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“Para mim, esse último ato é uma sinalização de que o presidente me quer realmente fora do cargo”

de SÉRGIO MORO, sobre demissão de Mauricio Valeixo, em seu pedido de demissão.
27/04/2020 05:00 - Giba Um


“Para mim, esse último ato é uma sinalização de que o presidente me quer realmente fora do cargo”,  
de SÉRGIO MORO // sobre demissão de Mauricio Valeixo, em seu pedido de demissão.

As redes sociais exibem o pré-candidato ao governo de São Paulo em 2022, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, distribuindo 25 mil garrafinhas de álcool gel para moradores da favela de Paraisópolis.  

Mais: ele presencia o desembarque dos produtos, de máscara, avisando que tudo foi feito pelo Senai, que ele também preside. Sem paletó, já é uma figura em plena campanha à sucessão de João Doria pelo MDB.

 
 

Para não perder nada

A atriz Flávia Alessandra, 45 anos, está na capa da revista Quem digital. Vencedora de um concurso no Domingão do Faustão para estrelar na novela Top Model (1989) deixando Adriana Esteves e Gabriela Duarte para traz, fala com orgulho de tudo que construiu, inclusive na vida profissional. “Tenho muito orgulho de tudo que construí sozinha com o meu trabalho, correndo atrás do meu sonho, e da família que formei. Sinto que agora tenho apenas que manter para depois poder compartilhar tudo com os meus netos”. Por falar em compartilhar, conta que está scaneando fotos e recortes de publicações antigas para não perder nada. Mais: ela conta que não é encanada com a beleza e acredita que está melhor agora do que há vinte anos.

Moro cai fora

Se Jair Bolsonaro não revertesse a demissão de Mauricio Valeixo da direção-geral da Polícia Federal, o ministro Sérgio Moro pediria demissão. Se Moro concordasse em nomear o novo chefe da PF estaria desmoralizado. E Moro não poderia aguentar o afastamento de Valeixo e assistir à nomeação de seu sucessor sem fazer nada. A solução só poderia ser cair fora, preferivelmente atirando, para manter sua popularidade e sua credibilidade. Bolsonaro chegou a falar em embaixada: nada feito. O general Braga Neto, da Casa Civil, tentou contornar a crise até o fim: não deu. Desde que foi convidado por Bolsonaro para o Ministério da Justiça e Segurança logo após a vitória, Sérgio Moro colecionou desgastes patrocinados pelo Capitão. Primeiro, a carta branca era uma “força de expressão”, depois veio decreto de armas, pacote anticrime, Ilona Szabó, “caneta na mão”, Polícia Federal, pacote desidratado, ministério “fatiado”, Carf e “egoísta” (Bolsonaro diz que Moro é egoísta), só para começo de conversa. Saindo do Ministério, pode criar uma entidade de combate e ser o nome mais forte em 2022. Detalhe: Valeixo investigava Flávio Bolsonaro e o “gabinete do ódio”.

 
 

Doze anéis

No auge de seus 80 anos, Costanza Pascolato encarna um novo desafio. A consultora de moda que nasceu na Itália, mas chegou ao Brasil aos cinco anos é garota-propaganda da H.Stern. Na campanha, ela aparece sem seus famosos óculos e com golas altas representando toda a elegância da mulher, como queria a grife. Costanza ainda revela o que mais gosta: “Entre as joias que amo estão os anéis. Para mim, são as peças que mais revelam a personalidade de uma mulher. Gosto de usar vários, de estilos diferentes, ao mesmo tempo - já houve época em que usava doze anéis ao mesmo tempo!”.

Blocão

 Bastou a palavra “impeachment” circular mais livremente para o governo buscar apoio de figuras como Roberto Jefferson, Arthur Lira, Ciro Nogueira, Waldemar Costa Neto e juntar com Marcos Pereira, uma espécie do establishment venal que Bolsonaro jurava banir da política. É a volta dos aliados do PT no mensalão e no petrolão, apenas para tentar derrubar Rodrigo Maia. E crítico do “toma lá, dá cá”, o Capitão está oferecendo cargos ao ex-centrão para isolar o presidente da Câmara. Detalhe: nesse capítulo, Bolsonaro é atacado por deputados de seu antigo partido, o PSL, que ganhou muito pouco até agora.

In – Risoto de palmito
Out – Risoto de quiabo

 
 

Perverso

Ao se recusar divulgar o resultado de seu exame (o que Rodrigo Maia quer que faça, oficialmente, à Câmara) Bolsonaro despreza a população. Pode ser que até tenha tido uma versão branda da Covid-19 e por isso sinta apto para circular pelas ruas, frequentar padarias, fazer fotos e segurar celulares alheios. Mexendo no nariz e apertando a mão do povo. Os observadores da psiquiatria da Federal de São Paulo acham que ele é perverso, ao estimular comportamento de altíssimo risco.

Aqui, não

Os servidores custam ao Brasil mais de R$ 600 bilhões por ano, incluindo salários e penduricalhos, além de mordomias, regalias e privilégios. Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre impedem qualquer medida que faça o setor público dar sua cota de sacrifício. Inventaram redução de salários, mas no setor público nem pensar. E veto a propostas que lhes tire o fundão eleitoral. Há deputados e senadores querendo transferir os R$ 2,7 bilhões do fundo eleitoral para combater o Covid-19, mas Maia e Alcolumbre vetam.

AMIGO

O deputado Roberto Cidade (PV) fechou contratos milionários com o governo de Wilson Silva, no Amazonas, que disse não ter dinheiro para comprar equipamentos de proteção pra o pessoal da saúde.  Só um deles é de R$ 28,8 milhões. Outro, de R$ 9,6 milhões, é para transportar alunos de escolas – fechadas. Num terceiro, recebe R$ 5,1 milhões para alugar 141 carros ao governo de Amazonas.

