Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

GIBA UM

“O funcionalismo vai ficar em casa, trancado com geladeira cheia, assistindo a crise, enquanto milhões de brasileiros estão perdendo o emprego”

de PAULO GUEDES, achando que servidor tem de dar sua cota de sacrifício.
29/04/2020 06:00 - Giba Um


“O funcionalismo vai ficar em casa, trancado com geladeira cheia, assistindo a crise, enquanto milhões de brasileiros estão perdendo o emprego”,  
de PAULO GUEDES // achando que servidor tem de dar sua cota de sacrifício.  

O Brasil abriga hospitais de padrão internacional, o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, apareceu este ano em 38º lugar numa lista dos melhores do mundo, segunda a revista Newsweek.

Mais: o hospital Sírio-Libanês também aparece e além deles, nenhum outro latino-americano na relação dos 100 melhores.  O que contribuiu de alguma forma para combater a pandemia.

 
 

Teve que ficar

A modelo Cintia Dicker, 33 anos, atual namorada de Pedro Scooby, ex-Luana Piovani, estava de malas prontas para voltar para Nova York onde mora há 11 anos e depois de férias no Brasil, quando se viu obrigada a ficar no Brasil por causa da pandemia. “Lá não tem nada funcionando, todos estão dentro de casa mesmo. Meus trabalhos foram cancelados, não fazia sentido voltar”. Ela que já se arriscou como atriz (Milita em Meu Pedacinho de Chão), diz que irá fazer um curso de teatro em Nova York para se aperfeiçoar. O outro plano é voltar a morar no Brasil. Ela está na nova campanha de joias da grife Animale ORO. E revela que adora joias de modo geral, mas tem preferência para anéis. Sobre as pedras preciosas: “Amo rubi e esmeralda pela ligação que tem com o chakra do coração e da visão”.

Vírus vs. aposentadoria

O coronavírus tornou-se um fator de risco adicional para os dois milhões de brasileiros que, desde outubro do ano passado, esperam para se aposentar. A Covid-19 ameaça atrasar mais ainda a análise e liberação dos pedidos represados no INSS. O principal gargalho está na Dataprev. O sistema da estatal está sobrecarregado com o processamento do “coronavoucher”, o benefício de R$ 600 que o governo dará a trabalhadores informais (e está atrasado). São 54 milhões de pessoas cadastradas para receber o auxílio.  Com esse panorama, é pouco provável que os pedidos de aposentadoria acumulados sejam liberados entre agosto e outubro. Além disso, funcionários do INSS e da Dataprev em grupo de risco, notadamente com mais de 60 anos, estão em casa o que reduz a força de trabalho das duas estatais, que já sofrem com deficiência de pessoal. Fora o fato de que há menos de 15 dias, é que os sistemas da Previdência Social foram integralmente adaptados às novas normas estipuladas pela reforma das aposentadorias. 

 
 

Chegando ao fim

Está chegando ao fim hoje a segunda temporada do The Four Brasil comandado por Xuxa Meneghel. Nos auge dos seus 57 anos, a apresentadora diz que tem uma boa relação com o corpo. “Eu estou bem e bem resolvida com meu corpo. Obviamente gostaria de ter mais colágeno, mais elasticidade, mas estou bem. O Ju (Junno Andrade seu marido) não tem reclamado. Estou um pouco preguiçosa, deveria me cuidar um pouquinho mais, mas estou legal”. E Xuxa parece estar em plena forma mesmo. Seu sobrinho Blad Meneghel, que é fotografo compartilhou uma foto onde aparece nua, levando os fãs da eterna rainha dos baixinhos à loucura.  

Coleção

Jair Bolsonaro já coleciona 24 pedidos de impeachment, dois inquéritos criminais no Supremo e a caminho de um novo, por improbidade administrativa. Em três semanas, o número de mortos pelo vírus subiu de 200 para mais de 4.500 – mais de 2.150% no registro oficial. E ainda não há indícios de que o governo tenha um plano, além do pandemônio político criado em plena pandemia.

In – Midi
Out – Mini

 
 

Lealdade

O secretário-geral da Presidência, Jorge Oliveira, deu nova demonstração de lealdade ao Chefe do Governo. E afirmou que não seria a melhor escolha para substituir Sérgio Moro. Daí para a escolha de André Mendonça foi um passo. O ministro da AGU não é íntimo dos tribunais superiores, mas é elogiado pelo relacionamento respeitoso que mantém com todos. O combate à corrupção lhe rendeu o Prêmio Innovare de 2011 pela recuperação de meio bilhão de reais em três anos.

Na geladeira

O programa Pró-Brasil anunciado meio de repente, sem nenhum detalhe, nenhuma métrica. Apenas seu almejado resultado de gerar um milhão de empregos foi anunciado com pompa. Era mais um atentado de Bolsonaro contra seu governo – e o alvo, ministro da Economia que não foi ouvido. Agora, foi para a geladeira e o “posto Ipiranga” é saudado pelo chefe como “o homem que cuida da economia do país”. Os mais irônicos emendaram: “E agora de meia e máscara” (referindo-se à participação de Paulo Guedes no pronunciamento depois da saída de Moro). E o ministro não apresentou outro plano no lugar: não tem.  

