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GIBA UM

“Que renuncie antes de ser renunciado. Poupe-nos de, além do coronavírus, termos um longo processo de impeachment. Que assuma logo o vice”

de FHC, sobre a situação de Bolsonaro na cena nacional
15/05/2020 06:00 - Giba Um


“Que renuncie antes de ser renunciado. Poupe-nos de, além do coronavírus, termos um longo processo de impeachment. Que assuma logo o vice”,    
de FHC // sobre a situação de Bolsonaro na cena nacional.

No Brasil, cerca de 40% das crianças de até 14 anos vive abaixo da linha da pobreza do Banco Mundial. É a faixa etária mais afetada pela pobreza do país, de forma desproporcional.  

Mais: a situação é pior para as crianças negras na primeira infância: cerca de 60% vive na pobreza e 20% na pobreza extrema. São dados extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.

 
 

Topless na quarentena

Os artistas estão se garantindo como podem neste distanciamento social. Muitos artistas estão fazendo lives para entreter seus fãs e até ganhar outros admiradores. Mostrar o dia a dia em suas redes sociais também tem sido uma maneira de enfrentar a quarentena. Uma legião de topless vai aparecendo por diversas formas. Giovanna Ewbank (à esquerda), por exemplo, em seu post mostrou a evolução na 30ª semana de sua gravidez do primeiro filho biológico, que se chamará Zyan. A cantora e a atriz Lucy Alves (centro) que já havia usado sua rede social para pedir para pessoas ficarem em casa curtindo sua própria companhia em sua foto legendou: “Vitamina D”. Já Jojo Todynho foi mais filosófica. “A vida não é para ser entendida, apenas vivida, e dela devemos aproveitar cada dia ao máximo, pois não sabemos qual desses dias será o último”.

Nome e Sobrenome

Jair Bolsonaro não queria mostras os resultados (negativos) de seus exames de coronavírus porque não queria exibir outra de suas travessuras que remete à filmes de espionagem (e mesmo a uma época de guerrilhas no Brasil): seus codinomes, criados para que ninguém tivesse acesso a eles (nem o pessoal do laboratório, um tanto suspeito por fazer exames com nomes falsos, mesmo em se tratando do presidente). No laboratório, Bolsonaro mandou assessores implantarem a ideia de “segurança pública” e “privacidade presidencial”, exatamente ao contrário do que manda a postura de um Chefe do Estado. Detalhe: tirou os codinomes de novelas e séries brasileiras, com auxílio de Carlucho – e nem poderia ser diferente. Mais:  os codinomes usados por Jair Bolsonaro em seus exames para ver se estava com Covid-19, são inspirados – têm sobrenomes – em pessoas chegadas a ele em cargos mais chegados. Airton tem o sobrenome Guedes (alusão ao ministro da Economia) e Rafael tem um segundo nome Augusto (extraído do General da reserva que comanda o GSI). Era como se fosse uma brincadeira, pelo que se vê.

 
 

Dando aula ao ministro

Um vídeo viralizou rápidos nas redes sociais onde a atriz Fernanda Concon, 17 anos dá uma aula para Abraham Weintraub, ministro da educação, que pede aos candidatos do Enem para estudarem como puderem, ao invés de propor adiamento da prova. Uma parte do texto dizia: “Eu acho que ele esqueceu ou nunca ouviu que nós somos o sétimo país mais desigual do mundo, segundo a ONU. Por aqui, cerca de 13,5 milhões de pessoas vivem em extrema pobreza. 30% da população brasileira não tem acesso à internet. Isso são 60 milhões de pessoas. A meritocracia é um conto de fadas”. Para quem não sabe Fernanda começou aos 6 anos no seriado Mothern (GNT), mas ganhou fama como Alicia na segunda versão de Carrossel (2012).

O preço sobe

Hoje, quase metade do ministério está sendo negociado com o Centrão, cujo integrantes não mais se satisfazem com cargos de segundo e terceiro escalão. Ciro Nogueira (PP-PI) negocia o comando da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do São Francisco), que tem orçamento de R$ 740 milhões. E também deve levar o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), que tem orçamento mais gordo: R$ 2 bilhões. Nogueira oferece um bônus: inauguração de obras no Nordeste, em ano de eleição.

In – Molho parisiense
Out – Molho primavera

 
 

Antiga ameaça

Nove entre dez analistas acreditam que o dólar pode chegar a R$ 6,50 e depois, voltar a R$ 5,50, à medida em que a perspectiva mundial melhore e os ruído político for parcialmente resolvido. Para muitos, o real tem mostrado ser a principal vítima da política monetária ultra acomodatícia, implementada pela autoridade monetária. Os mais chegados de Paulo Guedes tratam de lembrá-lo de uma ameaça sua, há meses: “Se o dólar bater em R$ 7 vou embora para casa”.

Gosto pelo poder

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está preocupado se o excesso de militares que ganham postos no governo Bolsonaro não vai acabar pegando gosto pelo poder. Em entrevista a uma agência internacional, FHC foi direto: “Se as Forças Armadas se colocarem na posição de apoiar incondicionalmente o presidente, isso é grave e a unidade democrática morre”. Essa é outra de suas preocupações, enquanto vê o apelido que Vera Magalhães criou para os militares – “babás fardadas” – proliferar nas redes sociais. As duas alternativas remetem a lembrança de FHC aos anos 60.

FRITURA

Nelson Teich estreou logo dizendo que o governo estava “navegando às cegas” e passou a imagem de uma pasta à deriva na pandemia. Aí, antes de completar um mês na cadeira, Bolsonaro já trata de ir fritando o ministro que nem teve autonomia para escolher seu número dois. Assumiu o general Eduardo Pazuello, conhecido por seu rigor na tropa, que tratou de lotear demais cargos com militares. Quem indicou Teich foi Paulo Guedes, que começa a achar que Teich pode pegar seu boné a qualquer instante.  

