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“Precisa reabrir o Brasil para salvar empregos, se não a economia vai para o beleléu”

de JAIR BOLSONARO, inconformado porque o STF o proibiu de abrir o comércio através de decreto presidencial
13/04/2020 05:00 - Giba Um


“Precisa reabrir o Brasil para salvar empregos, se não a economia vai para o beleléu”,  
de JAIR BOLSONARO // inconformado porque o STF o proibiu de abrir o comércio através de decreto presidencial.

Grandes grupos do varejo farmacêutico já trabalham com projeção de aumento de receita da ordem de 10% no primeiro trimestre. Entre janeiro e junho do ano passado, os grupos cresceram em média 3%  

Mais: a performance não se deve apenas às vendas de álcool gel, máscaras e outros. É que os consumidores decidiram antecipar compras e formar estoques de medicamentos de uso contínuo.

 
 

Matando a saudade

A atriz Mariana Ximenes, 38 anos, estará na próxima novela das 18h, Nos Tempos do Imperador, de Thereza Falcão e Alessandro Marson, onde interpretará Luísa Margarida Portugal e Barros, a condessa de Barra, uma personagem inspirada numa mulher que de fato existiu e ela define assim: “É uma mulher que chega com ideias avançadas. Apesar de ensinar etiqueta às princesas, ela também é capaz de quebrar o protocolo e usar calças”. Enquanto a novela  não estreia (ainda sem data) podemos matar as saudades da atriz que está fora da TV aberta desde 2018, na nova campanha da grife de bolsas, calçados e acessórios Capodarte. Feminista assumida, já revelou que sonha ser mãe, mas não agora. Quer acabar as gravações paralisadas e depois pensará nisso.

Auditores em cena

Por um lado, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional montou uma estratégia de guerra para contra-atacar o bombardeio de ações de contribuintes para postergar pagamentos de tributos federais ou outras medidas com base na pandemia – a liberação de penhora, bloqueio de bens ou depósitos judiciais. Em duas semanas, quase 500 pedidos de liminar foram ajuizados em todo o país. Por outro lado, o governo alivia os brasileiros de alguns tributos e chega a extinguir o PIS/ Pasep. Agora, seis entidades de auditores da Receita fazem planos de propostas tributárias emergenciais para enfrentamento do coronavírus. De cara, o plano dos auditores poderia ter um impacto positivo na arrecadação que subiria de R$ 234 bilhões para R$ 267 bilhões em um ano. O que eles estão propondo: criação de imposto sobre Grandes Fortunas; cobrança temporária de uma alíquota de 20% de Contribuição Social sobre Lucro Líquido de todos as receitas financeira de todos e quaisquer fundos; nos bancos acréscimo temporário de 15% na CSLL e de 4% no COFINS; ganho cambial, com alíquota de 10%; empréstimo compulsório de empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões e 15% sobre lucro líquido; alterar alíquota máxima de imposto sobre transmissão de causa mortis e doação de 8% para 30%.

 
 

Polêmica até na quarentena

A empresária, modelo e socialite Kim Kardashian, consegue causar polêmica até quando grande parte do mundo está em isolamento. Kim, que há poucos dias lançou uma nova fragrância de perfume, deixou os milhões de seguidores atônitos, tudo isso porque ninguém está comprando nada supérfluo. Mas essa não foi a intenção da empresária. O que ela queria mesmo era divulgar sua nova fragrância, desenvolvida junto com sua mãe Kris, para comemorar o Dias da Mães. Mais: ela também está lançando uma coleção de  lingeries, com cinta, calcinhas de cinturas altas e etc., e parte das vendas, será revertida para o combate ao coronavírus.

Guerra interna

O mesmo general Augusto Heleno, que se restabelece do coronavírus, já tentou avisar Carlos Bolsonaro, filho do presidente e comandante do “gabinete de ódio” que funciona no Planalto onde ele tem uma sala próxima a do pai, sobre sua posição indevida. Nas duas investidas ouviu de Bolsonaro defesa radical do filho e de sua lealdade absoluta. Para quem tem memória curta, Carluxo exibiu sua influência quando estava no banco de trás do Rolls Royce que levou Bolsonaro ao Planalto na posse do presidente.

In – Série: Sex Education
Out – Série: Insatiable

 
 

Segurança

O Ministério da Justiça iniciou um pente-fino na tentativa de identificar aqueles que usaram indevidamente o CPF de general Augusto Heleno, do Gabinete da Segurança Institucional. Tudo é tratado com muito cuidado e discrição. Nas últimas semanas, há relatos nas redes sociais de pessoas que disseram ter feito compras ou mesmo cadastros com o nome de Heleno em sites. Detalhe: inadvertidamente, o próprio general divulgou seu CPF, ao exibir no Twitter, o resultado de seu exame para coronavírus.

Nuvens cinzas

No rastro da pandemia, as negociações entre a Invepar e o Ministério da Infraestrutura para renovação antecipada da concessão do aeroporto de Guarulhos estão devagar, quase parado. A Goldman Sachs, contratada pela companhia para reavaliar os ativos, já teria recomendado a venda da operação quando o cenário permitir. Previ, Petros, e Funcef, controladoras da Invepar sempre foram favoráveis à permanência em Guarulhos. Mas os ventos mudaram de direção. Além da crise na aviação, seria uma forma de aproveitar a janela aberta pela MP 925, que suspendeu a cobrança de outorgas das concessões aeroportuárias até dezembro.  

