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GIBA UM

“O governo quebrou! Em todos os níveis. Prefeito, governador, e governo federal”

de PAULO GUEDES, ministro da economia, justificando que não há dinheiro para nada em todos os cantos
27/05/2020 06:00 - Giba Um


“O governo quebrou! Em todos os níveis. Prefeito, governador, e governo federal”,  
de PAULO GUEDES // ministro da economia, justificando que não há dinheiro para nada em todos os cantos.

O Banco Mundial estima que 60 milhões de pessoas do mundo deverão mergulhar na pobreza extrema, sobrevivendo com menos de US$ 1,90 por dia e  que centenas de milhões poderão perder seus empregos.  

Mais: tal retrocesso poderá ter implicações de saúde além do coronavírus, com problemas de desenvolvimento em crianças que não terão uma alimentação adequada, segundo David Malpass, presidente da instituição.

 
 

Mais uma vez Kendall

A modelo Kendall Jenner está em mais uma capa de revista a Vogue Japão. Aos 24 anos é uma das mais requisitadas para as capas e desfiles. Ela conta que por causa do isolamento social, sua crise de ansiedade voltou, lembrando que quando era mais jovem sua mãe levou a diversos médicos para chegar a esse diagnóstico. “Para mim, tem dias que são realmente bons, em que eu acordo de manhã e faço uma lista de coisas que quero fazer, seja trabalho ou apenas ficar em casa. Nos dias em que realmente não tem muita coisa acontecendo, eu fico mais ansiosa”. E completou que oscila entre dias bons e ruins e que para combater a ansiedade ela revela hábitos que lhe ajudam: “Ler, meditar e fazer caminhadas devidamente seguras”. Mais: Kendall terá que pagar cerca de R$ 509,8 mil por um post que fez em 2017 sobre o falso “Fyre Festival”. Apenas um troco para que tem uma fortuna estimada  R$ 235 milhões..  

Reunião de palavrões

Quem vê e revê a gravação da famosa reunião ministerial ou lê o texto levantado dessa mesma gravação, vai descobrindo que alguns participantes viraram atrações especiais à medida que abriam a boca. Abraham Weintraub, da Educação, só falou de política e garantiu: “Eu sou militante (sofrerá inquérito por chamar os ministros do ST de “vagabundos”). Já Paulo Guedes, pouco modesto, disse que leu Keynes “três vezes no original”. Mais: na reunião ministerial, Jair Bolsonaro falou 32 palavrões, Pedro Guimarães, presidente da Caixa, mais 6 palavrões, Paulo Guedes, da Economia, um, Abraham Weintraub, da Educação, outro e Braga Neto, chefe da Casa Civil, mais um. Há quem tenha achado que não parecia reunião de ministros, o que parecia mesmo era conversa de botequim. Ainda: Bolsonaro se referiu, na reunião ministerial, a João Doria como “bosta” e Wilson Witzel  como “estrume”. Os dois chegaram a ter ataques. Doria mais ainda: em sua vida pessoal, o governador de São Paulo é conhecido como jamais falar um palavrão em qualquer ocasião. Além disso, não bebe álcool. Sentiu-se ofendido em um nível jamais imaginado. Witzel rebateu e devolveu o palavrão “em grande quantidade”.

 
 

Luana na banheira

A atriz Luana Piovani, 43 anos, morando agora em Portugal, postou foto no Instagram dentro de uma banheira relatando que está ansiosa para que a vida volte ao normal. Na legenda: “Vem ni mim vida de volta!”. Há dias, já tinha lamentado a rotina diária que estava vivendo. “Eu não nasci pra ser dona de casa e não tenho o menor constrangimento em dizer isso. Me faz falta os ensaios, camarins, textos e cantorias”. Mais: parece que Luana levantou a bandeira branca para seu ex-marido, já que ele conseguiu entrar em Portugal e ver os filhos. “Pedro está com as crianças. Que Deus abençoe essa nova tentativa de viver uma vida em paz e mais justa. A princípio, serão 15 dias. Dando tudo certo, vamos ampliando o tempo. Que sejam felizes, amados, educados. Meus filhos preciosos, amém”.

Boca fechada

Ainda reunião ministerial de 22 abril: Jair Bolsonaro elogiou a formação de grupo paramilitares armados, disse que era fácil instalar uma ditadura, pediu que as Forças Armadas “intervenham para restabelecer a ordem no Brasil”, ordenou a publicação de uma portaria para facilitar a venda de armas a civis, só começo de conversa. Na assistência, cinco generais e um almirante ouvem os disparates sem abrir a boca.

In – Manjericão
Out – Coentro

 
 

Primos entre si

Nada de novo nas Américas: se, do lado de cá, Jair Bolsonaro sai para passear de jet-ski e comer hot-dog, enquanto os óbitos pelo coronavírus encosta em 25 mil pessoas,  o presidente Donald Trump, com quase 100 mil óbitos nos Estados Unidos, vai jogar golfe. Detalhe: depois, só tira o boné em reservado; os cabelos saem todos do lugar.

No ataque

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e pré-candidato ao governo de São Paulo postou vídeo onde desanca João Doria e Bruno Covas, que primam “por soluções improvisadas que não tem pé nem cabeça”. E proclama reabertura escalonada e por região para dia 1º de junho. Quer atos para 645 municípios, cada um com suas características, o que, de certa forma, será feito.

