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“Quem tem mandato popular fala e quem não tem, como eu, trabalha”

Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde depois de Bolsonaro dizer que não vai demiti-lo no meio da guerra
06/04/2020 05:00 - Giba Um


“Quem tem mandato popular fala e quem não tem, como eu, trabalha.”

de LUIZ HENRIQUE MANDETTA // ministro da Saúde depois de Bolsonaro dizer que não vai demiti-lo no meio da guerra.

 

A Fecomércio-SP abriu uma campanha exigindo plano de retomada “que pressupõe a mobilização dos governos municipais, estaduais e federal com suas obrigações de Estado”.  

Mais: A entidade respeita a quarentena  e o isolamento mas adverte que “as medidas são insuficientes e exigem definições mais claras e ágeis para serem implantadas”.  

 
 

Suruba astral

Alice Wegmann, 24 anos, é apontada como uma das melhores atrizes de sua geração. Na capa e recheio da Glamour Brasil conta que com 13 anos de carreira, 11 novelas, 2 peças, 2 filmes é muito cobrada pela sua posição feminista em suas redes sociais. A arte está ligada à política. Recebo mensagens dizendo que não deveria me posicionar, porque sou atriz, mas antes de atriz, sou cidadã, tenho direito de me colocar, de ter opinião, de pensar”. E ainda revela que é apaixonada por astrologia. “Brinco que sou uma suruba astral. Sol em Escorpião, ascendente em Aquário e Lua em Peixes. Não dá para falar apenas o signo solar, né? Assim como tudo na vida, não me defino por uma coisa só”.

Afagos Trocados

Quem diria: o ex-presidente Lula, que reaparece na cena nacional, elogia o trabalho dos governadores, incluindo João Dória que, em dias de campanha e em muitos pronunciamentos o chamou de “ladrão” para baixo. E Dória respondeu que não é hora “para litígios políticos”. Só faltou troca de flores – ou bombons, dependendo do afeto de cada um. Detalhe: união político-eleitoral entre eles, em época de eleições, tem chance zero. José Luiz Datena se espantou: “O mesmo vírus que separa as famílias, é o vírus que os une. Agora, virou LulaDoria”. Não há futuro depois dos afagos entre Lula e Dória. Governadores e senadores, contudo, estão trabalhando para unir líderes. Mas, há muita coisa contra: Lula reclama que FHC nunca o apoiou sabendo “da minha honestidade” e entre Michel Temer e Dilma Rousseff é impossível. Ele era vice dela e trabalhou por seu impeachment. A ideia desse grupo é fazer uma união para participar das ações contra o coronavírus.

 
 

Rebolada bruta

Em quarentena por causa da pandemia do coronavírus, a cantora Claudia Leitte, lança seu novo clipe Rebolada Bruta, em parceria com o funkeiro MC Zaac, para deixar o clima mais leve. O clipe foi gravado em novembro, com direção de Jacques Dequeker e ela falou que é um dos clipes mais divertidos e bem-humorados que já gravou. Ela usou cinco looks e apostou na iluminação. Ela confessou que também não vê a hora de voltar a fazer shows e ver as pessoas fazendo a coreografia da música.

Pequim e Xangai

Observadores mais atentos que continua achando que a China tem algo a ver com o surgimento do coronavírus, estão lembrando que, nessa pandemia, as cidades de Pequim e Xangai ficaram à distância, quase imunes à tragédia que assola especialmente a Europa. Para começo de conversa, Wuhan fica distante de Xangai 629 quilômetros e Pequim 1052 quilômetros. Pequim é a cidade onde mora todos os líderes da China, onde vivem militares e outros que controlam o poder no país e não há problemas econômicos. Xangai é a cidade que administra a economia da China, é a capital econômica do país e onde vivem os mais ricos de lá. Ninguém entende ainda como o conflito não chegou até essas duas cidades.

 

In – Sandálias com meias

Out – Sapatênis colorido

 
 

Até surfe

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (sem partido) em mais uma proposta contra a manutenção de isolamento social para evitar a disseminação do coronavírus, defendeu a liberação da prática de surfe em meio à pandemia. Ele acha que o esporte seria benéfico para a saúde mental e não ofereceria risco de transmissão do coronavírus.

“Não é uma gripezinha”

Quando retornou a Campo Grande, depois de uma jornada de recuperação do Coronavírus, longe da família, o senador Nelsinho Trad (PSD-MG), só mandou um alerta geral através de uma reportagem: “Só asseguro uma coisa, isso não é gripezinha, é de arrebentar a boca do balão”. Médico de formação, Trad é primo-irmão de Mandetta, que foi seu secretário da Saúde em Campo Grande. Ele é um dos 23 integrantes da comitiva de Bolsonaro aos Estados Unidos e contraiu o vírus. Ele é um dos defensores do isolamento: “Bolsonaro precisa escutar o ministro da Saúde como escuta os economistas”.

Novalgina

A ideia da PEC do Orçamento de Guerra surgiu para que o governo seja mais rápido na apresentação de medidas no combate ao coronavírus. Na avaliação de membros da cúpula do Congresso, o Planalto e equipe econômica seguem perdidos sobre o potencial da crise e aposta numa agenda “pouco eficaz”. Um parlamentar que participa da construção de soluções, diz que “eles têm preferido dar uma Novalgina a cada dia”.