DOIS OU TRÊS

No final da semana passada, malgrado seu quinto pronunciamento tenha exibido uma retórica mais moderada (dizem alguns que dura sempre menos de 24 horas), Jair Bolsonaro confessava com seus mais chegados que está disposto a “demitir uns dois ou três ministros” depois que passar a pandemia. E voltou a atacar, nos bastidores, o ministro da Justiça, Sérgio Moro que, para ele “é egoísta e não está fazendo nada”. E – surpresa – começa a olhar com carinho para o Centrão.

De ocasião

A reação do Sesi/Senai à MP 932 que cortou temporariamente 50% dos recursos repassados para o Sistema S virou chantagem. No mesmo dia em que a MP foi editada, o Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, vinculado à CNT,  ameaçou reduzir a Mobilização Nacional de Combate aos Coronavírus. Ou seja: jogou no ar o possível fechamento de alguns dos 130 pontos de distribuição de alimentos e material de higiene a caminhoneiros para evitar o desabastecimento de insumos básicos.

OUTRO FILHO

Outro filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, o “01”, é o mais apavorado com a pandemia, não dá apertos de mão, não inicia conversa a menos de um metro, tudo ao contrário do pai. Mesmo assim, trabalha para esfriar seus problemas no Judiciário, onde vem colecionando derrotas. Acredita que o tempo passará e nada será igual depois da pandemia passar, e pretende ficar isolado. É melhor em casa do que na prisão.

Fio descoberto

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Bruno de Carvalho, foi escalado para negociar com os Estados a unificação das medidas adotadas em relação ao setor elétrico. Vários governadores proibiram cortes no abastecimento de luz com prazos e punições distintos. Distribuidores se negaram a cumprir as determinações, alegando que a competência é da União.

Cloroquina

O quinto pronunciamento de Jair Bolsonaro, com dedo de Fábio Wajngarten, já recuperado e que está de volta, obedeceu o que mandava o teleprompter. Nada de improviso porque é nessas horas que saem os delírios. Quem acompanhou foi o “interventor soft” Braga Netto, da Casa Civil e nele o presidente tratou de dizer que “Jair Messias Bolsonaro é quem comanda esse time”. Quanto à cloroquina colocou no ar testemunho autorizado do médico cardiologista Roberto Kalil, que nunca foge dos holofotes. David Uip também tomou cloroquina, mas preferiu não dizer, por razões éticas.

COM APROVAÇÃO

O médico Álvaro Avezum, diretor de pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, coordenará estudo nacional que analisa efeitos da cloroquina em pacientes com sintomas leves. A pesquisa começa hoje, já com aprovação do Comitê Nacional de Ética e Pesquisa, ligado ao governo, faltando apenas um sinal verde da Anvisa. Participarão do estudo 1.300 pacientes de 14 estados e 50 cidades com sintomas leves e fatores de risco como os com mais de 65 anos, hipertensão, tabagismo ou doenças respiratórias.

MISTURA FINA

  • O MÉDICO Roberto Kalil, há dias, testou positivo e diz ter sido curado da COVID-19 com cloroquina. Seu pneumologista, Carlos Carvalho, era contra, porém não iria se opor se seu paciente quisesse tomar. Ele diz que Kalil tomou outros remédios em conjunto e alega que um deles foi Novalgina (dipirona): “Vou dizer que Novalgina cura coronavírus?”.
  • EM seu quinto pronunciamento à população em cadeia nacional, na semana passada, Jair Bolsonaro, pela primeira vez, apresentou suas condolências às famílias de vítimas do coronavírus. E mesmo assim, muito rapidamente. Foi sua mulher Michelle, evangélica, que recomendou que ele adotasse essa postura junto a esses grupos. Que seria um sinal “de irmandade e solidariedade”. Braga Netto aprovou.
  • NA semana passada, a Telebrás publicou 13 páginas de seu Relatório de Administração na Folha de S.Paulo, jornal que já inspirou Bolsonaro a editar uma MP para que esses relatórios só fossem publicados, de graça, nos sites da CVM e do próprio governo – e que naufragou antes de funcionar. No relatório todas as páginas tinham o símbolo do atual governo com frase “Pátria amada”.
  • ESTUDO do Imperial College de Londres aponta que o isolamento social pode demorar de duas a quatro semanas para começar a desacelerar o número de casos da Covid-19. Implementação da média de controle na hora certa é a chave para o sucesso, diz o relatório.
  • NÚMERO para quem gosta de comparar: no Brasil, por ano, acontecem 50 mil homicídios, 40 mil pessoas morrem em acidentes de trânsito, 65 mil por pneumonia e 43 mil por enfisema, asma e bronquite.
  • DIA 19, no Instagram, Regina Duarte, da Secretaria Especial da Cultura, anunciou medidas em prol do setor cultural para enfrentar a pandemia, como algumas modificações na Lei Rouanet. Quase três semanas depois, não aconteceu nada.
  • PARA os procuradores da República, é tempo de indulto. Agora, está sendo testado um novo sistema de julgamento virtual. No entanto, por ora, o Conselho Nacional do Ministério Público vai se restringir a casos simples. Os processos complexos, especialmente os que envolvem acusações de abuso por parte dos procuradores, devem ficar para depois.

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.