Contra

Esta semana, o ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou de apresentar seu programa de isolamento por região (Bolsonaro quer a flexibilização total e os governador não respeitam seu decreto sobre salões de beleza e academias) e teve de engolir novo discurso do presidente  pró-cloroquina, que o mesmo Teich já se recusou a abençoar, mas dizendo que cada médico faz o que quer desde que autorizado pelo paciente. Parecem episódios de Sérgio Moro, nos últimos meses.  

FRITADOR

Após fritura de Luiz Henrique Mandetta, uma frustrada tentativa de flambar e só acender um foguinho pelos lados de Nelson Teich, agora é a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que está na frigideira de Onyx Lorenzoni. Os dois são do DEM como era Mandetta. Fidelidade partidária está longe de ser atributo de Lorenzoni e ele pensa em 2022, quando os dois poderiam disputar o governo do Rio Grande do Sul.

Olho nos aventais

O Tribunal de Contas da União pode suspender um compra do Ministério da Saúde considerada estranha. São 80 milhões de aventais a um custo total de R$ 1 bilhão. O contrato com uma pequena empresa do tipo Eireli, Inca Tecnologia e Serviços, de apenas um sócio, tem o valor de R$ 912 milhões. A compra foi realizada sem licitação. O TCU quer saber dimensões e destino dos aventais e acha que não houve avaliação dos riscos de comprar tamanha quantidade de empresa tão pequena.

Sucessão 1

Há dias, em reunião do Planalto, Arthur Lira excedeu-se da aproximação com Bolsonaro. Pediu a ele que gravasse um vídeo para seus familiares. No filme de 20 segundos, que circulou nas redes sociais ambos esbanjam sorrisos e Lira comenta que sua mulher e filho “são grandes fãs do presidente”. No entorno de Rodrigo Maia esse episódio fez Lira perder pontos na corrida sucessória. Porque tradicionalmente deputados tendem a não eleger um presidente alinhado ao Planalto.

SUCESSÃO 2

Essa tradição foi mantida na época em que Severino Cavalcanti (PP-PE) derrotou Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) em 2008 e quando o emedebista Eduardo Cunha (RJ) venceu Arlindo Chinaglia (PT-SP) em 2015 – ambos os petistas eram apoiados pelo Planalto. Para aliados de Maia, o movimento de Lira favorece o líder da maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Os dois travam disputa interna na bancada para concorrer à presidência da Câmara.

MISTURA FINA

  • O PLANALTO explica que nomes fictícios nos exames de Bolsonaro são precaução para reduzir o risco de vazamento. Presidente e familiares recebem apelidos da segurança, especialmente de agentes do GSI. Bolsonaro é “Águia”, a primeira-dama é “Cisne” e por aí vai. Foi Bolsonaro que escolheu o nome de “Águia”: é o mesmo usado nos Estados Unidos para o presidente Donald Trump.
  • O GOVERNADOR do Amazonas, Wilson Lima, formalizou junto ao governo da Noruega pedido de recursos para compra de equipamentos médicos. O dinheiro viria do Fundo Amazonas, que está congelado desde o ano passado no auge do imbróglio com o governo Bolsonaro por conta das queimadas na região. São cerca de R$ 133 milhões/ ano que se encontram represados.
  • O DELEGADO Márcio Nunes de Oliveira, superintendente do DF, deve ser o próximo a ser derrubado no xadrez da Polícia Federal.
  • CERTO de que Ricardo Lewandowski ordenaria a liberação dos exames, Bolsonaro mandou entregá-los ao próprio ministro. Os críticos de Lewandowski sempre o vinculam a opositores de Bolsonaro, como Lula e o próprio PT, mas foi ele que livrou o Capitão da “acusação” de estar doente, ao determinar “ampla divulgação” dos exames. O presidente ria: “Vão cair todos do cavalo” – e caíram.
  • O BANCO do Nordeste também pode ter o seu “Vale a pena ver de novo”. Nelson de Souza que presidiu a instituição entre 2014 e 2015 está cotado para retornar ao cargo. Por obra e graça do deputado Arthur Lira (PP-AL). É o Centrão em marcha.
  • APESAR de sua boa relação com o Congresso, nem mesmo Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, leva fé na aprovação do marco regulatório do saneamento no curto prazo. O ministro vai manter o fogo aceso, mas sabe que esse é um prato que só será servido depois da eleição municipal.
  • O GOVERNO brasileiro brecou uma inusitada operação envolvendo Itaipu Binacional. Os paraguaios queriam realizar um empréstimo internacional por meio da geradora. A engenharia era sinuosa: o governo de Mario Abdo Benitez pretendia rastrear a operação com recebíveis da Itaipu e destinar os recursos a projetos para o combate ao coronavírus no país vizinho. O Brasil não concordou em aumentar a alavancagem da usina.
  • A VALE comprometeu-se com prefeitos da região a financiar parte do custo da duplicação da rodovia entre Mariana e Brumadinho. O projeto está orçado em R$ 1 bilhão e quanto caberá a mineradora ainda não está decidido

Felpuda


Pré-candidato a prefeito de Campo Grande divulgou vídeo em que político conhecido Brasil afora anuncia apoio às suas pretensões. O problema é que o tal líder já andou sendo denunciado por mal feitos em sua trajetória, sem contar que o pai do dito-cujo teve de renunciar ao cargo de ministro por ter ligações nebulosas com empresa de agrotóxico. Depois do advento da internet, essa coisa de o povo ter memória curta hoje não passa de coisa “da era pré-histórica”.