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GIBA UM

“Quem é que vai dar golpe? As Forças Armadas? Estamos no século 19? A turma não entendeu”

de HAMILTON MOURÃO, vice-presidente, negando qualquer ato inconstitucional
01/06/2020 06:00 - Giba Um


“Quem é que vai dar golpe? As Forças Armadas? Estamos no século 19? A turma não entendeu”,  
de HAMILTON MOURÃO // vice-presidente, negando qualquer ato inconstitucional.

O ator José de Abreu que mora na Nova Zelândia compartilhou foto  junto a namorada e amigos comemorando flexibilização do isolamento no país. O ator legendou: “A volta a vida normal”.  

Mais: a Nova Zelândia foi um dos países que melhor combateu o novo coronavírus. O país teve somente 1.154 infectados e 22 mortes numa população de pouco mais de 5 milhões de habitantes.

 
 

De volta às origens

Lançando na sexta-feira (29) o álbum Chromatica, o sexto da carreira de Lady Gaga, é uma volta às origens da cantora, que define assim seu novo trabalho: “ É feito por uma fã de música eletrônica que canta letras às vezes escapistas e outras vezes com mensagens importantes, mas sempre diretas. Na parte musical, não tem meio-termo, é um eurodance sem sutilezas”. Gaga definiu a volta ao pop frenético, depois de um momento mais romântico por causa do filme Nasce Uma Estrela (2018), que atuou como atriz, porque queria uma trilha para esquecer dos problemas. O álbum conta também com participações de Ariana Grande (Rain on Me), Elton John (Sine from Above) e do grupo feminino sul-coreano Blackpink (Sour Candy). A turnê para o lançamento do novo álbum estava programada para começar em julho, mas ainda não sabe se será possível por causa da pandemia do novo coronavírus.

O pecado de Messias

O maior pecado, se que é que se pode chamar dessa maneira, de Jair Messias Bolsonaro é ameaçar, ameaçar e recuar, recuar. Quando ele fala que “Chegamos ao limite”, não especifica o que vai fazer, como e contra quem. O filho Eduardo entra no jogo do pai e tenta espalhar que “será natural se a população recorrer as Forças Armadas caso esteja insatisfeita com o Congresso e o STF”. Está recorrendo a dispositivo da Constituição que permite a um Poder recorrer ao estado de sítio e tomar conta com outros dois. Tarefa que não é fácil: depende de várias autorizações. Ao mesmo tempo, o vice Hamilton Mourão e o chefe do GSI, Augusto Heleno, generais da reserva do Exército, saem em campo para dizer que não há risco de golpe de Estado, depois de Bolsonaro e seu filho Eduardo subirem o tom dos ataques à decisão do ministro Alexandre de Moraes. Mourão também está preocupado com a ausência dos jornalistas no cercadinho matinal do Planalto. E pede aos profissionais “fingir que não ouvem as ofensas” dos manifestantes.

 
 

Gravidez a mostra

Apesar do isolamento social muitas celebridades estão se reinventando para deixar os fãs por dentro da evolução da gravidez de cada uma. Entre tantas brasileiras que estão recorrendo a isso estão Mariana Weickert (à esquerda), grávida de 8 meses de seu segundo filho, que se chamará Felipe, que fez um ensaio  por vídeochamada,  a atriz Mayana Moura (centro), grávida de seu primeiro filho, também usou o mesmo recurso. Já atriz e DJ Laura Keller (à direita) resolveu encarar um estúdio e em uma das fotos compartilhadas na legenda colocou a Oração da Gestante.

Contra

333 Na caserna, os militares estão achando um tanto excessivo ter de topar um estado de sítio pela frente, precursor de um golpe de Estado, só para livrar os rolos dos filhos de Bolsonaro e amigos, como Queiróz. Afinal, os inimigos da hora são Alexandre de Moraes, Celso de Mello, Sérgio Moro e Rodrigo Maia, só para começo de conversa. Bolsonaro, à propósito, sabe que, se partisse para a disputa, as Forças Armadas não topariam e aí, sim, teríamos uma situação comprometedora.

In – Estampas animais africanos
Out – Estampas animais selvagens

 
 

Jogo de cena

Jair Bolsonaro já havia acenado com a cadeira de Celso de Mello no Supremo, no final do ano, quando o decano da Corte se aposentar, para André Mendonça, atual ministro da Justiça e “terrivelmente evangélico”. Agora, como os ventos mudaram de direção, diz que Augusto Aras é o nome ideal para o mesmo posto. A ideia é recompensar a ação do PRG nesse inquérito do Supremo na defesa de Jair Messias e ministros. Passada a fase, Bolsonaro poderá voltar a incentivar os sonhos de Jorge Oliveira, secretário-geral da Presidência.

Olho no TSE

A legalidade do inquérito que apura a disseminação das notícias falsas e ameaças contra integrantes do STF vai para a pauta do Supremo para ser julgado pelo plenário. A maioria dos ministros é a favor da manutenção do inquérito, o que provocará novo ataque de Jair Bolsonaro. Mais: as provas do inquérito das fake news serão enviadas ao TSE onde a chance de um impedimento da chapa Bolsonaro-Mourão está à espera, de boca bem aberta. Uma cassação da chapa no TSE é o caminho mais fácil: depende apenas de quatro votos.