PARTICULAR

“O meu particular funciona” – disse Jair Bolsonaro na reunião ministerial de 22 de abril, criticando entidades de inteligência do governo e garantindo que ele tem um serviço “particular” que apresenta resultados. Há quem aposte que o serviço funciona apoiado em moldes semelhantes do “gabinete do ódio” do Planalto, com a participação de ex-funcionários de agências e de quebra, também milicianos.

Horizontais

Rola nas redes sociais trecho de palestra de Dilma Rousseff falando sobre coronavírus e isolamento num estabelecimento de ensino onde o corpo de docentes adora ela: “Estamos enfrentando um vírus que é muito esperto. Ele chega devagarinho com grande capacidade de transmissão e nós temos tempo de isolamento, que é horizontal. Por que horizontal? Porque as famílias são horizontais”.

NA PORTA

Paulo Guedes, sobre a privatização do Banco do Brasil, diz: “Tem que vender essa porra logo!”. Se acontece, um dos primeiros interessados é o quarto maior banco americano, o Wells Fargo, que poderia estrear no Brasil. Guedes prefere o Bank of America, segundo maior no ranking dos EUA. O líder é o JP Morgan, que não tem interesse em se tornar um banco varejista no Brasil.

Quebradeira

20 instituições de ensino superior deverão fechar suas portas de uma só vez. Estão em Brasília, São Paulo e Minas Gerais e já apresentaram pedido de descredenciamento voluntário no Conselho Nacional de Educação. Outras podem fazer o mesmo nos próximos meses. O segmento foi duramente atingido pela pandemia e redução do Fies. O orçamento do Fundo era de R$ 10 bilhões , R$ 3 bilhões a menos que em 2019. E aumenta-se a situação de penúria a inadimplência que saiu de 15% para cerca de 25% desde os finas do ano passado.

Fora Salles!

Pela primeira vez, entidades ambientalistas como Greenpeace, SOS Mata Atlântica, WWF, ClimaInfo e outras assinam protesto contra Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, em anúncio de página inteira nos jornais. Protestam contra o que ele anunciou na famosa reunião ministerial: atos contrários à preservação das matas e defensores do ambiente. No título, “Hora de passar a boiada”. Embaixo, ao lado a foto do ministro, “Fora Salles!”.

NO AR

Bolsonaro achou novo brinquedo para se distrair no final de semana: a bordo de um helicóptero, sobrevoava manifestação às portas do Planalto de seguidores exaltados (menos de mil pessoas), sem máscaras e fazendo gestos de insulto contra o Congresso e STF. Depois, desceu e foi acenar para o bloco. No dia anterior, sem máscara, abraçou forte um menino igualmente sem máscara em meio a manifestantes, enquanto sua mãe fazia uma selfie.

MISTURA FINA

  • DIA desses, o presidente Jair Bolsonaro falava mal de Paulo Marinho usando uma jaqueta Ralph Lauren, do mesmo tipo que Trump usa. Havia sido presente do próprio Marinho.
  • ESTADOS e municípios estão no sufoco, sem dinheiro para pagar a folha de funcionários, à espera dos 60 bilhões de reais prometido pelo governo federal. Hoje é o dia-limite para Bolsonaro sancionar a medida, paralisada em sua mesa há mais de 20 dias.
  • ABRAHAM Weintraub, de Educação falou o que queria falar. Queria “colocar na cadeia os vagabundos do STF” e deitou demais falações. Os ministros chegaram a apostar que esta demonstração de inutilidade seria mais do que suficiente para demitir Weintraub numa época que Bolsonaro anda precisando de muita paz com o Supremo. Surpresa: Abraham fica mais um pouco porque Jair Bolsonaro gostou do que ele falou.
  • O STF vai retomar no início de junho o julgamento de um caso que mexerá com o planejamento dos fundos de pensão. Em pauta, a equiparação ou não do pagamento de benefícios entre homens e mulheres. Até agora, está dois a um contra a obrigatoriedade da isonomia.
  • A MINISTRA da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, na aloprada reunião ministerial, disse que há 1,3 milhão de ucranianos no Brasil. Chutou porque ninguém sabe de onde tirou esse número. O total não chega a 500 mil e ainda assim, contando os descendentes de duas gerações.
  • AINDA o auxílio emergencial: Paulo Guedes não quer esticar os 600 reais de saída, além de dois meses. Depois, imagina um escalonamento de mais três meses, entre 300 e 200 reais. E nada de ser permanente: “Se não, ninguém mais vai querer trabalhar”.
  • QUEM deverá substituir Celso de Mello no STF é André Mendonça, sucessor de Moro na Justiça. E para essa pasta iria Jorge Oliveira (Secretaria-geral). E indicaria um nome para o Ministério da Segurança que já começa a formatar. Poderia ser Anderson Torres, secretário da Segurança Pública do DF, aliado do ministro da Secretaria-Geral.
  • JAIR Bolsonaro foi aconselhado por ministros palacianos a repetir a teleconferência com governadores uma vez por semana. A questão é que a sugestão foi soprada logo após a pacífica e cordial conversa da quarta-feira (19). Dois dias depois, veio a divulgação do vídeo em que o presidente mostra sua natureza ao se referir aos governadores João Doria e Wilson Witzel.  

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!