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CLÁUDIO HUMBERTO

Juan Guaidó: “Ou nos acostumamos com a tragédia ou lutamos por mudança"

Juan Guaidó, ao afirmar que a Venezuela está em uma ‘encruzilhada histórica’
02/11/2020 09:03 - Cláudio Humberto


Grupos parlamentares são só ‘agências de viagem’

O Congresso já tem 32 “grupos de cooperação” com outros países, a pretexto de reforçar as relações diplomáticas, que garantem viagens “de intercâmbio” pagas pelos cofres públicos.

Mas senadores e deputados não parecem preocupados com as relações bilaterais: 21 desses grupos têm apenas o parlamentar esperto que o criou. 

De outros onze grupos, só três se reuniram este ano, uma vez cada. Um deles, ativo só no “papel”, foi criado nos anos 1990 e fez a última reunião em 2011.

Grupos do cuecão

Criados pelo senador licenciado Chico “cuecão” Rodrigues (DEM-RR), que os preside, há os grupos Brasil-Guiana e Brasil-Cazaquistão.

Os mais concorridos

Servindo para garantir viagens por nossa conta, grupos Brasil-Arábia Saudita e Brasil-China têm 61 e 46 membros, respectivamente.

Péssima estratégia

O grupo Brasil-Espanha foi criado em 1998 e reinstalado em 2011, mas não teve adesão de nenhum parlamentar e nunca se reuniu desde então.

O mais atuante

O grupo Brasil-EUA foi criado em 2019, mas tem 10 membros. Reuniu-se em dezembro e é presidido pelo senador Roberto Rocha (PSDB-MA).

Maia joga para plateia antes da eleição do dia 15

O presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) optou por sessões extraordinárias para conseguir que a Câmara produza alguma coisa nas duas semanas que antecedem as eleições. 

Mas os motivos podem não ser tão nobres. É que as pautas das reuniões extraordinárias não ficam sujeitas a regras de trancamento por medidas provisórias, mas, com isso, ficam 100% à mercê dos interesses do presidente, que coloca o que quiser na pauta.

Pernada nos líderes

O calendário de novembro, divulgado após reunião de líderes, não tinha sessões previstas para antes do 1º turno. Maia enxergou a oportunidade.

Não desapega

O jogo de cena reforça a tentativa do quase ex-presidente, que deu azar com a pandemia e as eleições, de manter o poder pelo máximo de tempo  

Pano para manga

Na sexta, a convocação da sessão deliberativa extraordinária já havia sido publicada. A pauta inclui PL de cabotagem, criticado pelo deputado.

Jair isento

Em sua live, Bolsonaro revelou que, no Rio, apoia Marcelo Crivella (Rep), “mas quem quiser votar em outro, tranquilo”, disse. Foi criticado na imprensa. Que, aliás, também o criticaria se não tivesse feito a ressalva.

Aprovação estável

Apesar da semana conturbada no noticiário, pesquisa ModalMais/AP Exata revela que a aprovação do governo federal se manteve estável: o índice de Ótimo ou Bom está em 35,6%, contra 34% que classificam a gestão como Ruim ou Péssimo. Para 30%, o governo é ‘Regular’.

Conta fake

Guilherme Boulos (Psol) comemorou pesquisa para a prefeito de São Paulo dizendo que “falta pouco para a virada”. Ele está a sete pontos Russomanno (Rep) e tem metade do resultado de Bruno Covas (PSDB).

Crédito na pandemia

Programa de crédito emergencial para pessoas físicas e jurídicas do Banco de Brasília para combater o impacto da pandemia, o Supera-DF movimentou cerca de R$ 4 bilhões desde março, quando foi lançado.

Documentos reféns

O Supremo Tribunal Federal deve julgar na quarta-feira (4) a constitucionalidade da apreensão de passaporte ou da Carteira de Habilitação de um cidadão para garantir o pagamento de dívidas.

Influência é das redes

Pesquisa da plataforma Socialbakers aponta que 72% dos cidadãos americanos com idade para votar usam ativamente as redes sociais. Desses, 69% utilizam somente o Facebook.

Triste marca

O Reino Unido superou neste sábado a marca de um milhão de casos do covid. Sofrendo com a segunda onda de infecções, britânicos se juntam a EUA, Índia, Brasil, Rússia, França, Espanha, Argentina e Colômbia.

Melhora evidente

O Linkedin, rede social voltada para o mercado de trabalho, revelou que o nível de contratações no Brasil retornou ao pré-pandemia. Excelente notícia, mas a plataforma não acha que irá compensar as demissões.

Pensando bem...

...neste ano de pandemia, políticos fingiram fazer campanha, e os eleitores não fingiram se importar.

PODER SEM PUDOR

Sr. Lei, muito prazer

Durante o governo Fernando Henrique, no final de 1999, o ministro Pedro Malan (Fazenda) fingia interesse na reforma tributária, discutindo-a com parlamentares. 

Sempre muito cordial, ele perguntou ao deputado Antônio Kandir (PSDB), ex-ministro de Planejamento do mesmo governo: “O senhor prefere que eu o chame de deputado ou de ministro?” Antônio Palocci (PT-SP) meteu o bedelho, provocando gargalhadas: “Ministro, em São Paulo ninguém chama o Kandir de ministro, nem de deputado. 

Todo mundo chama ele de ‘lei’, Lei Kandir.”

 
 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.