PROFECIA

Nove entre dez analistas acham que o declínio da renda nesta década não tem precedentes da história contemporânea do país. O PIB do fim da década será menor do que no começo, o país terá ficado mais pobre, as oportunidades serão mais escassas, em particular para os mais pobres, o endividamento do setor público aumentará muito, superando o de quase todos os países emergentes.  

Estilo

Quando avisou, no cercadinho do Planalto, que estava “no limite”, repetindo o seu “chega”, Bolsonaro recorreu a seu habitual e escatológico estilo: enfiou um palavrão no meio da fúria, o que enlouqueceu os manifestantes de plantão que adoram quando o presidente recorre a seu arsenal de palavras chulas. Funciona como uma alavanca: os militantes gritam seu nome, aplaudem e, vira e mexe, se viram contra os jornalistas de plantão (os que ainda estão lá).

DELÍRIO

Do seu posto na Virginia, Olavo de Carvalho diz que “a hora da medida enérgica já passou”, passando a atacar dois ministros do Supremo. Segundo ele, “ambos deveriam ser retirados da vida pública”. E mais: “Esse seu Alexandre de Moraes tem de ser posto na cadeia e não ter direito de falar. Eu sou a favor da pena de morte”, acrescentando referências recheadas com palavrões ao ministro Celso de Mello.

Pior resultado

Com a economia parcialmente paralisada, o Brasil perdeu 860,5 mil postos de trabalho formal em abril, o pior resultado da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) iniciada em 1992. Somados os números de março, mês que começaram as medidas de isolamento e que registrou corte líquido de 240,7 mil vagas, a crise do Covid-19 levou ao fechamento de 1,1 milhão de postos com carteira assinada.

Manobra

Deputados gostariam de aumentar a participação no governo federal no financiamento da Educação básica, mas prefeitos ouviram uma proposta da equipe econômica que acabaria por não comtemplar totalmente o setor. A ideia seria privilegiar a destinação de verbas para saúde por causa da pandemia. Ou seja, renovar o fundo como ele é hoje, sem carimbar recursos. As prefeituras poderiam adquirir testes para Covid-19, respiradores e outros equipamentos médicos e hospitalares, em vez de comprar material escolar. A educação, novamente, ficaria em segundo plano.

LÁ EM CIMA

Parlamentares da Amazonas vão pedir ao Tribunal de Contas Estadual  (TCE-AM) e ao TCU a abertura de processo para investigar o empréstimo do Fundo Constitucional do Norte (FNO) à Eneve Energia (leia-se BTG e Cambuhy, holding da família Moreira Salles). Deputados da aposição do governador Wilson Lima levantam suspeitas de favorecimento de R$ 1 bilhão do FNO, administrado pelo Banco Amazônia. O valor equivale a 10% de todos os recursos do Fundo e 50% do orçamento previsto para o estado do Amazonas.

MISTURA FINA

  • ROGÉRIO Marinho está tentando destravar junto à equipe econômica cerca de R$ 10 bilhões adicionais para os programas do Ministério do Desenvolvimento Regional, entre eles a nova versão do “Minha Casa, Minha Vida”. Até agora, contudo, só conseguiu assegurar R$ 6 bilhões. Se já era difícil, ficou pior com a animosidade com Paulo Guedes.
  • O PRG Augusto Aras poderá transferir para o Congresso a tarefa de julgar a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. A saída em gestação seria o procurador-geral descartar a prática de crime comum mas indicar a possibilidade de crime de responsabilidade de conduta do Capitão.
  • O EX-senador Eunício de Oliveira furou o isolamento do MDB. Na contramão do distanciamento do partido em relação ao governo de Jair Bolsonaro, Eunício entrou no game da escolha do presidente do Banco do Nordeste, seu antigo latifúndio.
  • O SETOR agrícola brasileiro está dividido: depois do anúncio do “Fora Salles”, assinado por entidades ligadas ao meio ambiente, agora o agronegócio exportador, de um lado, e a entidade mais conservadora do outro, aprofundam a divisão com a publicação de outro anúncio em apoio ao ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente. É tudo que ele queria.
  • LEVANTAMENTO da Paraná Pesquisa quis saber como anda os pagamentos dos brasileiros e perguntou aos entrevistados se eles conseguiriam pagar todas suas contas no mês de maio. 69% dos entrevistados disseram que não conseguiriam, 28,8% que conseguiram e 2,1% não souberam ou não quiseram responder.
  • AINDA sobre o levantamento de pagamentos de contas da Paraná Pesquisas: dos 69,1% que disseram que não conseguiriam pagar suas dúvidas, 31,3% responderam que iriam pagar a menor parte das contas, 27,1% que pagariam a maior parte e 10,8% que não pagariam nenhuma conta.
  • COM o sexto maior número de habitantes do planeta, o Brasil avança em ritmo acelerado, para alcançar o segundo lugar no ranking de óbitos, atrás apenas dos Estados Unidos que tem população 55% superior. No dizer dos analistas, seremos o “campeão imoral” da pandemia.

Felpuda


Candidato a prefeito de cidade do interior foi buscar “inspiração” para elaborar seu programa de governo.

Assim, não se fez de rogado em beber da fonte de prefeito que tenta a reeleição em município da Bahia.

O dito-cujo cá dessas bandas copiou as propostas e vinha as apresentando como sendo de sua autoria.

A população já descobriu o plágio e ainda aguarda uma explicação.

Se não houver, as urnas certamente a darão.