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“O que não tem cabimento são manifestações no sentido de se fechar o STF, de se demitir 11 ministros do Supremo e colocar o que no lugar? Fazer o que? Trazer o que como solução?”

de DIAS TOFFOLI, presidente do STF sobre ataques à Corte
10/06/2020 04:00 - Giba Um


“O que não tem cabimento são manifestações no sentido de se fechar o STF, de se demitir 11 ministros do Supremo e colocar o que no lugar? Fazer o que? Trazer o que como solução?”,  
de DIAS TOFFOLI // presidente do STF sobre ataques à Corte.

Um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que que já existe 133 estudos por todo mundo, de vacinas contra o SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19.  

Mais: os Estados Unidos têm 42 estudos e lidera a lista, seguido da China que tem 19 e que já fez testes clínicos em seres humanos em 10 desses estudos. Mas o estudo da Universidade Oxford é o mais avançado.

 
 

Carreira Meteórica

A atriz Vitoria Strada, 23 anos, é o que se pode chamar de carreira meteórica com muito talento envolvido.  Modelo desde 11 anos de idade, em 2014 ficou em segundo lugar no Miss Rio Grande do Sul. Sua ida para televisão em 2017 foi uma surpresa, uma coisa que ela queria, mas eram planos para o futuro.  Ela gostava muito de dançar e de fazer ginastica rítmica e até achava que seria uma boa ginasta. Na capa de Manequim, ela revelou que ainda tem muita relação com moda. “É como ela que expressamos nosso humor, nossa personalidade. É ela que, muitas vezes, nos ajuda a nos sentirmos melhor quando a autoestima não está lá em cima”. Vitoria está na sua terceira protagonista como Kyra em Salve-se quem puder, que teve suas gravações paralisadas por causa da pandemia. Antes ela interpretou Maria Vitória em Tempo de Amar (sua primeira novela) e Cris Valência / Júlia Castelo em Espelho da Vida.

Guru no sufoco

Luciano Hang, sétimo maior bilionário brasileiro, dono de uma fortuna de R$ 2,2 bilhões está fazendo uma crowfunding para arrecadar dinheiro para o ex-astrólogo Olavo de Carvalho, guru da família Bolsonaro, que teve a receita de seus cursos bloqueadas pela justiça. Ele foi condenado a pagar R$ 2,8 milhões a Caetano Veloso, que venceu um processo contra ele e Olavo não removeu de suas redes “mensagens que relacionam o cantor à pedofilia”, ou seja, descumpriu decisão judicial. Olavo pediu ajuda aos Bolsonaros e não houve resposta satisfatória. Até por receio das ligações levantadas pelo inquérito das fake news. Os primeiros dias do crownfunding não tiveram grande resultado. Nesses dias, Olavo de Carvalho mandou Bolsonaro enfiar a medalha que tinha concedido a ele naquele lugar, tem (ou tinha) prestígio no governo e não só entre o pessoal de sua seita, como Ernesto Araújo e Abraham Weintraub. Em março de 2019, em Washington, o ministro Paulo Guedes classificou o filósofo como “líder da revolução liberal no Brasil”.

 
 

Neta de peixe

A neta mais velha de Elvis Presley, Riley Keough, filha de cantora Lisa Marie Presley com o músico Danny Keough, é modelo e atriz. Pouco conhecida, chamou atenção nesses dias ao postar uma foto de como venho ao mundo. Riley começou sua carreira em atriz em 2010 em The Runaways onde viveu Marie Currie, irmã da vocalista banda de rock homônima do filme que era interpretado por Dakota Fanning. Seus maiores sucessos foram  Mad Max: Estrada da fúria (2015) e A Cabana (2019). E assim como muitos artistas, aguarda o fim da pandemia para ver a estreia do filme Zola onde interpreta Stefani nos cinemas.

Cardápio

Quando esteve na Arábia Saudita, Bolsonaro teve a promessa de investimentos de US$ 10 bilhões no Brasil. o ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto, que coordena o programa Pró-Brasil já tem um “cardápio” de oportunidades com descrição minuciosa de cada projeto. Ou seja: todos que manifestaram algum interesse no Brasil já sabem o que fazer. Os cerca de R$ 50 bilhões sauditas representa o maior investimento obtido na história por um presidente brasileiro em visita oficial ao Exterior. Praticamente, nenhum contrato foi assinado e não se viu ainda a cor do dinheiro.

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Está no DO

Onyx Lorenzoni, da Cidadania, operador da campanha de Bolsonaro em 2018, acaba de abrir um guichê para ajudar prefeitos a cobrir despesas dos funerais da covid-19, o que é complicado, a maioria é cremada ou enterrada em colossais valas públicas, sem direito a nada. Está no Diário Oficial da União. Ou seja: o governo não reconhece a mortalidade, mas topa pagar caixões e enterros. É uma cortesia pré-eleitoral.

“Gripezinha”

Bolsonaro sempre negou a gravidade da Covid-19. Em março garantiu que o país não teria mais de 800 mortes. Com a conta chegando aos 30 mil, passou a manipular as estatísticas. Domingo passado, o Ministro da Saúde anunciou 1.382 óbitos em 24 horas. Pouco depois, encolheu para 525 e depois de hora e meia, 857. Por ordem sua, a pasta começou  atrasar os boletins para esconder as mortes dos telejornais. Agora quer recuar enquanto as Secretarias estaduais montam novo esquema de registro de óbitos.  