Humilhado

É cada vez mais dolorosa a posição de Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, constantemente humilhado por Bolsonaro e agora ameaçado diretamente de demissão via programa de rádio. Jair diz que as medidas de Mandetta foram tomadas devido a um “clima de pânico” da pandemia. “A gente está se bicando há muito tempo. Tá faltando um pouco de humildade para ele”. Outro dia, o presidente reuniu médicos e não chamou o ministro. Discutiam sobre cloroquina e Mandetta advertiu que a substância pode causar infarto.

“PANE SECA”

Azul e Gol procuraram a BR e a Shell para negociar um corte profundo nos contratos de fornecimento de combustível. O número de voos semanais autorizados pela Anac para o período de 28 de março a 30 de abril equivale a 10% do movimento normal da aviação civil do país. A Gol avisa que vem procurando soluções com o objetivo de equalizar e equilibrar compromissos. BR e Shell estão na muda.

Irritados

Em meio a pandemia do Covid-19 integrantes do Planalto estão irritados. Não por causa das medidas tomadas para manter o isolamento e sim por causa da prorrogação por mais 180 dias da CPI da Fake News.  O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes e o senador Flávio Bolsonaro bem que tentaram convencer seus colegas de retirarem suas assinaturas, mas foi em vão.

Segunda instância

Na hipótese de se viabilizar, o Capitão pode estar a caminho de encerrar sua carreira política como começou. Condenado por ter atentado contra o decoro, a disciplina e a ética da carreira militar. Bolsonaro na época foi absolvido em segunda instância. Foi a saída encontrada para Jair deixar a corporação e, em seguida, disputaria seu primeiro mandato no Rio de Janeiro. 34 anos depois, o velho clima está de volta.

SEM ESTRUTURA

A prefeitura de São Paulo, por iniciativa do secretário da Saúde, Edson Aparecido, está processando (ele não é médico) a rede Prevent Senior por irregularidades no atendimento da empresa, onde aconteceram 79 mortes de pessoas com mais de 80 anos. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta chamou a operadora de “um ponto fora da curva”. Detalhe: o advogado da Prevent é Nelson Williams, dono de uma das maiores bancas de advogados do país, que, certo de ganhar a causa, já prepara ações contra Aparecido, Mandetta e a própria prefeitura por “difamação e calúnia”.

MISTURA FINA

  • O MINISTRO Luiz Henrique Mandetta tem se sentido traído pelo governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, companheiro de DEM que, sem qualquer sinalização prévia, rompeu com as normas do controle recomendadas pelo Ministério da Saúde e pela OMS, liberando a abertura de shopping e de todo o comércio do estado.
  • POR intervenção caseira de sua mulher Michelle, Bolsonaro entrou mais na área religiosa. No final da entrevista de quinta (2) disse aos brasileiros que “papai do céu está conosco” e recomendou um dia de jejum e orações “para gente ficar livre desse mal”.
  • O PT pensa em lançar o nome de Lindbergh Farias à Prefeitura de Nova Iguaçu. Seria um retorno do “Lindinho” ao passado. Ele comandou o município de 2005 a 2009. Hoje, o ex-senador está sem mandato – e com a mesma namorada, Gleisi Hoffmann.
  • AS negociações para a venda do Banco do Brasil Américas, em Miami, estão travadas. A pandemia do Covid-19, associada ao fato de que a operação está longe de ser um ativo de primeira linha, jogaram os valores sobre a mesa lá pra baixo. Entre os interessados que mantém conversações com o BB está a XP Investimentos.
  • AS Forças Armadas são um verdadeiro exemplo de contenção da pandemia. Até semana passada, nenhum caso da Covid-19 havia sido diagnosticado entre os militares da ativa. A cúpula das Forças Armadas não revela detalhe sobre o protocolo adotado.
  • A IDEIA era de Bolsonaro que foi absorvida pelo governador Wilson Witzel nos tempos em que os dois trocavam carícias. Witzel não fala mais do projeto de construção de um autódromo no Rio e Bolsonaro nem se lembra dessa novela.
  • ALÉM do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Jair Bolsonaro começa a perder aliados no Legislativo. Vice-líder do governo no Congresso, o deputado Pedro Lupion (DEM-PR) está por um triz.
  • AGORA, na presidência da Fundação Perseu Abramo, instituição fundada pelo PT em 1996 para pesquisa e formação política, o ex-ministro Aloizio Mercadante, 66 anos, meio afastado da cena nacional, vai se dedicar à formulação de políticas públicas e saídas para a crise. Não pensa em candidatura este ano; está de olho numa cadeira do Senado em 2022.

(Colaboração: Paula Rodrigues)

Felpuda


Alguns pré-candidatos que estão de olho em uma cadeira de vereador vêm apostando apenas nas redes sociais, esperançosos na conquistados votos suficientes para se elegerem. A maioria pede apoio financeiro para continuar mantendo suas respectivas páginas, frisando que não aceita dinheiro público ou de político, fazendo com que alguns se lembrem daquela famosa marchinha de carnaval: “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...”. Como diria vovó: “Essa gente perdeu o rumo e o prumo”.