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“Quem politizar essa crise, vai morrer com ela”

da deputada estadual JANAÍNA PASCHOAL (PSL-SP) sobre os políticos que estão aproveitando a pandemia para tentar aumentar sua popularidade já pensando nas próximas eleições
30/03/2020 05:00 - Giba Um


“Quem politizar essa crise, vai morrer com ela”,
da deputada estadual JANAÍNA PASCHOAL (PSL-SP) sobre os políticos que estão aproveitando a pandemia para tentar  aumentar sua popularidade já pensando nas próximas eleições.  

Na campanha presidencial o quadro era de Bolsonaro versus Lula, que conseguiu  47 milhões de votos para Fernando Haddad. Veio o período da prisão de Lula, ele enfraqueceu .

Mais: hoje, Lula está na Dinamarca, com sua Janja. A nova polarização será entre Bolsonaro e João Doria. Sobra um pedaço do PT que insistirá com Fernando Haddad.

 
 

O documentário de Gisele

A übermodelo Gisele Bündchen está frente do documentário Kiss the Ground. Na capa e recheio da Marie Claire americana ela dá mais detalhes sobre este projeto. Gisele garante que um dos motivos para abandonar as passarelas para se dedicar mais as causas ambientais e aproveita para comemorar seu 11º aniversário como embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). “Uma das minhas principais motivações para trabalhar para proteger nosso planeta são meus filhos. Como mãe, quero que eles e seus filhos experimentem o mesmo planeta bonito e saudável que pude experimentar”. E garante que tenta passar o ensinamento para os filhos. “ Falo sobre a prática da sustentabilidade em casa, lembro sempre e ensino aos meus filhos os três Rs: reduzir, reutilizar, reciclar”.

Retrato do país

Análise do Instituto de Estudos para Política de Saúde identificou que 30% das regiões do país são vulneráveis, devido à combinação de infraestrutura de leitos de UTI aquém do mínimo e mortalidade por condições similares à Covid-19 acima da média nacional. O estudo mostra que num cenário hipotético de 20% da população infectada e 5% dos infectados necessitando cuidados em UTI por cinco dias, 294 das 436 regiões de saúde do país ultrapassariam a taxa de ocupação de 100% dos leitos. E mais: 53% delas necessitariam ao menos o dobro de leitos-dia em relação a 2019 para tratar dos casos mais críticos. E nem todos os leitos com respiradores necessários. Os Estados Unidos não exportarão ventiladores pulmonares para leitos de UTI. Os seis fabricantes americanos produziam cerca de 5 mil equipamentos por mês. O governo americano vai comprar pelo menos 140 mil unidades. Há disponíveis equipamentos usados, mas que sequer foram recondicionados. Consultores acham que em caso de urgência poderiam ser uma alternativa.

 
 

Mais confinamento

E as celebridades continuam apoiando o isolamento e usam suas redes para pedir aos seus fãs que sigam as recomendações de ficarem em casa. E para isso usam todos os argumentos possíveis e dão dicas do que podem fazer enquanto estão em suas residências. Ivete Sangalo (à esquerda) por exemplo, postou uma foto com uma máscara facial e dizendo que está aproveitando para ficar com os filhos e cuidar da beleza e outra pede: “Cabe a nós ter consciência e a percepção do nosso dever nessa luta contra esse inimigo invisível e tão voraz. Fique em casa, para o seu bem, para o nosso bem, para o bem de todo”. Já a ousada Luciana Gimenez (à direita) reproduz uma foto de camisa aberta do hairstylit Sergio Di Vicentini.  

Panos quentes

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, esperneou, chutou o pau da barraca e rompeu com Bolsonaro. Foi acusado – e quase agredido na rua – de traição por grupo de bolsonaristas fanáticos. Agora, muita gente – dos dois lados – querem colocar panos quentes nessa guerra. Caiado, à propósito, relembrava uma frase de Barack Obama para detonar o Capitão: “Na política e na vida, a ignorância não é uma virtude”.

In – Coquetel de coco cremoso
Out – Coquetel de maracujá  

 
 

Descontrole

O estilo das cavernas de  Jair Bolsonaro faz com ele se descontrole a qualquer momento, não permite fingimentos. Quando se descontrolou com o governador João Doria abriu o que mais o persegue: medo que a crise liquide com sua popularidade e perspectiva de reeleição. Mais: seus interlocutores dizem que ele repete em privado todas as cosias que diz em público, como se fosse uma reafirmação.

Receita

Até agora, não se sabe onde o governo vai buscar recursos para compensar perdas tributárias, despesas adicionais na saúde, programa de ajuda financeira a trabalhadores informais e ainda ajudar Estados e municípios. Para custear o seu pacote de mais de US$ 2 trilhões, o governo americano vai colocar títulos no mercado e, com certeza, emitir dólares, moeda aceita no mundo. o governo de Bolsonaro também emitirá títulos, mas será pouco. A saída pode ser emissão da moeda ou vender reservas.

EM CAMPO

Mesmo após as promessas de Bolsonaro para a região, os governadores do Nordeste seguem em busca de anticorpos próprios para a crise do coronavírus. Além do pedido de ajuda ao governo da China, através do embaixador no Brasil, Yang Wanming, mantém conversações com a Noruega. As gestões são conduzidas pelos governadores da Bahia, Rui Costa, e do Maranhão, Flávio Dino. Uma das hipóteses é um novo pacote de investimentos da empresa de energia renovável Statec, que já tem negócios no Nordeste.  