PROTEÇÃO

A liminar do ministro Edison Fachin, do STF, a pedido do PSB, proibindo operações policiais em favelas do Rio durante a pandemia, provocou indignação entre policiais que arriscam a vida enfrentando o crime organizado. É uma espécie de “proteção ao tráfico”, onde o poder público está proibindo de fazer operações policiais contra bandidos por longo tempo. O ministro da Justiça, André Mendonça, vai fazer uma avaliação.

Sem prazo

A pandemia pode durar meses no Brasil, talvez até 2022 e a decisão de Fachin veda operações policiais nas favelas enquanto houver Covid-19. O PSB não conta a serviço de que ou de quem está sua iniciativa. Não há precedentes na história e Fachin também não explica o prazo vago de sua liminar. Esse “salvo conduto” foi celebrado por bailes funk com vivas às gangues do tráfico.

ADVERTÊNCIA

Quando se diz que o pior já passou, se sugere que não tem mais recurso para sair do país. Ledo Engano: os dados do Banco do Brasil (dezembro de 2019) mostram que os estrangeiros mantêm US$ 393 bilhões no país (quase dois trilhões de reais). Os analistas não apostam que eles vão cair fora, mas acham que isso é claramente uma advertência.

Ninguém quer

O presidente Jair Bolsonaro já anunciou que Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde, deverá ficar à frente do ministério até agosto, porque vem fazendo um bom trabalho. A verdade é que até agora o Capitão não conseguiu encontrar nenhum nome que queira assumir a pasta. Nas redes sociais, já começam a gozações sugerindo o nome de Denis Furtado, o Doutor Bumbum, de Roberto Martins Figueiredo conhecido como Dr. Bactéria e até Drauzio Varella. Vale lembrar que o Dr. Robert Rey, o famoso Dr. Hollywood, já se ofereceu para ocupar o cargo.

Novo tiro

O deputado Eduardo Bolsonaro é o novo embaixador da Sig Sauer no Brasil. O 03 estaria atuando para viabilizar o desembarque da indústria de armamentos de origem suíça no país. A porta de entrada seria uma joint venture com a Imbel, acompanhada por incentivos fiscais para instalação de uma fábrica. A parceira pode até fazer sentido para a estatal brasileira, vinculada ao Exército. As duas tem problemas financeiros. A Imbel, e  2019, mostrou que depende de recursos do Orçamento federal para fecha suas contas. No ano passado, a União desembolsou R$ 152,2 milhões para cobrir custos da estatal.

NAMORO PÚBLICO

É a primeira vez que um parlamentar faz lobby para uma indústria armamentista estrangeira, mas Eduardo não esconde o namoro com a Sig Sauer: é público. No YouTube, há dois vídeos recentes em que o deputado aparece no Clube de Tiro Camuflagem, de Brasília, treinando a pontaria com as pistolas P226 e P320, produzidas pela empresa: ou seja: não há ninguém mais indicado do que ele para abrir as portas da Sig Suaer no Planalto – e nas Forças Armadas.

MISTURA FINA

  • É NOTÁVEL a inércia no socorro a micros, pequena e médias empresas, donas de 52% dos empregos no país onde 54 milhões estão sem renda. Bolsonaro vive repetindo detalhes da operação de socorro, com Paulo Guedes ao lado, mas até, agora ninguém conseguiu realizar algum tipo de financiamento de emergência. Os bancos fazem anúncios nos jornais, mas estão com um pé atrás, temendo calote.
  • PROVOCAÇÃO em forma de piada circulava pelos corredores no Ministério de Ricardo Salles, na última sexta-feira, quando se comemorava o dia do Meio Ambiente. Os funcionários diziam que era necessário ciar  o “Dia do Desmatamento”, para Salles ter o que comemorar.
  • SE depender dos fundos acionistas da Invepar, só há um caminho para a crise financeira do Metrô-Rio com a pandemia: juntar os trilhos aos da Supervia, a empresa de trens urbanos controlada pela Mitsui. Quem viver, verá.  
  • A ÁREA de inteligência da PF monitora um grupo chamado “Frente Antifascista”. Criado no Maranhão, o movimento estaria se espalhando por outros estados do Nordeste. Nas redes sociais, os líderes estimulam os participantes a levar álcool e querosene para as manifestações. Na cartilha de Bolsonaro são todos “terroristas”.
  • A BANCADA ruralista está pressionando a equipe econômica a estipular uma taxa de juros de 2% para o Plano Safra 2020/ 2021, um ponto percentual abaixo da alíquota deste ano. Por enquanto, Paulo Guedes faz ar de paisagem, fingindo que não é com ele.
  • JOSÉ Luiz Datena fez críticas severas “aos amigos de Bolsonaro” em seu programa Brasil Urgente: atacou Donald Trump, Luciano Hang e o filósofo Olavo de Carvalho. E ironizou: “O Bolsonaro tem cada amigo”. Trump, realmente, não se preocupou.  
  • ENTRE eles, colaborares chegados a Lula têm se referido ao ex-presidente como “véio”. Mas, que ninguém se atreva a chamá-lo, pessoalmente, desse modo. Lula se enfurece. E Janja se enfurece junto.
  •  RED Bull dá asas, mas o coronavírus vem e corta. O plano da fabricante de energéticos de investir apenas neste ano certa de R$ 200 milhões no Bragantino, clube paulista arrendado pela marca austríaca, fica para depois da pandemia.

Felpuda


Na troca de alfinetadas entre partidos que não se entenderam até agora sobre eventual aliança, uma outra peça está surgindo: trata-se do levantamento completo sobre investimentos feitos, recursos liberados, parcerias em todas as áreas, além do prazo de quando tudo isso começou. Caso os palanques venham a ficar distanciados, a divulgação será feita à exaustão durante a campanha eleitoral, para mostrar quem é quem na história. Os bombeiros continuam atuando.