Em isolamento

O senador José Serra (PSDB-SP), 78 anos, está em isolamento e lembra que, há 20 anos, quando o Brasil buscava uma solução para outra epidemia mundial, a Aids, era ele que estava à testa do Ministério da Saúde. Ele faz parte do grupo de risco, tem 3 stents e é uma voz das que se levantam no Senado na defesa do distanciamento social. “Se tivermos colapso na Saúde, as pessoas vão se isolar de forma voluntária e descoordenada”.

DEFESA REAL

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em videoconferência da Associação Brasileira da Indústria do Trigo, falou a importância e gravidade do coronavírus. “Precisamos nos focar em vencer o vírus e salvar a economia”. E completou: “A quarentena é algo que vai contra os interesses da economia e também não agrada as pessoas por proibir a socialização, porém nossa única defesa real é ficar em casa”.  

Super fila

Quase dois milhões de pedidos de benefícios está na fila do INSS aguardando análise, sendo que mais de um milhão deles tem mais de 45 dias de atraso. O presidente do INSS, Leonardo Rolim, esperar zerar até outubro no máximo, a fila dos que esperam mais de 45 dias por uma resposta do órgão. Detalhe: com a pandemia do coronavírus os servidores estão em regime de teletrabalho e direcionando a atuação para análise dos pedidos de benefícios. Resumo da ópera: vai atrasar mais.

“Pegue e leve”

Ainda na semana passada, Braga Neto, da Casa Civil e “interventor soft” do governo, levou cinco pessoas para almoçar no antigo bandejão do Planalto, agora transformado em “pegue e leve”, tipo marmita pronta. Sentaram-se em espaços demarcados por conta da pandemia. Sergio Moro foi almoçar lá algumas vezes e depois sumiu. Bolsonaro apareceu uma vez e seus antecessores Michel Temer, Dilma Rousseff e Lula nunca deram o ar da graça. No governo Temer, o chefe do GSI, Sérgio Etchegoyen, tinha até mesa marcada: ia todos os dias.

ADESÃO

Levantamento feito  mostra que a adesão a recomendação de ficar em casa, tem diminuído a cada semana. E quem sai nas ruas, para trabalho ou para ir a locais como supermercados, bancos e outros, também não segue a recomendação do uso de máscara, somente 60% da população. Dos que aderem a recomendação, somente 70% das mulheres e 58% dos homens usam máscara. O pior quadro, contudo, está entre os com mais de 60 anos (grupo de risco): somente 52% aderiram ao uso do novo acessório.

MISTURA FINA

  • O LANÇAMENTO precoce do Pró-Brasil pelo chefe da Casa Civil, Braga Neto, deixou Paulo Guedes, da Economia, irritado. Braga diz que não foi intencional, Guedes não acredita e pior do que tudo, acha que Bolsonaro patrocina essa ação. Quer dar mostras de que não precisa do “posto Ipiranga”.
  • NA semana passada, Michelle Bolsonaro, primeira-dama do país, participou de uma ação da Fundação Banco do Brasil distribuindo cestas básicas na favela Sol Nascente, nos arredores de Brasília, onde moram sua mãe e sua avó, das quais ela está afastada. Cercada de segurança, não houve encontro familiar.
  • QUEM estimulou muito o presidente a demitir Marcelo Valeixo do comando da Polícia Federal foi o governador do DF, Ibaneis Rocha, que não gosta de Bolsonaro. Chegou a insistir com o Capitão: “Está na hora de usar mais a caneta”. Anderson Torres, seu Secretário de Segurança, anda cotado para o lugar.
  • SÉRGIO Lima, publicitário do Aliança pelo Brasil (sua oficialização está muito distante) e próximo dos filhos de Bolsonaro, tem opinado cada vez mais na comunicação do governo. Fábio Wajngarten, chefe da Secom, finge que escuta as opiniões de Sérgio, sempre apoiadas por Carlos Bolsonaro.
  • A PREFEITURA de São Paulo, com Bruno Covas no comando, já trabalha com o cenário de cancelamento do GP de Fórmula Um previsto para novembro.
  • O NOVO ministro da Saúde, Nelson Teich, é querido e respeitado por colegas no Rio de Janeiro. Sem experiência política, ele tem jogo de cintura. Um dos generais do governo, em tom de confidência, brincou e lhe deu um conselho: “De vez em quando encha a bola do presidente. Ele é um poço de vaidade”.
  • DIRIGENTES da Latam, Azul e Gol tem conversado, nos últimos dias, diretamente com Paulo Guedes, da Economia, para acertar a ajuda do BNDES às companhias aéreas. Entre empresas, a sensação é de que o presidente do banco, Gustavo Montezano, tem boa vontade, mas mandar que é bom, manda muito pouco.
  • O PLANALTO deverá efetivar o general Paulo Humberto Cear de Oliveira na presidência do Postalis, o fundo de previdência dos funcionários dos Correios. Há quatro meses como interino, o militar deu um choque de ordem no fundo que deixou todo mundo em posição de sentido.

Felpuda


Falatório e atitude de membro da família acenderam a luz vermelha no “QG” de candidato, pois poderão causar muitos estragos. 

A tropa de choque de defensores do candidato a prefeito já foi colocada em campo e só falta falar que os genes de ambos são diferentes. 

E com relação ao dito-cujo, sabe-se que deverá ser orientado a “baixar a bola” nos próximos dias, mais precisamente até o término da campanha eleitoral.

Afinal...