Vertical

O novo desafio de Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, é aceitar a proposta de “isolamento vertical, ou seja, quarentena apenas para grupos de risco, sugestão de Bolsonaro. Mandetta não aceita esse entendimento  e o isolamento vertical dependeria de um decreto presidencial de acordo com técnicos do governo. Só que o presidente determinou nada: a responsabilidade sobre o que acontece ficou com os governadores no entendimento do presidente.

ASSIM NÃO DÁ

Ao prorrogar por 60 dias o vencimento de empréstimos de pessoas físicas e jurídicas, a Caixa ajudou – mas não tanto. Nas cidades onde os bancos permanecem abertos, cliente que entram em contato com a CEF têm sido informados que precisam comparecer presencialmente à agência onde o contrato foi assinado. Só que são tempos de confinamento.

Impossível

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) resolveu opinar sobre o comportamento de Jair Bolsonaro, diante da pandemia do coronavírus e contrariando as recomendações da OMS. “Fui sempre um defensor ardoroso no sentido de que houvesse harmonia total neste momento de crime entre governadores, presidente, Congresso, ministérios, secretarias de Fazenda e de Saúde. Isso, no entanto, está parecendo ser quase impossível diante do comportamento errático, sempre retornando a uma atitude beligerante, do presidente da República”.

Isolamento

Na reunião com governadores, Jair Bolsonaro partiu para o confronto. O discurso de palanque do governador de São Paulo, João Doria, não é uma solução entre os envolvidos em busca de uma solução de consenso, especialmente os de farda. Só que sua ação para levar os governadores a recusar interlocução com o presidente, aperfeiçoou a manobra de levar o Chefe do Governo para o isolamento. Mais: Bolsonaro hoje não tem nem 10%  dos votos em plenário, embora o impeachment ainda seja de difícil execução.  

RENÚNCIA

Uma solução vem ganhando corpo nos corredores do poder, incluindo os meios militares: é uma saída de Bolsonaro por renúncia. O problema é convencê-lo. Nem Augusto Heleno e Braga Netto conseguiram. Detalhe: o bem mais valioso que ele tem hoje é a liberdade dos filhos. Se aceitasse a renúncia, exigiria anistia à toda filharada. Muitos lembram que na Rússia de Yeltsin essa foi a saída.

MISTURA FINA

  • O PRESIDENTE do Banco do Brasil, Rubem Novaes, é radicalmente contra o processo de paralisação da economia como estratégia para o enfrentamento do coronavírus. Acha que “não se pode resolver um problema criando outro maior ainda” e que “os que impedem a produção, o comércio e a circulação de mercadorias serão responsáveis pela depressão que estão causando”.
  • EFEITOS da crise: a companhia aérea Boliviana Amazonas (BOA) já sinalizou à Embraer que vai cancelar a compra de dois aviões BEM 190, com entrega prevista para dezembro. A perda brasileira ficará em torno de R$ 120 milhões.
  • QUANTO mais forem a recessão econômica e o aumento do desemprego maior será a redução das receitas tributárias. Economistas estão estimando uma projeção preliminar que aponta para pera de R$ 70 bilhões para a arrecadação do governo federal neste ano, na comparação com o que estava programado no orçamento.
  • AS falanges bolsonaristas não perdoam. Nesses dias, o e-mail e as redes sociais da Embaixada da China têm sido bombardeados. “Comunista” e “assassino” são os termos mais usados contra o embaixador Yang Wanming, que exigiu desculpas de Eduardo Bolsonaro por ele ter culpado a China pela pandemia da Covid-19.
  • O GOVERNADOR Wilson Witzel (PSC) acha que as crises do coronavírus e do petróleo devem dobrar o déficit nas contas do Estado em 2020. Ele solicitou ao governo federal que antecipe recursos da privatização da Cedae, que está em elaboração. Complicado: Bolsonaro que ver Witzel pelas costas.
  • JOÃO Doria, governador J de São Paulo, registrou boletim de ocorrência contra ameaças atribuídas ao “gabinete de ódio” de Bolsonaro. Recebe nas redes sociais e até no celular. Entre as mensagens, os haters diziam que iam matar Doria também invadir a mansão onde vive com a família. Sua casa está cercada de PMs por ordem da Casa Militar do Palácio.
  • A RECESSÃO iminente na economia vai jogar pelo ralo as projeções de crescimento da Heineken no Brasil neste ano. A previsão era superar o aumento da receita do ano passado, em 7,5% já foi descartada. Pela primeira vez em três anos, a alta  das vendas ficará abaixo de 10%. Em 2019, para quem não sabe, o Brasil tornou-se o maior mercado da Heineken no mundo.

Felpuda


Pré-candidato a prefeito de Campo Grande divulgou vídeo em que político conhecido Brasil afora anuncia apoio às suas pretensões. O problema é que o tal líder já andou sendo denunciado por mal feitos em sua trajetória, sem contar que o pai do dito-cujo teve de renunciar ao cargo de ministro por ter ligações nebulosas com empresa de agrotóxico. Depois do advento da internet, essa coisa de o povo ter memória curta hoje não passa de coisa “da era pré-histórica”.