PÓLVORA

Como se dizia nos tempos da ditadura militar no país, “há um cheiro de pólvora no ar”. Os militares acharam que Sérgio Moro exagerou na dose de despedida, mas estão mais preocupados com a promessa do ex-ministro de voltar à ofensiva. Os militares sabem que Moro tem conversas e mesmo e-mails com Bolsonaro que poderiam derrubar o Capitão do cavalo. Quanto ao Pró-Brasil, Braga Neto acha que o programa voltará à cena.  

Ainda o plano

Na apresentação do Pró-Brasil teve uma sessão de slides sobre 65 obras rodoviárias, 42 aquaviárias, 32 aeroportuárias e sete ferroviárias. A fricção entre o plano e sistema de economia de Paulo Guedes é tão grande que insinua que a medida pode levar a uma espiral de corrupção, com a volta das obras públicas. Só que o projeto é sustentado pelo Exército e foi negociado previa e sigilosamente com os presidentes Rodrigo Maia, da Câmara e Davi Alcolumbre, do Senado.

SOBROU

Quando Bolsonaro queria dividir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, seu amigo Alberto Fraga era cotado para o segundo. Na época, chegou a fazer críticas à atuação de Sérgio Moro na segurança pública. O presidente recuou e agora, de novo, Fraga ficou de fora. Fraga é ex-deputado pelo DF, coronel da reserva da PM, advogado e mestre em segurança pública.

Com os filhos

Depois de extraditado para a “Sibéria”, no caso o Ministério da Cidadania, Onyx Lorenzoni, ex-Casa Civil, vem aos poucos resgatando a influência que tinha junto ao Planalto. Teve participação na fritura de Luiz Henrique Mandetta e na posse de Nelson Teich pegou o microfone e fez um discurso de apologia a Bolsonaro. Segredo: caiu nas graças de Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos do presidente e tem uma nova ligação com Abraham Weintraub, que ainda não disse a que veio, mas tem prestígio junto a Bolsonaro.

Olho nas fortunas

Durante o painel das desigualdades no Brazil Conference at Harvard & MIT, feito por videoconferência, o animador Luciano Huck deixou claro que é contra a taxação de grandes fortunas. “A gente tem que rever isso, a reforma tributária é importante. Se você tributar a fortuna, acho que o dinheiro escapa do país. Vão ter engenharias fiscais que vão fazer o dinheiro não ficar mais aqui e isso seria ruim para o país”. Huck é o apresentador de TV mais bem pago do mundo: faturou num ano só R$ 58 milhões e tem uma fortuna estimada em R$ 185 milhões. Através do fundo Joá, participa de diversas empresas (hamburguers, bicicletas, moda, academia de ginástica, logística, pulseiras e até do humorístico Porta dos Fundos). Já foi capa da revista norte americana People with money.

COMPLICADO

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, não tem empatia, fala difícil. É complicado entender seu raciocínio, cheio de vírgulas e recuos – e reticências.  É como se falasse só o que não comprometa. Muitos acham que ele precisa de tradução simultânea. Mais: ignora números da doença e, de cara, citou números errados. Compara o Brasil com outros países e diz que o Brasil “é hoje um dos que melhor performa (sic) em relação à Covid”. Só fala de futuro, enquanto as mortes vão se acumulando em caminhões frigoríficos.

MISTURA FINA

  • LEVANTAMENTO feito pela Paraná Pesquisas mostra que, na opinião da população, Sérgio Moro tomou a atitude certa ao deixar o governo, com 48,9% da opinião e 46,3% acham que ele errou ao deixar o cargo de ministro. O levantamento também mostrou que, para 56,5% dos entrevistados, o governo Bolsonaro perderá muito com a saída de Moro, para 22% das opiniões perde pouco e 18,6% perde nada.
  • AINDA sobre o levantamento da Paraná Pesquisa: mostra que para 42% dos entrevistados, a corrupção permanecerá igual com a saída de Sérgio Moro do governo. Para 33,4%, vai aumentar e para 20,3% vai diminuir. Mais: o levantamento apontou que para  56,3% dos entrevistados o ex-juiz deveria ser candidato à Presidência em 2022, 36,6% acreditam que ele não deveria se candidatar.
  • REGINA Duarte, 73 anos, secretária Nacional da Cultura, nunca mais falou diretamente com Bolsonaro. Está há duas semanas em isolamento em São Paulo. Despacha de sua casa e está cada vez mais impressionada com as pedras que colocam em seu caminho, muitas produzidas pelo “gabinete do ódio”.
  • NO meio do Centrão está Arthur Lira, que é visto como um dos candidatos favoritos de Bolsonaro para suceder Rodrigo Maia (DEM-RJ) no comando da Câmara. Veio de Lira a ideia de devolver ao Planalto negociações sobre os comandos dos cargos no governo. Antes, as reuniões eram feitas na casa de Maia e voltam ao Planalto como forma de enfraquecer Maia e de seu nome favorito, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
  • ALÉM do diretor da PF, Mauricio Valeixo, Jair Bolsonaro quer também afastar o superintendente da corporação do DF, Márcio Nunes de Oliveira. O Planalto já teria até o nome do substituto: Eduardo Maurício, atual chefe da Delegacia de Controle de Segurança Privada da PF de Brasília. É outra espinha na garganta de Sérgio Moro.
  • JAIR Bolsonaro teria estimulado Luciano Hang, dono da rede Havan e um dos empresários mais próximos do presidente, a alardear o risco de demissão de 11 mil funcionários da rede varejista. Tudo para ilustrar a campanha nacional “Abaixo a quarentena”.

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!