avós.
  • LEVANTAMENTO da FGV Social revela que entre os países onde a pandemia está maior, como Itália e Japão, os habitantes sofrem mais por terem a maior proporção de idosos acima de 65 anos – acima dos 30%, Nessa idade, a taxa de letalidade é muito maior. Já no Brasil, a percentagem de idosos é apenas 8%.  
  • CRITICADO entre as demais igrejas por Olavo de Carvalho, o líder da Universal (e dono da Record) nem se preocupa e agora, considera o coronavírus “tática de Satanás” e com “interesse econômico”.
  • O DEPUTADO federal Alexandre Frota (PSDB-SP) vai entrar esta semana, na Câmara, com um pedido de impedimento de Jair Bolsonaro, misturando falta de decoro à incitação de batalhas, só para começo de conversa.
  • NA sexta-feira, reunido com colaboradores (ele morreu na madrugada do dia seguinte), Gustavo Bebianno falava sobre o processo de fritura do que agora é o alvo o ministro Luiz Eduardo Ramos: “Todos que tentam trabalhar terminam alvejado pelas costas. O Brasil ainda vai enxergar quem são Bolsonaro e seus filhotes”.  
  • NAS magras manifestações de Brasília e São Paulo, poderiam ser vistos alguns poucos cartazes com a frase “Fora Regina”, um brinde precoce à nova secretaria da Cultura.  
  • HAVIA também uma bandeira com inscrição em vermelho que poderia ser vista em Brasília e São Paulo. lembrava o poderoso Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional e se lia “Foda-se”, em grandes letras.
  • QUEM conhece bem o animador Luciano Huck garante que ele já desistiu dessa novela de ser candidato à Presidência. E estaria desolado precocemente com a máquina pública e a cena nacional.
  • DEFINIDA pela diretoria nacional do PT como candidata à prefeitura do Recife, a deputada Marília Arraes (PE) precisa recuperar o tempo por indecisão da sigla e está lançado o programa de governo que quer levar às ruas para fazer do Recife “uma cidade inteligente”.

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.